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Cultura com consciência ambiental


Amazônia: Região Universal e Teatro do Mundo, lançado este mês, é para quem quer entender como passado e futuro da região mais cobiçada do planeta se fundem no imaginário ocidental.

Em 12 artigos, estudiosos da região conectam as primeiras expedições às dinâmicas econômicas e sociais da Amazônia contemporânea.

Dez filmes feitos por índios do projeto Vídeo nas Aldeias foram reunidos em cinco DVDs na coletânea Cineastas Indígenas – um Outro Olhar. A caixa inclui um livro e destina-se a escolas. Divididos por etnia, os filmes têm legendas, porque são falados em língua nativa. O DVD dos Xavantes mostra o ritual de iniciação dos adolescentes na vida adulta.

Acesse www.videonasaldeias.org.br.

Ambientalistas ganham um cinema para chamar de seu

Nada de super-heróis, dramas adolescentes ou histórias de amor. Na programação do Cineclube Socioambiental só entram temas como florestas ameaçadas, “revolução verde” e transgênicos. As sessões ocorrem às quintas, 20h, na Sala Crisantempo (R. Fidalga, 521, São Paulo, 3819-2287). O filme da semana que vem é Flow – Por Amor à Água, sobre a privatização da água no mundo.

Acesse: www.cineclubesocioambiental.com.br.
Fonte: estadao.com.br

Zeca ouve reivindicações de indígenas para Programa de Governo



O pré-candidato ao governo do Estado, Zeca do PT, sua esposa Gilda dos Santos e outras lideranças do partido cumprem agenda desde ontem na região Sudoeste-Pantanal, em reuniões para colher subsídios ao Programa de Governo que vai defender nas eleições deste ano. Zeca se reuniu com a direção do PT de Aquidauana no fim da tarde de ontem (29) e discutiu a participação do partido na eleição.

Ficou acertado que o PT de Aquidauana vai indicar um candidato a deputado estadual pela região.

De Aquidauana, Zeca seguiu para Miranda e à noite esteve com militantes e simpatizantes na Câmara Municipal. Cerca de 300 pessoas estavam presentes, como o plenário ficou completamente lotado, foi instalado um telão no lado de fora para que todos acompanhassem o evento.

Estavam presentes lideranças políticas do município, como Irineu Ferrari, presidente do PDT; Adalberto Lopes Garrido, presidente do PSB; Osório Marcos Justino, presidente do PSL; Rafael Pinheiro Sampaio, presidente do PV; o presidente da Câmara, Celso Moraes de Souza (PDT), vereadora Juliana Pereira Almeida (PT), Francisco Medeiros, vereador do PSB, a ex-prefeita Beth de Almeida, o deputado Paulo Duarte, Agamenon do Prado, representando o presidente do PT, Marco Garcia; ex-prefeito Felipe Orro, de Aquidauana (PDT).

Ponto alto do encontro foi o pronunciamento de Dona Gilda Gomes, pré-candidata a suplente de senadora pelo PT. Ela destacou as pré-candidaturas da ministra Dilma, de Zeca, Delcídio e Dagoberto, considerando uma chapa fortíssima e afinada com os anseios das mulheres e de todas as pessoas.

Gilda usou uma metáfora para descrever o papel do presidente Lula. Às vésperas da Copa do Mundo, ela lembrou que Lula é o grande técnico do Brasil. “Muitos duvidavam que um analfabeto faria tanto pela educação, que teria reconhecimento e destaque nacional, e agora o Lula nos surpreende com sua sensibilidade ao lançar uma mulher para sucedê-lo, o que mostra que o país vive um momento de mudanças e profundas transformações”.

Aldeias
Hoje pela manhã, Zeca e Gilda percorreram o complexo de cinco aldeias na zona rural de Miranda. Em todas as aldeias o grupo foi recebido pelas lideranças. Com um caderno, Zeca anotava todas as queixas e pedidos. Os indígenas ainda reclamam muito dos tratores, que foram “dados” e depois retirados das aldeias. Segundo os caciques, aquelas aldeias deveriam receber cinco tratores, todos comprados com recursos federais. Entretanto, ao invés de repassar o maquinário aos indígenas, o governo preferiu repassar às Prefeituras. Acabou indo apenas um trator para atender as cinco aldeias, e ainda com convênio de apenas dois anos. Os indígenas denunciam que os demais tratores estão sendo utilizados pelas prefeituras para outra finalidade, como a coleta de lixo urbano.

A questão da terra foi colocada, principalmente em relação ao núcleo indígena “Mãe Terra”, onde vivem 60 famílias em condições precárias. Os indígenas reclamam que ali não há nem água tratada. Solicitaram a intervenção de Zeca do PT junto aos órgãos federais para resolver esses problemas.

Entre as lideranças que receberam Zeca, Gilda e a caravana do PT, estavam os caciques João Candelária, da Aldeia Argola; cacique Joãozinho, Jorge Silva, Adilson Antunes, Zacarias, Antônio, professores Sérgio e Elvis.

Agenda
Ainda pela manhã, Zeca segue a Bodoquena, onde participa de ato às 16h, na Câmara Municipal, de ato com militantes do PT e partidos aliados; no início da noite (18h) já estará em Bonito, para outra reunião política. Pernoita em Bonito e no sábado vai a Corumbá, onde além de participar do Festival América do Sul, assiste ao jogo do Corumbaense contra o Chapadão, ao lado do prefeito Ruiter Cunha, no estádio Artur Marinho. No domingo Zeca vai a Maracaju prestigiar a Festa da Linguiça, na segunda-feira segue a Ponta Porá para recepcionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


Fonte:agorams.com.br

Brasil: Prisão de líder indígena aumenta tensão na Bahia


Há um crescente clima hostil em Buerarema, uma cidade no estado da Bahia, desde o dia 10 de Março, quando policiais armados não-identificados invadiram a Serra do Padeiro, uma vila indígena Tupinambá, e prenderam seu líder Rosivaldo Ferreira da Silva.

Conhecido localmente como Cacique Babau, Rosivaldo é um forte e, algumas vezes, contencioso defensor do estilo de vida e auto-suficiência indígenas. Alguns dias após sua prisão e transferência para a capital Salvador, seu irmão, Gil Ferreira, também foi preso - mais uma vez, já que ele foi alegadamente torturado pela Polícia Federal no ano passado.

Ambos agora foram transferidos para a Penitenciária Federal em um outro estado, Rio Grande do Norte, afastados de suas famílias e procuradores. Suas detenções aumentaram a tensão na região, e a Anistia Internacional teme que, assim como no passado, a Polícia Federal acabe por usar excesso de força.

Em 2000, no aniversário de 500 anos da “descoberta” do Brasil em Porto Seguro, os Tupinambás de Olivença que habitam por perto, começaram a tomar ações diretas para reocupar suas terras ancestrais. O conflito sobre o território aumentou em abril de 2009, quando a Fundação Nacional do Índio (FUNAI, uma agência governamental de proteção dos interesses e cultura indígenas) reconheceu uma área de 47.000 hectares como propriedade indígena. O conflitou continuou sem solução nas cortes, e como o governo federal ainda não havia assinado em lei a criação da terra indígena demarcada como dos Tupinambás, a área permanece uma fonte de conflito e disputa.

Fonte: globalvoicesonline.org

Fórum da ONU recebe denúncias sobre violação de direitos indígenas no Brasil

Durante o Fórum Permanente da ONU para Assuntos Indígenas, que se realiza em Nova York de 19 a 30 de abril, o relator sobre a situação dos direitos humanos e liberdades fundamentais indígenas, James Anaya, recebeu denúncias sobre a violação do direito de consulta dos povos indígenas afetados pela hidrelétrica de Belo Monte (PA) e sobre invasões garimpeiras na Terra Indígena Yanomami, enviadas pela Hutukara (HAY).

Nesta terça-feira, 27/4, Anaya respondeu às denúncias considerando que as informações são relevantes para o cumprimento de seu mandato. O relator comentou que em situações urgentes que requeiram ações imediatas, a ONU pode enviar um comunicado ao governo brasileiro para garantir a segurança dos indivíduos e da comunidade. Pode, ainda, solicitar informações complementares e fazer recomendações ao Estado brasileiro para que os direitos indígenas reconhecidos sejam respeitados. Leia aqui a carta enviada pela Hutukara. Veja também o documento da Coiab (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira)e do ISA sobre Belo Monte . A resposta de Anaya, em inglês, pode ser lida aqui.

Duas manifestações reafirmaram a importância dos princípios e direitos contidos na Declaração da ONU sobre Direitos dos Povos Indígenas (link). Em uma delas, o governo da Nova Zelândia, que em 2007 foi um dos quatro países contrários à declaração, neste fórum manifestou-se favoravelmente. Também a embaixadora americana Susan E. Rice anunciou que os Estados Unidos estão revendo sua posição sobre a aceitação da declaração. O governo norte-americano, seguindo o espírito da declaração, reconhece que em seu país e em outras partes do mundo os povos indígenas continuam a sofrer desproporcionalmente com a pobreza, degradação ambiental, falta de acesso a serviços de saúde, violência e discriminação. Uma comissão foi criada para revisar a posição.

Em setembro de 2007, quando a declaração foi aprovada durante a Assembleia Geral da ONU por 143 países, entre eles o Brasil, quatro votaram contra: Nova Zelândia, Estados Unidos, Canadá e Austrália. No ano passado, a Austrália reviu sua posição. Agora só o Canadá mantém firme sua posição contrária.

Declaração busca garantir relação de respeito entre Estados e povos indígenas

A Declaração é hoje o instrumento internacional mais abrangente de direitos humanos para o contexto dos povos indígenas. Saiba mais. Na Assembleia Geral da ONU, o Brasil votou favoravelmente à declaração, reconhecendo formalmente os direitos dos povos indígenas, apesar de os esforços para a sua implementação ainda serem muito tímidos. Especialmente no que se refere aos direitos de auto-determinação (que significa o reconhecimento da autonomia e do controle indígena sobre sua vida, terras e recursos) e ao direito de consulta. Tais direitos são fundamentais para que se estabeleça uma relação mais igualitária e respeitosa entre povos indígenas e estados nacionais.

O tema de 2010 do Fórum Permanente da ONU é "Povos Indígenas: desenvolvimento com cultura e identidade". Representantes indicados por Estados e pela sociedade civil, membros do Fórum, apresentam suas análises e relatórios sobre o tema no mundo. Além de proporcionar o diálogo direto de representantes indígenas com representantes de governos e de agências da ONU para a melhoria das condições de vida e proteção cultural indígena, o Fórum da ONU monitora a implementação da declaração e auxilia os Relatores de Direitos Humanos nos encaminhamentos sobre violações de direitos indígenas.

Fonte:socioambiental.org

Hauly defende abertura de diálogo entre índios e Funai


Revogar o Decreto 7.056, da Fundação Nacional do Índio (Funai); rediscutir a estrutura do órgão, abrir novos canais de diálogo e promover a interlocução com outras autoridades para reduzir o conflito entre Funai e povos indígenas. Esta foi a proposta feita pelo deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) durante audiência pública da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público. Paralelamente, propõe denunciar a violência contra índios brasileiros em organismos internacionais de direitos humanos.
“O diálogo não pode ser feito com o atual presidente da Funai”, disse o deputado Hauly, sendo interrompido por aplausos da platéia formada por povos indígenas de todas as regiões brasileiras que lotaram o auditório Nereu Ramos, onde ocorreu a audiência pública.

