Seja bem-vindo! Hoje é

Operação ‘varre’ tráfico nas aldeias. Veja o resultado divulgado pela PF


Polícia Federal de Brasília, em conjunto com a Força Nacional, desencadearam a Operação Tekoha (lugar físico) na Reserva Indígena de Dourados. Ao todo foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, que resultaram na prisão de três indígenas acusados de tráfico de drogas.

Durante as vistorias, a PF apreendeu drogas, arma, cigarros, bebidas, CDs, DVDs piratas, eletrônicos, veículos, cartões benefícios e várias carteiras de trabalho de indígenas que estavam sob posse dos acusados de tráfico.

De acordo com o delegado da Polícia Federal Antônio Carlos Moriel Sanches, chefe dos Serviços de Repressão aos Crimes contra Indígenas, as apreensões fazem parte da primeira etapa dos trabalhos de repressão ao tráfico nas aldeias de Dourados. Concluídos estes trabalhos, ontem mesmo a Polícia Federal montou base em frente a escola Tengatuí Marangatu. Além de contar com a implantação de uma base móvel no interior da Reserva, a comunidade indígena contará com a realização de policiamentos preventivos (ostensivos) e procedimentos investigatórios com vistas a tornar ininterrupto o combate ao tráfico de drogas.

Além da PF vão operar a Força Nacional, Polícia Militar e Civil de Dourados. O objetivo é desarticular o tráfico que se infiltrou na reserva. Para os trabalhos de busca e apreensão a Operação mobilizou 40 policiais, sendo 13 da Força Nacional e 27 da PF. Ao todo 12 equipes policiais foram distribuídas nas aldeias Jaguapirú e Bororó.

Segundo o delegado os trabalhos de investigações começaram no final do ano passado. Ele acredita que as três pesso-as presas ontem seriam os principais traficantes da aldeia. Ele afirma que na casa deles foram presos cocaína, maconha, pasta base e crack, mas não deu detalhes sobre quantidades. Ele confirmou que nas aldeias de Dourados o tráfico aconte-ce através do trabalho “formiguinha”, ou seja a droga chega através de grupos que trazem o entorpecente em pequenas quantidades.

RESULTADO

Em um dos locais, a equipe de Policiais Federais e da Força Nacional apreendeu um tablete de cocaína e dois papelotes, os quais totalizaram 180,57 gramas, prendendo em flagrante o indígena G.R.B, de 25 anos, morador na aldeia Jagua-pirú, Reserva Indígena de Dourados;

Em outro alvo, os policiais apreenderam uma porção de maconha, totalizando 34,36 gramas, tendo sido preso em flagrante o indígena O. R.,43 anos, residente na Aldeia Bororó.

Já em outro local os policiais apreenderam um total de 47 papelotes de cocaína, que pesaram um total de 21,1 gramas; 01 revólver Taurus, calibre 38, com 06 munições; 01 cédula de R$ 50,00, aparentemente falsa; 02 cadernos de anotações; 02 pen drives; 01 veículo VW gol CLI, placas HRD-9561 E 01 motocicleta, placas HSE-2230, prendendo em flagrante o morador/proprietário do imóvel, o indígena A.R., 40 anos, residente na Aldeia Jaguapiru, em Dourados.

Num quarto alvo, foram localizados 06 “bitucas” de cigarros, e 4 trouxinhas de cocaína, tendo sido lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência em desfavor de J.M.S., 33 anos, residente na aldeia Jaguapiru, nesta cidade, por infração ao artigo 28 da Lei nº 11.343/2006 (uso.

ESQUEMA

Conforme vem denunciando o O PROGRESSO e site Douradosagora, ao todo a Reserva indígena conta atualmente com 40 pontos de venda de drogas. A droga chega através da entrega dos revendedores ou da busca via bicicleta que indígenas fazem. Um grupo chegaria de Ponta Porã e em determinado ponto da BR ou de estradas vicinais entrega a dro-ga para outro grupo. O crack ou a cocaína pura chegam na reserva em pequenas quantidades. São distribuídas e vendidas aos usuários.

O dinheiro fácil, com venda rentável e sem fiscalização, virou uma forma de “fazer a vida” na aldeia. Segundo lide-ranças, até mesmo as crianças são usadas pelos traficantes. “Elas pegam a droga em pontos escondidos na reserva com sinalização em fita vermelha e já sabem para quem entregar”, comentou uma liderança, observando que alguns dos trafi-cantes nem índios seriam, e sim refugiados vindos do Paraguai, especialmente para manter o comércio. Outros, abaste-cem a reserva com carros adulterados e com placas frias; veículos que são objeto do crime, vendidos com a finalidade de facilitar o transporte do tráfico dentro da Reserva.

Os traficantes instalados na reserva tomam tudo o que os viciados têm. Segundolideranças indígenas, mais de 18 casas populares destinadas a famílias indígenas carentes já estariam na posse de dois principais traficantes da aldeia. “Eles expulsam o viciado da casa e alugam para outro”, explicou, observando que para manter o vício, até mesmo a cesta bási-ca é moeda de troca por drogas. “Quando não resta mais nada para trocar os índios começam a roubar, e matar por causa da droga”, diz.

Fonte:douradosagora.com.br/

Nenhum comentário: