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Feira de sementes tradicionais mobilizará indígenas e técnicos

A cidade de Itacajá, distante 295 km da capital Palmas, será sede da 8ª feira de sementes tradicionais Krahô. A feira terá início às 8 horas do dia 25 de setembro e se estenderá até o dia 30, na sede da associação índigena Krahô, com a participação de cerca de 2.500 mil indígenas, envolvendo mais de 20 etnias, sendo 07 do Tocantins e as demais de outros estados brasileiros. A comunidade Krahô está localizada a 20 km, ao leste de Itacajá.

O evento está sendo organizado pela Associação KAPEY – União das Aldeias Krahô, a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia a Fundação Nacional do Índio – Funai, em parceria com o governo do estado por meio do Ruraltins.

A feira tem como objetivo desenvolver ações para incrementar a segurança alimentar indígena, pelo incentivo à conservação local das variedades agrícolas tradicionais e promoção de capacitações nas áreas de agroecologia e artesanato e conservação da agrobiodiversidade índigena.

De acordo com o indigenista do Ruraltins, Marcos Vinícius, o órgão conduzirá as oficinas sobre processamento artesanal de alimentos, utilizando recursos naturais disponíveis na área indígena e sobre a rede temática de assistência técnica e extensão rural (Ater Indígena), enfatizando uma metodologia diferenciada de ater pública em comunidades indígenas, a qual será coordenada pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) e Ruraltins.

Este ano, a Feira vai contar com uma novidade que é a Premiação Agrobiodivesidade Krahô, que vai doar um boi para cada aldeia Krahô que apresentar maior número de variedades de fava, milho, inhame, arroz e batata doce. Os avaliadores serão agricultores tradicionais Krahô e pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e Embrapa Arroz e Feijão.

Haverá também prêmios para as etnias convidadas que apresentarem maior número de variedades agrícolas. O objetivo dessa premiação, como explica a pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e coordenadora do evento, Terezinha Dias é Incentivar os povos indígenas a cultivarem suas espécies tradicionais, garantindo assim a conservação local da variabilidade genética dessas espécies.

Ainda de acordo com a coordenadora, a promoção das feiras de sementes estimula a conservação das variedades agrícolas tradicionais, pela valorização do orgulho da herança cultural relacionada aos recursos genéticos.

Além dos povos indígenas, participarão técnicos das empresas de assistência técnica e extensão rural (Emateres) de 20 outros estados brasileiros, pesquisadores e indigenistas. O evento agrega também representantes de organizações governamentais e não governamentais e acadêmicos, bem como a população do entorno da área indígena em uma grande celebração às sementes tradicionais.

Parcerias
Nesta edição, as instituições organizadoras estão também contando com o apoio da USAID/ Brasil, Rede de Sementes do Cerrado, Ruraltins, Secretaria da Agricultura Familiar/ SAF/MDA, Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional/ SESAN/MDS, Carteira de Projetos Indígenas da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural/MMA e diversas secretarias do Tocantins. (Informações da ascom/Ruraltins)

Fonte:ogirassol.com.br

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