Fonte:gazetamaringaense.blogspot.com

EUA diz 'não' aos direitos indígenas


Estados Unidos, auto-proclamado protetor dos direitos humanos, não conseguiu votar a favor da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas.
Falando à Agência de Notícias da República Islâmica (IRNA) na ONU, Kenneth Deer, o representante dos índios Mohawk do Canadá e Estados unidos, disse que Washington se absteve de reconhecer a declaração da ONU sobre direitos indígenas.
Deer descreveu as condições dos índios que vivem no Canadá e nos estados unidos como catastrófica, dizendo que têm apenas os requisitos mínimos de vida.
Ele reiterou que apesar de viver em um país rico, o índio canadense desafia o desemprego, a pobreza e a falta de cuidados médicos e abrigo.
Deer, que falava à IRNA à margem da Nona Sessão do Fórum Permanente das Nações Unidas sobre Questões Indígenas, acrescentou que agora o Canadá é ponderado a reconsiderar o seu voto sobre direitos indígenas. Mas, disse ele, Washington não passou a rever a sua decisão.
Em 13 de setembro de 2007 a Assembléia Geral da ONU aprovou a Declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas para proteger suas terras e recursos, para manter suas culturas e tradições.
Cerca de 370 milhões de indígenas vivem no mundo. Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, que abrigam maior população indígena do mundo até agora rejeitaram a votar a favor da declaração de direitos humanos da ONU.

Fonte:globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=18866

Santarém-Exposição sobre Índios Guaranis na Casa do Brasil


A Casa do Brasil em Santarém expõe a partir do dia 8 de Maio, uma exposição sobre Índios Guaranis, da autoria do fotojornalista José Peixe e da pintora polaca, Mariola Landowska. A mostra é inaugurada às 16 horas. Natural de Glória do Ribatejo, durante dois anos, o fotojornalista José Peixe foi correspondente da Agência de Notícias de Portugal - LUSA na América do Sul e teve a oportunidade de conviver com várias tribos de índios guaranis. Já a pintora polaca Mariola Landowska que neste momento vive em Portugal, há uns anos atrás conviveu com algumas tribos de índios na selva Amazónica. Estes dois profissionais decidiram efectuar uma exposição filantrópica de fotos e pintura, com o intuito de puderem colaborar na compra de umas juntas de bois, que os Guaranis vão utilizar na agricultura nas Aldeias do Canta Galo (Porto Alegre) e na Varzinha (Santo António da Patrulha). Durante a exposição que vai estar patente até ao público até ao dia 6 de Junho vão decorrer várias actividades na Casa do Brasil, dedicadas exclusivamente à cultura dos índios Guaranis.

Fonte:noticiasdoribatejo.blogs.sapo.p

Mantega rebate críticas do diretor de 'Avatar' sobre Belo Monte

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, rebateu nesta segunda-feira (26), em Nova York, as críticas do cineasta americano James Cameron, diretor do filme 'Avatar', sobre a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte.




Na semana passada, Cameron se encontrou com índios no Pará e prometeu levar uma carta deles, protestando contra a futura usina, ao presidente Barack Obama. Depois, deu entrevistas na rede CNN criticando o projeto de Belo Monte.


"O James Cameron é excelente cineasta, mas ele não é muito bom economista. É a mesma coisa que eu começar a dar palpite no cinema e sugerir que o 'Avatar' deveria ser feito com outra coloração. Acho que cada um deveria ficar na sua área de especialidade e não se meter onde não entende do assunto".
Fonte:g1.globo.com

Documentário sobre índios isolados do Acre em fase de produção


Em 2008, após a divulgação das imagens dos índios isolados que habitam o Acre, na fronteira com o Peru,

o Brasil pôde conhecer a situação de risco em que esses índios vivem por conta da exploração de madeira e petróleo no lado peruano. Protegê-los, respeitar seu isolamento voluntário e conscientizar a população sobre este assunto são as medidas tomadas pelas entidades envolvidas com a causa na região.

Mas estas não são apenas tarefas de não-índio. Os Kaxinawá da Terra Indígena do Rio Humaitá, por exemplo, vivem próximos dos isolados e participam dessas ações de proteção. Eles deixaram, em 2009, 1/3 de seu território para uso exclusivo desses índios. Outra preocupação do povo é com a conscientização da população acreana e do resto do Brasil sobre a questão. Para isso, Nilson Tuwe, da aldeia São Vicente, está trabalhando em um documentário sobre os povos isolados que habitam o Acre.

“O filme vai mostrar onde esses brabos estão localizados, como vivem e quais os problemas que estão acontecendo em torno deles”, explica. Ele esteve em São Paulo em fevereiro e março, junto ao Instituto Catitu, para editar uma pré-produção do material. O resultado foi um mini-documentário sobre a I Oficina de Informação e Sensibilização sobre Povos Isolados, ocorrida na sua terra indígena em maio de 2009.

“Esse ainda não é o trabalho final, apenas um produto da oficina”, afirma. Esta pré-produção possui cerca de 50 minutos e mostra as discussões abordadas e as propostas definidas durante o evento. Nilson conta que o filme em fase de produção é um longa-metragem e será finalizado até dezembro deste ano.

As filmagens do levantamento da presença de isolados na Terra Indígena do Rio Humaitá – atividade iniciada no final de 2009 pelos moradores da terra e o indigenista Terri Aquino - vão compor o filme. Na ocasião, Nilson registrou vestígios desses índios, como restos de comida, trilhas na mata, cinzas de fogueiras, moradias abandonadas, entre outros. Para a conclusão de todas as filmagens, ele aguarda a sua participação em um novo sobrevoo a ser realizado sobre as aldeias de índios isolados ainda este ano.

