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Exposição sobre Índios Kayapós inaugura galeria em São Paulo


Recorte de um trabalho desenvolvido nos últimos dez anos na Amazônia – o projeto "Guardiões da Floresta" –, onze fotos feitas por Rodrigo Petrella compõem a exposição “Índios Kayapós”, que marca, nesta quarta-feira, dia 8, a abertura de um novo espaço para as artes em São Paulo, a Paralelo Gallery.

Nos retratos, Petrella contou com a cooperação dos personagens para criar uma estética baseada na pintura clássica e, ao mesmo tempo, preservar elementos da cultura indígena.

Para o curador, o catalão Amador Grinyo, as obras "oferecem uma visão admirável e realista dos moradores da Amazônia, sem pretensões documentais ou antropológicas".

Com dimensões de 150 x 110 cm, as fotografias já foram expostas na Smithsonian Museum, em Nova York, e no Museu Imperial de Pequim, na China.

Serviço:

"Guardiões da Floresta"
Quando: A partir desta quarta-feira, dia 8, às 18h. Até 5 de fevereiro de 2011. De segunda a sexta, das 10h às 19h. Sábados, das 11h às 15h
Onde: Paralelo Gallery (Rua Arthur de Azevedo, 986, Pinheiros)
Quanto: Grátis

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Fonte:www.band.com.br

Indenizarão indígenas guaranis na Bolívia

La Paz, 16 nov (Prensa Latina) Vários indígenas guaranis serão indenizados a partir de hoje depois de 30 anos de servidão em fazendas do chaco do estado de Chuquisaca, na Bolívia.

A máxima autoridade da Chefatura Regional do Trabalho do Ministério do Trabalho, Rodolfo Nava, explicou que os beneficiados pela determinação estatal pertencem a essa comunidade originária, assentada no município de Macharetí, província Luis Calvo.

Uma inspeção realizada por autoridades da instância em propriedades privadas da localidade determinou que os guaranis, após 20 e 30 anos de prestação de seus serviços a fazendeiros da região, não gozavam de nenhum dos favores que outorga a Lei trabalhista.

Os originários que receberá desde esta terça-feira sua indenização, se dedicavam ao cuidado do gado nas fazendas localizadas no chaco chuquisaqueño.

O servidor público do Ministério do Trabalho adiantou que se continuarão com as inspeções em municípios de Huacaya, Muyupampa, Huacareta, Monteagudo e Macharetí, para seguir identificando este tipo de caso e ressarcir aos afetados pela exploração dos proprietários.
Fonte:prensa-latina.cu

Índios! O Ministério Público, o fiscal da lei, deve intervir de forma urgente


Aliado do agronegócio, o governo federal abraça uma política indígena semelhante à da ditadura militar. Naqueles tempos, os generais pretendiam colocar os índios na sociedade capitalista como mão-de-obra barata e suas terras estariam disponíveis para serem exploradas. Esse plano foi interrompido pela Constituição de 1988. No entanto, os governos ignoraram os direitos constitucionais dos povos indígenas, como direito à saúde, à demarcação e à proteção de seus territórios.

Para aumentar as exportações agrícolas e realizar as obras do PAC, o governo Lula e seus aliados do agronegócio querem passar por cima de direitos constitucionais. Um dos aliados de Lula, o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, quer construir cinco hidroelétricas em seu Estado. As obras irão afetar o regime de águas de reservas indígenas. Mas serão extremamente lucrativas para ele. Isso porque serão construídas pela Maggi Energia, um dos braços empresariais do governador, que faturou US$ 1 bilhão no ano passado.

Por outro lado, o governo Lula diminuiu as verbas de programas como “atenção à saúde dos povos indígenas”, que sofreu um corte orçamentário de R$ 65,1 milhões, em 2008; programa de “promoção, vigilância, proteção e recuperação da saúde indígena”, que teve redução de R$ 53,4 milhões. Outros programas importantes também sofreram drásticos cortes, como o de demarcações de terras indígenas, reduzido em R$ 5,3 milhões.E o que é pior com Dilma no governo a situação ficará ä deriva!

