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Comunidade indígena em Mato Grosso retoma extração de latex

Projeto do Pnud fornece equipamentos e sessões de treinamento para comunidade local e ajuda indígenas a retomarem extração de látex; eles tinham abandonado a prática devido ao declínio no número de compradores e ao aumento da competição internacional.

Uma comunidade indígena do estado brasileiro do Mato Grosso vem retomando a extração de látex de seringueiras nativas com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud.

O projeto, realizado em parceria com o governo do estado e com a fabricante de pneus Michelin, prevê o treinamento da comunidade conhecida como Rikbaktsa para melhorar a qualidade do látex oferecido no mercado e estimular o desenvolvimento local.

Uso Sustentável

Cerca de 200 famílias já foram beneficiadas nos últimos dois anos. Segundo o Pnud, os equipamentos fornecidos e as sessões de treinamento estão ajudando os indígenas a extraírem látex de 20 mil árvores.

A comunidade, formada por 34 vilarejos, havia abandonado a prática há mais de 20 anos devido ao declínio no número de compradores e ao aumento da competição internacional.

O especialista em gestão ambiental em terras indígenas do Pnud Brasil, Plácido Costa, falou à Rádio ONU, de Cuiabá, sobre a importância desse projeto para os indígenas.

Renda

"O povo Rikbaktsa se encontra no noroeste da Amazônia matogrossense e essa é uma região onde a Amazônia das estradas se encontra com a das águas. Então é uma região de tensão de dois modelos. E justamente está aí a grande importância de um projeto que pode olhar para a floresta não como um obstáculo a ser superado e sim como uma oportunidade tanto de geração de renda quanto de gestão territorial", afirmou.

Com o projeto, a renda das famílias locais aumentou de R$ 800 por mês em 2008, para atuais R$ 1,5 mil.


Fonte: Daniela Traldi, da Radio ONU em Nova York

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