No momento, Nilson está registrando a II Oficina de Sensibilização sobre Povos Isolados, que acontece no Jordão. As imagens também farão parte do documentário. “É importante o mundo saber da existência dos brabos e compreenderem os problemas que acontecem na fronteira com o Peru. O filme vai servir para fortalecer essa discussão, divulgar e trazer mais parceiros para a causa”, conclui.

Fonte:oriobranco.net

4 entre 10 índios usam drogas


Projeto de Formação de Lideranças Indígenas quer prevenir o uso de tóxicos entre os indígenas do Brasil

Nada menos do que quatro em cada dez índios brasileiros têm envolvimento com drogas, principalmente o álcool. Na tentativa de barrar essa triste realidade do País, foi lançado - na manhã de ontem, na sede do Programa Quatro Varas, no Pirambu - o Projeto de Formação de Lideranças Indígenas em Terapia Comunitária, Massoterapia e Técnicas de Resgate da Autoestima Indígena.

A pesquisa - recentemente concluída e anunciada em primeira mão ontem - que traçou o perfil dos indígenas foi encomendada pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) da Presidência da República e coordenada pela Universidade Federal de São Paulo. Envolveu 1.500 indígenas de 11 etnias distribuídas por todas as regiões do Brasil.

Para o titular da Secretária Nacional de Políticas sobre Drogas, general Paulo Roberto Yog de Miranda Uchoa, o problema é dos mais graves. "O álcool é apenas a porta de entrada para outras drogas como a maconha, o crack e a cocaína. A partir daí, surgem outras questões relacionadas, como a violência. Outro fato apurado pela pesquisa: a metade dos entrevistados gostaria de encontrar ajuda para fugir do vício. Temos certeza de que o uso dessa metodologia surtirá o efeito desejado", aposta o general.

Além da entidade, são responsáveis pelo lançamento do projeto a Fundação Nacional do Índio (Funai), a Universidade Federal do Ceará (UFC), a Fundação Cearense de Pesquisa e Cultura (FCPC) e o Movimento Integrado de Saúde Mental Comunitária do Ceará (Programa Quatro Varas).

De acordo com o professor da UFC Adalberto Barreto, doutor em Psiquiatria e Antropologia e coordenador técnico do convênio, desde 2004, a Senad, a Funai e a UFC vêm desenvolvimento projeto de atenção às comunidades indígenas com vistas a prevenir o uso de drogas.

Projeto-piloto

Seu trabalho superou fronteiras e ganhou o reconhecimento da comunidade científica. Agora, a experiência iniciada no ano de 2004 contra as drogas vai ser utilizada oficialmente pelo Governo Federal.

ENQUETE
Iniciativa bem-vinda

"O projeto é de suma importância para fortalecermos os laços fraternos dentro da nossa comunidade"
Gerdion Santos do Nascimento
35 anos
Cacique Pataxó

"Sabemos de todas as necessidades dos indígenas. Portanto, esta iniciativa é primordial para o nosso povo"
Fátima Castro Lima
55 anos
Terapeuta Comunitária

FERNANDO MAIA
REPÓRTER
Fonte:diariodonordeste.globo.com

Índios de Dourados cantam e dançam por 'vitória'


Nicanor Coelho, de Dourados




A Dança de Guerra dos Terena foi o ponto alto das comemorações alusivas ao Dia do Índio na Reserva Indígena de Dourados que paralisou suas atividade para comemorar a data.

Em vários pontos da Reserva onde estão situadas as aldeias Jaguapiru e Bororó várias manifestações foram realizadas lembrar a data. Na Escola Municipal Tengatui Marangatu uma solenidade cívica foi realizada com a presença de vereadores e do prefeito Ari Artuzi (PDT). O ex-prefeito Laerte Tetila, antigo militante das causas indígenas também participou do evento.

Ao lado do Posto Indígena da FUNAI (Fundação Nacional do Índio) uma churrasqueira de mais de dez metros foi feita num buraco cavado no chão. Três vacas foram assadas para os índios.

Um grupo de índios Terena estava festando numa igreja ligada a Missão Evangélica Caiuá. Eles dançaram e cantaram para turistas vindos do Rio de Janeiro.

Vestidos e armados como se fossem para uma guerra crianças e adultos Terenas dançaram a Dança da Guerra. Durante vinte minutos eles dançaram ao somo de tambores e flautas encerrando a apresentação com o grito de Vitória dado para uma criança.

No final de semana os índios das três etnias participaram do Seminário “Direitos Humanos dos Povos Indígenas” organizado pela secretaria Municipal de Assistência Social com a participação das principais lideranças indígenas de Dourados.

Durante dois dias, foram discutidos os principais problemas enfrentados pela comunidade indígena, ao mesmo tempo em que foram apresentadas sugestões de propostas que garantam os direitos dos índios para serem encaminhadas aos órgãos competentes.



Entre os assuntos do Seminário Direitos Humanos dos Povos Indígenas, foram debatidas questões ligadas ao cotidiano da comunidade guarani-kaiowá e terena, como a agricultura familiar, programas sociais, direito previdenciário e saúde indígena.

De acordo com o presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena do Mato Grosso do Sul, Fernando Souza, o evento serviu como um espaço de debate, de discussão da comunidade para mudar a realidade nas aldeias, o que faz necessário a participação de todos nesse processo.

fonte:midiamax.com

IV Semana dos Povos Indígenas terá programação na capital e no interior




Debate virtual via web TV, conferência, rodas de conversa, mostra de filmes, exposições, oficinas, debates e mediação virtual nas escolas integram a programação da IV Semana Estadual dos Povos Indígenas, que acontecerá de 18 a 28 de abril, com o tema "Nós, Indígenas - Guardiões da Floresta". O evento visa aumentar a visibilidade dos povos indígenas perante a sociedade, reafirmando o direito à livre expressão.