Como se não bastasse, a impunidade é uma marca desse governo também na questão indígena. O Conselho Missionário Indigenista (Cimi) denuncia que, no ano passado, 92 lideranças indígenas foram assassinadas. Não há notícias sobre punições.

A formação histórica do Brasil foi marcada pelo assassinato de índios e pela barbárie da escravidão do povo negro. Em nome do “progresso”, os povos indígenas foram riscados do mapa. Hoje uma verdadeira “caça às bruxas”, que em nada deve aos tempos do Brasil colônia, é promovida pelos aliados dos governo federal.

Como no passado, seu objetivo é tratar os índios como criminosos, porque estes não abandonaram suas terras nem sua cultura. Um “crime” que o capitalismo não perdoa.

O Jornal OGLOBO de hoje, domingo 14, trás uma excelente matéria, um bom exemplo daquilo que os índios brasilieros estão sofrendo. A situação é séria e é preciso que o Ministério Público Federal intervenha é que a nação indígena brasileira possa viver em "paz"!

Fonte:Aliado do agronegócio, o governo federal abraça uma política indígena semelhante à da ditadura militar. Naqueles tempos, os generais pretendiam colocar os índios na sociedade capitalista como mão-de-obra barata e suas terras estariam disponíveis para serem exploradas. Esse plano foi interrompido pela Constituição de 1988. No entanto, os governos ignoraram os direitos constitucionais dos povos indígenas, como direito à saúde, à demarcação e à proteção de seus territórios.

Para aumentar as exportações agrícolas e realizar as obras do PAC, o governo Lula e seus aliados do agronegócio querem passar por cima de direitos constitucionais. Um dos aliados de Lula, o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, quer construir cinco hidroelétricas em seu Estado. As obras irão afetar o regime de águas de reservas indígenas. Mas serão extremamente lucrativas para ele. Isso porque serão construídas pela Maggi Energia, um dos braços empresariais do governador, que faturou US$ 1 bilhão no ano passado.

Por outro lado, o governo Lula diminuiu as verbas de programas como “atenção à saúde dos povos indígenas”, que sofreu um corte orçamentário de R$ 65,1 milhões, em 2008; programa de “promoção, vigilância, proteção e recuperação da saúde indígena”, que teve redução de R$ 53,4 milhões. Outros programas importantes também sofreram drásticos cortes, como o de demarcações de terras indígenas, reduzido em R$ 5,3 milhões.E o que é pior com Dilma no governo a situação ficará ä deriva!

Como se não bastasse, a impunidade é uma marca desse governo também na questão indígena. O Conselho Missionário Indigenista (Cimi) denuncia que, no ano passado, 92 lideranças indígenas foram assassinadas. Não há notícias sobre punições.

A formação histórica do Brasil foi marcada pelo assassinato de índios e pela barbárie da escravidão do povo negro. Em nome do “progresso”, os povos indígenas foram riscados do mapa. Hoje uma verdadeira “caça às bruxas”, que em nada deve aos tempos do Brasil colônia, é promovida pelos aliados dos governo federal.

Como no passado, seu objetivo é tratar os índios como criminosos, porque estes não abandonaram suas terras nem sua cultura. Um “crime” que o capitalismo não perdoa.

O Jornal OGLOBO de hoje, domingo 14, trás uma excelente matéria, um bom exemplo daquilo que os índios brasilieros estão sofrendo. A situação é séria e é preciso que o Ministério Público Federal intervenha é que a nação indígena brasileira possa viver em "paz"!

Operação do Ibama fecha garimpo ilegal em terra indígena no Pará



Uma operação envolvendo Ibama, Polícia Federal e Fundação Nacional do Índio (Funai), com apoio do Exército e da Força Nacional, desmontou um garimpo de ouro dentro da Terra Indígena Kayapó, a 160 km de Redenção, no sul do Pará. Durante a ação, batizada de Operação Bateia, entre os dias 19 e 21/10, cerca de 300 pessoas – entre elas mulheres e crianças – foram retiradas dos limites da área protegida, com apoio de um helicóptero militar, e conduzidas a Redenção e Cumaru do Norte.

