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Justiça adia júri de acusados de matar índio

A Justiça Federal de São Paulo adiou para o próximo dia 3 de maio o júri de três funcionários de uma fazenda em Juti, região de Dourados, no Mato Grosso do Sul, acusados de matar a pauladas o cacique Marcos Veron, na época com 70 anos, e outros seis indígenas entre os dias 12 e 13 de janeiro de 2003. O motivo do adiamento foi um atestado psiquiátrico declarando que o advogado dos réus, Josephino Ujacow, fique afastado por 20 dias de suas atividades profissionais.

Veron, conhecido líder dos índios Guarani-Kaiowá, foi morto com pauladas na cabeça. O adiamento do júri frustrou a comunidade indígena de Mato Grosso do Sul, que espera há mais de sete anos pelo julgamento do caso.

A juíza Paula Mantovani Avelino, da 1ª Vara Federal de São Paulo, que concordou com o adiamento, afirmou que caso algum dos advogados habilitados não compareça à próxima audiência, a defesa será assumida por membros da Defensoria Pública da União.

O julgamento do caso foi transferido de Mato Grosso do Sul para São Paulo a pedido do Ministério Público Federal, que duvidou da isenção dos jurados locais. O pedido foi aceito pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

De acordo com o procurador da República Marco Antonio Delfino de Almeida, “todos os casos apontados mostram que infelizmente a violência contra povos indígenas não é um fato isolado nem uma questão ultrapassada”.

- O que se espera do poder público e do Judiciário é uma ação imparcial para que ocorra a efetiva proteção dos povos indígenas.
fonte:r7.com.br

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