A IV Semana dos Povos Indígenas será realizada em Belém e nas aldeias Trocará do povo Assurini (município de Tucuruí); Cateté, dos Xicrin (em Parauapebas); Mapuera, dos Wai Wai (em Oriximiná); Borari (Santarém) e Kayapó, de São Félix do Xingu e Altamira.


No dia 18, em Belém, a partir de 18h, depois de participar do Bafafá Pro Música, evento realizado pela Associação Pro Rock, quatro etnias abrirão oficialmente a Semana, com uma apresentação inédita do Coral Guarani ao lado da Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz, no Forte do Castelo. Regidos pelo maestro Enaldo Oliveira, representantes de etnias como Tembé, Assurini e Kayapó vão tocar, com a participação de Liliane Xipaia.


Ainda no dia 18 será aberto o Circuito Cultural Nós, Indígenas, com exposições de acervos indígenas, montado com a finalidade de oferecer um panorama completo da cultura indígena, desde os primeiros contatos com os não indígenas até os dias atuais.


Duas aldeias indígenas do interior serão contempladas com a oficina de Formação de Documentaristas Indígenas. Durante três dias, os índios desenvolverão temas a partir de um aspecto étnico-cultural sobre a própria realidade. Ao final das oficinas serão apresentados curtas e/ou documentários criados pelos indígenas com base na experiência com a linguagem audiovisual.


Indígenas que foram capacitados durante o ano de 2009 darão apoio técnico aos participantes da oficina. Haverá ainda exibição de documentários sobre as semanas indígenas anteriores e outras produções que os próprios indígenas fizeram desde 2008, quando foi iniciado um processo de formação audiovisual na Fundação Curro Velho.


Nos últimos meses vem sendo implantados pontos de cultura nas aldeias Trocará, Cateté e Mapuera. Cada Ponto receberá um kit multimídia, composto de computador com acesso à internet banda larga e placa de vídeo para edição, filmadora e fitas, além de outros equipamentos de audiovisual.


Exposições - A IV Semana reforçará a importância da comunicação como ferramenta de valorização cultural e de fortalecimento da identidade. No Museu do Índio, instalado no Solar da Beira, no Mercado do Ver-o-Peso, estará a mostra fotográfica Assurini Awaeté - Gente de Verdade. Os fotógrafos paraenses João Ramid, Alberto Ampuero e Diana Figueroa selecionaram 67 fotos que retratam a vida, a arte e a cultura do povo Assurini.


No Museu Paraense Emílio Goeldi será montada a exposição Kayapó Mebengokre nhõ pyka, enfatizando o cotidiano, os fazeres e rituais do povo Kayapó Mebengokre. Três aldeias participaram do processo de produção da exposição: Moikarakoa, Las Casas e Kikretum, por meio de histórias contadas pelos mais velhos, confecção de flechas, artesanato e captação de imagens.


No Forte do Presépio será incluída no circuito a exposição com cerâmica primitiva e artefatos indígenas do Museu do Encontro, na sala Guaimiaba. A exposição reúne objetos em cerâmica tapajônica e marajoara, além da cultura material recolhida no próprio sítio histórico: fragmentos de cerâmica e porcelana, balas, moedas etc.


No Museu Histórico do Estado do Pará (MHEP) haverá uma coletânea de acervos em parceria com a Fundação Nacional do Índio (Funai) e acervo etnográfico da 1ª Comissão Demarcadora de Limites, reunida na Exposição de Acervos dos Povos Indígenas do Estado.


Pinturas - No MHEP estará aberta ao público a exposição das pinturas do artista plástico indígena Pituku Waiãpi, que desenvolveu técnicas de pintura utilizando a boca. Pituku nasceu na aldeia Amapari, terra indígena Waiãpi, no Estado do Amapá. Em 1979, quando tinha apenas 2 anos, foi diagnosticado com paralisia infantil e retirado de sua comunidade pela Funai. Passou a morar na Casa de Saúde Indígena, em Belém. Determinado, ele superou os obstáculos passando a manusear o pincel de uma forma diferente da convencional, e desenvolve seus trabalhos desde 1996.


A aptidão para a pintura ele descobriu no Hospital Sara Kubitschek, em Brasília, aos 12 anos. Durante o tratamento, descobriu as tintas e os pincéis, e começou a recordar tudo o que havia vivido em sua aldeia. Desde então, Pituku já participou de diversas exposições coletivas, individuais e salões no Maranhão e em São Paulo, e hoje faz parte da Associação dos Pintores com os Pés e a Boca.


Na sede da Fundação Curro Velho, no bairro do Telégrafo, será aberta a mostra "Formas e Cores da Cultura dos Tembé". A exposição reúne telas, objetos e artesanato produzidos na aldeia Tekohaw, localizada à margem esquerda do rio Gurupi, na divisa do Pará com o Maranhão.


Na primeira Comissão Demarcadora de Limites, a exposição "Fronteira Norte" mostrará, com acervo da Comissão Demarcadora de Limites, as técnicas de aproximação com os povos indígenas que habitam as regiões de fronteira.


Ainda dentro do Circuito de Exposições está inserida a Igreja de Santo Alexandre, concluída em 1719 e originalmente dedicada a São Francisco Xavier. Nas primeiras décadas do século XVIII funcionou no prédio histórico uma oficina de escultura, dirigida pelo padre João Xavier Traer, que ensinou essa técnica aos indígenas. Segundo crônica do jesuíta João Daniel, do século XVIII, a Igreja de Santo Alexandre se tornou a primeira obra de arte realizada por escultores indígenas no Brasil.