Há suspeitas de que o garimpo vinha contaminando com mercúrio os rios da região, principalmente o rio Fresco, um dos afluentes do Xingu. Segundo a Funai, cresceu o número de reclamações dos índios sobre doenças associadas à substância em todas as 14 aldeias kayapó localizadas abaixo da área da extração ilegal. Peritos da Polícia Federal e da Coordenação Geral de Emergências Ambientais do Ibama coletaram amostras da água em 15 pontos do garimpo para medir o nível de mercúrio. Se confirmada a contaminação, a área poderá ser isolada até para os índios.

O garimpo foi tomado sem resistência na manhã de terça-feira (19/10). Na área protegida, onde deveria haver floresta amazônica intocada, os agentes federais e os militares encontraram 160 hectares de terra arrasada pela mineração ilegal. Pelo menos 30 minas foram abertas pelos garimpeiros, deixando para trás desmatamento, solo exposto e grandes lagoas de água contaminada para trás.

Aproximadamente 50 das 100 edificações improvisadas – entre cabanas, vendas e instalações para minerar – , tratores, caminhões e o sistema de captação de água foram destruídos pelo Ibama. O setor especializado da Polícia Federal destruiu com explosivos uma pista de pouso de 440 metros de extensão que era um dos acessos dos garimpeiros à terra indígena, além de 40 dragas e um grupo gerador de 25 kwa. Cinco espingardas e 6 kg de mercúrio também foram apreendidos. Ações periódicas de monitoramento serão realizadas pela PF, Funai e Ibama para impedir o retorno dos garimpeiros à reserva kayapó.
Histórico

Apesar da entrada de não índios na reserva ser proibida, os garimpeiros invadiram e instalaram diversos acampamentos e alguns viviam até com a família na terra dos kayapós. Cerca de cem barracos de madeira e palha se espalhavam pelo local, que contava com vendas, pista de pouso, central de comunicação por rádio, luz elétrica e cinco antenas parabólicas. Mas a vida no local era dura: um refrigerante chegava a custar R$ 20 e muitos trabalhavam apenas para pagar as despesas no comércio local. Quando os agentes federais destruíram as cadernetas em que eram anotadas as dívidas, muitos comemoraram.

De acordo com estimativas, o garimpo podia faturar até R$ 3 milhões mensais. A mineração em terras indígenas só pode ocorrer com a aprovação do Congresso Nacional. Segundo a Polícia Federal, todos os envolvidos serão indiciados e poderão ser presos ao final do processo. Os garimpeiros surpreendidos na Terra Kayapó tiveram que deixar o local, levando apenas o que podiam carregar.

Participaram da Operação Bateia: Divisão de Proteção Ambiental do Ibama, Coordenação Geral de Defesa Institucional e o Comando Operacional Tático (COT) do Departamento de Polícia Federal, a Diretoria de Proteção Territorial da Funai, a Força Nacional e o 4° Batalhão de Aviação do Exército de Manaus.

Texto de Nelson Feitosa, Ascom Ibama/PA, publicado pelo EcoDebate, 15/11/2010

Cem tribos continuam por descobrir no mundo


Foi encontrada uma nova tribo no parque de Kugapakori Nahua Nanti, na selva amazónica do Peru. Este é um dos 15 grupos indígenas do Peru que vivem em auto-isolamento.

"É inacreditável que em pleno século XXI ainda haja populações que estejam à margem do mundo globalizado." O espanto do ministro da Cultura do Peru deve-se à descoberta de uma nova tribo no parque de Kugapakori Nahua Nanti, na selva amazónica do país. Mas a admiração de Juan Ossio será ainda maior por este ser apenas um dos 15 grupos indígenas do Peru que vivem em auto-isolamento e que nunca foram contactos pela "civilização". Segundo organizações internacionais no terreno, em todo o mundo, estima-se que cerca de cem tribos rejeitem contactos com o exterior. Estas são as pessoas mais vulneráveis do planeta.

Tal como a maioria dos grupos que ainda são desconhecidos, também o agora encontrado tem de fugir dos madeireiros e dos colonos que invadem o seu território. As provas da sua existência foram recolhidas durante uma expedição que durou mais de ano e meio - entre Janeiro de 2009 e Setembro deste ano - do Instituto Para o Desenvolvimento dos Povos Andinos, Amazónicos e Afro-Peruanos: lanças, flechas, recipientes de casca e bolsas feitas de fibra vegetal.