Catálogo - Durante a IV Semana dos Povos Indígenas será apresentado um catálogo com a produção artística e cultural indígena, reunida no "Circuito Cultural Nós, Indígenas". Em 40 páginas, com textos, fotos e ilustrações, a publicação será um panorama desta produção desde a era pré-colombiana até os dias atuais. Um acervo de peças arqueológicas, artesanato, utensílios indígenas e outros objetos da época da ocupação portuguesa na região, como mapas e livros.


A publicação terá ainda um DVD, com documentários produzidos pelos próprios povos indígenas sobre a I Conferência Estadual dos Povos Indígenas; I, II e III Semana dos Povos Indígenas, e as duas Conferências Regionais de Educação Escolar Indígena realizadas no Pará. Será produzido também um mapa etnográfico, com informações sobre terra e cultura indígena no Pará, destinado à Educação Básica.


A Semana promoverá um ciclo de debates, em Belém, sobre territórios etnoeducacionais indígenas, marcas da cultura indígena na sociedade contemporânea, políticas de assistência indigenista, meio ambiente e sustentabilidade.


No dia 19, quando é comemorado o Dia Nacional do Índio, será realizado o debate virtual "Grandes Projetos da Amazônia e os Impactos Sócioculturais às comunidades Indígenas", que será transmitido, via web TV, para toda a Amazônia Legal.


A governadora Ana Júlia Carepa estará em Tucuruí, na aldeia Assurini, onde participará do debate, junto com o ministro da Cultura, Juca Ferreira.

Fonte: agenciapara.com.br

Justiça adia júri de acusados de matar índio

A Justiça Federal de São Paulo adiou para o próximo dia 3 de maio o júri de três funcionários de uma fazenda em Juti, região de Dourados, no Mato Grosso do Sul, acusados de matar a pauladas o cacique Marcos Veron, na época com 70 anos, e outros seis indígenas entre os dias 12 e 13 de janeiro de 2003. O motivo do adiamento foi um atestado psiquiátrico declarando que o advogado dos réus, Josephino Ujacow, fique afastado por 20 dias de suas atividades profissionais.

Veron, conhecido líder dos índios Guarani-Kaiowá, foi morto com pauladas na cabeça. O adiamento do júri frustrou a comunidade indígena de Mato Grosso do Sul, que espera há mais de sete anos pelo julgamento do caso.

A juíza Paula Mantovani Avelino, da 1ª Vara Federal de São Paulo, que concordou com o adiamento, afirmou que caso algum dos advogados habilitados não compareça à próxima audiência, a defesa será assumida por membros da Defensoria Pública da União.

O julgamento do caso foi transferido de Mato Grosso do Sul para São Paulo a pedido do Ministério Público Federal, que duvidou da isenção dos jurados locais. O pedido foi aceito pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região.

De acordo com o procurador da República Marco Antonio Delfino de Almeida, “todos os casos apontados mostram que infelizmente a violência contra povos indígenas não é um fato isolado nem uma questão ultrapassada”.

- O que se espera do poder público e do Judiciário é uma ação imparcial para que ocorra a efetiva proteção dos povos indígenas.
fonte:r7.com.br

Kuarup: A ultima viagem de Orlando Villas Boas






Por Macario Gomes de Campos Neto

Publicado originalmente no blog http://www.macariocampos.blogspot.com

Mais do que uma homenagem a Orlando Villas Bôas e seus irmãos esta exposição é uma bela maneira de relembrar, e mostrar aos jovens a importância do trabalho por eles realizado, tanto que Orlando foi indicado duas vezes ao Prêmio Nobel da Paz por Julian Huxlei e Claude Lévi-Strauss.

Se não fosse o trabalho de toda a vida dos irmãos Villa-Boas, hoje na divisa do Planalto Central com a Amazônia teríamos um deserto, com a terra exaurida por pastagens e plantações de soja ou cana de açúcar.

Contrariando interesses dos militares e dos grilheiros latifundiários, criaram o Parque Indígena do Xingú, onde mais que integrar os índios, preocuparam-se em preservar a cultura, o modo de vida e o idioma dos verdadeiros donos da terra.
Fonte: macariocampos.blogspot.com

Hoje já é possível avaliarmos os resultados deste trabalho, que em grande parte foi realizado na minha geração, mas penso que o verdadeiro reconhecimento virá no futuro onde os cidadãos do mundo poderão contar com um verdadeiros tesouros, que serão os Parques Nacionais Indígenas, criados pela inspiração destes verdadeiros heróis da humanidade.

A mostra é um documentário do Kuarup feito em homenagem a Orlando Villas Bôas pelos índios da reserva em 2003 logo após sua morte, exibido em uma réplica de oca onde estão as fotos de Renato Soares da cerimônia, tem também fotos dos momentos principais de sua vida e os objetos pessoais de Orlando.

Abaixo das imagens, em alta definição, fornecidas pela divulgação, o “press-realese” da Caixa Cultural.

Semana do Índio terá debates e palestras na OAB/MS




A Comissão Especial de Assuntos Indígenas (CEAI) da Ordem do Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul, realizará de 14 a 16 de abril, a Semana do Índio. O tema será abordado por especialistas através de debates e palestras. A solenidade de abertura está marcada para as 19h, no auditório da OAB/MS.
Segundo Sâmia Roges Jordy Barbieri, presidente da Comissão, a questão indígena é muito ampla e tem que ser discutida com aprofundamento e responsabilidade. “Mato Grosso do Sul é o segundo estado da Federação com a maior população indígena. Não podemos deixar de lado os habitantes originários de nossa terra. Temos questões prementes a serem resolvidas e uma delas é a demarcação das áreas indígenas”.
A presidente da CEAI quer aproveitar a oportunidade da Semana do Índio, quando a sociedade está mais aberta e sensibilizada para as questões indígenas, para ressaltar a importância do diálogo entre as populações indígenas e os demais setores. “A principal missão dessa Comissão Especial é ouvir os indígenas e buscar meios para fazer a conciliação dos mesmos junto à sociedade”, afirma Sâmia.

Serviço: Programação da Semana do Índio na OAB/MS
No dia 14 de abril, às 19h, acontece a palestra “A experiência de Ailton Krenak”. Ailton participou da fundação da União das Nações Indígenas (UNI) e do movimento Aliança dos Povos da Floresta. Atualmente é assessor especial de Assuntos Indígenas do governo de Minas Gerais.
Já no dia 15, estão programadas as palestras “Os Conhecimentos Tradicionais e a Cultura Indígena” e “O Direito Indígena em Nosso Estado”, que serão proferidas, respectivamente por Marcos Terena, escritor, pensador e comunicador indígena e por um representante da Procuradoria Gral da República.
No último dia de comemoração (16), às 16h30 será feita a exibição do filme Terra Vermelha e, em seguida, acontece uma mesa redonda com a Comissão Especial de Assuntos Indígenas. As 19h haverá palestra sobre “Antropologia Indígena e o Reconhecimento da Cultura Indígena” com o antropólogo, professor e pesquisador da UFMS, Antônio Hilário Aguilera Urquiza e Edna Guarani. Para encerrar, será servido um coquetel típico da culinária indígena.

Fonte:acritica.net

Indígenas da Guatemala solicitam aprovação de Lei de sítios sagrados

Guatemala, 8 abr (Prensa Latina) Organizações indígenas guatemaltecas solicitaram hoje ao Congresso da República a aprovação de um projeto de Lei sobre a conservação de sítios sagrados.

Os demandantes são membros de grupos de ajqijab (guias espirituais maias), representados na Comissão para a Definição dos Sítios Sagrados, adscrita à Secretaria da Paz, indicou o diário local Prensa Livre.

Segundo explicaram, o regulamento garantirá o reconhecimento, respeito, dignificação, uso, conservação, administração e acesso ao patrimônio cultural, bem como a conservação dos recursos naturais dos povos indígenas ante os efeitos da mudança climática.

"A aprovação da lei de sítios sagrados permitirá dar um passo importante na construção de um verdadeiro Estado pluricultural, multiétnico e multilingue", afirmou Felipe Gómez, coordenador da referida comissão. Também, afirmou que a iniciativa estancada no Congresso está fundamentada na Constituição, na Lei Marco dos Acordos de Paz, no Convênio 169 da Organização Internacional do Trabalho e na Convenção para a Proteção do Patrimônio Cultural e Natural.

A petição foi respaldada pelo embaixador itinerante dos povos indígenas, Cirilo Pérez Oxlaj, quem recordou que outras expressões religiosas na Guatemala contam com espaços próprios.

Por sua vez, o deputado Walter Félix, presidente da Comissão legislativa para a Paz e o Desminado, lamentou que até hoje não se tenha aprovado no Parlamento nenhuma iniciativa em benefício os povos originários.

A respeito, pediu aos deputados maior compromisso com a proposta 3835, Lei de Sítios Sagrados dos Povos Indígenas.

fonte:informativalatinoameriaca.com

Líder Krahô Pedro Penõ será homenageado no III Fórum Social Indígena

Este ano, os organizadores do III Fórum Social Indígena do Tocantins, que será realizado de 7 a 9 de abril, no Anfiteatro da UFT, em Palmas, homenageará o povo Krahô, relembrando a história do líder Pedro Penõ, chefe da Aldeia Pedra Branca, que faleceu no dia 7 de fevereiro de 2002, com 95 anos. Penõ assumiu a liderança da aldeia quando tinha 33 anos, e sua principal função foi ajudar na demarcação do território Krahô. Ele se destacou pela habilidade em negociações, na sua velhice, tornou-se um dos mais respeitados sábios indígenas.

Essa luta pela demarcação das terras não foi fácil, Penõ caminhou a pé até Goiânia, de lá foi para o Rio de Janeiro, então capital do País, para conversar com Getúlio Vargas. As terras foram demarcadas em 1951, com sua habilidade, ele expulsou posseiros e garantiu a liberdade do povo Krahô para viver em suas terras.

Além de lutar pela sobrevivência do povo Krahô, Penõ resolveu situações de conflitos diversos e em 1897, juntamente com uma equipe de jovens Krahôs, foi buscar a Kiyré, uma machadinha de pedra semilunar, sagrada para o povo Krahô, que estava no Museu Paulista da USP. A devolução da machadinha merece um capitulo a parte, o reitor da universidade realizou uma cerimônia para oficializar a entrega da machadinha. O instrumento teria sido levado para o museu, em 1949, por um antropólogo.

A machadinha é um símbolo tão importante paro o Krahô, que representa o coração da tribo. Ao retornar para a aldeia com a machadinha, houve uma grande festa, e daí em diante, Penõ passou a contar as histórias e lendas criadas em torno da sagrada machadinha. Mas a devolução da machadinha não foi fácil, a comitiva ficou em São Paulo quase três meses. Os detalhes do resgate da machadinha estão no livro ‘De longe, toda serra é azul’, histórias de um indigienista, escrito por Fernando Schiavini.

O maior legado que Penõ deixou para os brasileiros, sejam indígenas ou não, é a paciência e perseverança na luta pela conquista dos seus sonhos, direitos e ideais. Era um homem de palavra, acima de tudo honesto, verdadeiro e pelo que conta os escritos históricos sobre a sua vida, era um cidadão de alma pura, um espírito superior, que cumpriu na Terra a sua missão, garantir a dignidade ao povo Krahô.

FOnte: Ogirasol.com.br

Comunidades indígenas pedem mais presença na luta contra mudança climática

Londres, 6 abr (EFE).- Representantes indígenas reivindicaram hoje maior presença nos debates internacionais sobre mudança climática e criticaram que as medidas estipuladas sobre este tema não atingem as florestas tropicais.

"Agora estamos sendo levados em conta, mas na realidade não fazemos parte do processo", lamentou Estebancio Castro, representante indígena panamenho, no 4º Diálogo sobre Florestas, Governança e Mudança Climática, realizado hoje em Londres e promovido pela ONG Right and Resources.

Segundo Castro, a forma de dar voz aos índios nas conferências sobre o clima frequentemente se reduz a videoconferências, o que "dificulta um diálogo real porque não estão 'tête-à-tête' com os políticos".

"Em muitas dessas comunidades nem sequer há acesso a internet", acrescentou.

Castro reivindicou também maior transparência no momento de implementar a iniciativa REDD (Reduzir Emissões do Desmatamento e Degradação) para conseguir que as comunidades indígenas confiem nas medidas que estão sendo tomadas pelos Governos.

O plano REDD foi um dos poucos pontos de consenso que saíram da última cúpula da mudança climática, realizada em Copenhague (Dinamarca) em dezembro passado.

"É fundamental incorporar uma perspectiva humanitária ao problema da mudança climática porque estamos observando a violação contínua de nossos direitos humanos e somos deslocados de nossas terras", assinalou Castro.

O representante indígena também insistiu na necessidade de assistência financeira e vigilância anticorrupção para assegurar que os fundos chegam às comunidades locais.

A representante da sociedade civil na conferência, Rosalind Reeve, da ONG Global Witness, se queixou que nas reuniões sobre o clima a presença de ONGs é frequentemente limitada a que seus países de origem decidam incluir-lhes como parte das delegações nacionais.

Reeve foi muito crítica com a decisão do Governo francês de não permitir a entrada dos representantes indígenas na conferência internacional sobre grandes áreas florestais realizada em Paris no mês passado.

O responsável de assuntos climáticos do Ministério de Ecologia, Energia e Desenvolvimento Sustentável da França, Paul Watkinson, se defendeu da acusação argumentando que a ideia da cúpula em Paris era dar "impulso político" ao plano REDD de Copenhague, "que tinha ficado estagnado".

Apesar da justificativa, Reeve se mostrou "pouco confiante" de que a segunda parte da conferência iniciada em Paris e que será concluída em Oslo em 27 de maio seja "realmente inclusiva" com relação à sociedade civil.

O responsável sobre assuntos climáticos do Governo norueguês no encontro de hoje em Londres, Hans Brattskar, garantiu que o evento em Oslo receberá o maior número possível de representantes indígenas.

Fointe:G1.com.br

Índios fazem protestos contra Belo Monte

A partir de quarta-feira, diversas manifestações deverão ocorrer em Brasília contra a construção da Hidrelétrica Belo Monte. Os protestos marcados para ontem foram cancelados pelas lideranças indígenas do Parque do Xingu com o objetivo de "fortalecer" as outras manifestações, segundo o cacique Caiapó Megaron Txcurramãe.

Ontem, no Posto da Funai em Colíder, Megaron e seu tio Raoni preparavam uma grande mobilização, com data a ser confirmada, para a região do Rio Xingu depois das manifestações em Brasília e antes do leilão da usina, marcado para o dia 20.

Uma das primeiras atividades desta semana será na quarta-feira, quando será lançado o relatório "Missão Xingu: impactos socioambientais e violação dos direitos humanos no licenciamento da Hidrelétrica de Belo Monte", dos relatores da Plataforma Brasileira de Direitos Humanos, Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais (Dhesca), a professora Marijane Lisboa (PUC/SP) e o advogado Guilherme Zagallo.

Segundo o advogado, "até agora, foram constatadas 13 violações graves dos direitos humanos no processo da usina". O documento sintetiza as denúncias de ambientalistas e lideranças indígenas.

O advogado disse que, "apesar das mudanças no projeto inicial, o projeto atual da Usina de Belo Monte contém graves falhas e impactos irreversíveis sobre a população que vive às margens do Rio Xingu".

Segundo Zagallo, entre as violações mais graves está a do direito constitucional de consulta prévia, tendo em vista que os 24 grupos étnicos da Bacia do Xingu não foram ouvidos durante o licenciamento. As oitivas indígenas são, segundo o advogado, obrigatórias por legislação brasileira e pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), ratificada pelo Brasil em 2002.

O relatório recomenda a suspensão imediata do leilão da usina e a anulação da Licença Prévia do projeto.

As violações serão denunciadas na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, na quarta-feira, às 14 horas, com a participação de cinco ministros. Na quinta-feira, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) faz um debate sobre Belo Monte.

Até o dia 12, o Movimentos do Atingidos por Barragens (MAB) programou diversas manifestações que, segundo o cacique Megaron, deverão reunir em Brasília lideranças indígenas que vivem no Parque do Xingu, ribeirinhos e atingidos por barragens.

No dia 1.º de abril, o Movimento Xingu Vivo Para Sempre, que reúne mais de 150 organizações, entregou às Nações Unidas denúncias de que falhas no processo de licenciamento estariam sendo ignoradas pelo governo brasileiro. O Movimento cita, no documento, as ameaças de morte, intimidações e difamação que ativistas e religiosos estariam sofrendo por serem contrários à construção da Usina.

Fonte:Estadão