Os expedicionários, que criaram cinco postos de controlo nas fronteiras do parque, realizaram ainda vídeos e tiraram fotografias aos nativos e a pequenas cabanas feitas com ramos de palmeiras, estas já conhecidas das autoridades a partir de outros estudos.

Mas mais do que base para investigações, os postos de controlo visam sobretudo evitar que a reserva seja invadida por pessoas sem autorização, como madeireiros ou simples locais. Como aconteceu em Outubro na região de Madre de Dios, na fronteira com o Brasil, quando os indígenas feriram com uma lança um adolescente de 14 anos que invadiu o seu território.

Mais de um ano antes, novo exemplo dos perigos da colisão dos dois mundos, mas agora de sentido contrário: uma tribo peruana teve de fugir para o Brasil para escapar ao avanço dos exploradores de madeira.

"Todas estas pessoas enfrentam ameaças terríveis." A organização não governamental Survival International (Sobrevivência Internacional) alerta que, se nada for feito para as proteger, "estas tribos correm o risco de desaparecer completamente". Desde logo porque não têm imunidade contra as nossas doenças, o que, aliado à destruição do seu território, leva a Survival International a rotular estas populações como as mais vulneráveis do planeta.

"Tudo o que sabemos sobre estes indígenas isolados indica que eles procuram manter esse isolamento. Nas raras ocasiões em que são vistos, eles fazem questão de mostrar que querem ficar sozinhos", revela a ONG que luta pela preservação do território e estilo de vida de tribos em todo o mundo.

O que explica, por exemplo, a reacção de tribos como a que foi descoberta no ano passado, também na fronteira entre o Peru e o Brasil, que se mostrou hostil para com os invasores (ver caixa).

Entre as 15 comunidades peruanas que se mantêm complemente incontactáveis nas regiões mais remotas da selva amazónica estão as tribos cacataibo, isconahua, matsigenka, mashco-piro, mastanahua, murunahua, nanti e yora.

Fonte:dn.sapo.pt/inicio/ciencia/interior

Índios do MT se mobilizam para pressionar Dilma

AE - Agência Estado

Lideranças dos índios de Mato Grosso prometem não dar trégua para presidente eleita, Dilma Rousseff, e dizem que tão logo ela assuma haverá mobilização para garantir "os interesses dos índios". No Estado, vivem 52 mil índios de 45 etnias. Além de reivindicações sobre demarcação de terras, educação e saúde das populações indígenas, outro assunto que incomoda os índios de Mato Grosso é a construção da Usina de Belo Monte, obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no Rio Xingu.

O cacique Raoni Txcurramãe disse que tentará marcar um encontro com Dilma. Para ele, é urgente a "questão da Belo Monte". Ele espera que haja avanços nos direitos indígenas e que a Fundação Nacional do Índio (Funai) seja fortalecida. O coordenador do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) em Mato Grosso, Gilberto Vieira, disse que as perspectivas não são animadoras. Além da preocupação com o fato de Dilma ser uma das idealizadoras do PAC, Vieira reclama que há outras obras, previstas nos rios Juruena e Aripuanã, que não consideram as populações indígenas.

Ele também critica a paralisação no processo de demarcação de terras. "Nos últimos anos não aconteceu nenhuma demarcação." Ele cita o caso do território dos povos Myky, em Brasnorte (a 562 km de Cuiabá), cujo processo está parado desde 2008. Outra área que ainda aguarda estudo para que seja reconhecida é a Terra Indígena Kapot Nhinore, às margens do Rio Xingu, no município de Confresa (737 km de Cuiabá). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A observação astronômica na América pré-colombiana



Por Alexandre Guida Navarro*

Por América pré-colombiana entendemos todas as sociedades que viviam no continente americano antes da chegada dos europeus no século XVI, em especial os espanhóis, em decorrência do processo de expansão mercantilista originário na Península Ibérica. Denominados de índios, pelo fato de Colombo ter acreditado que havia chegado às Índias, as sociedades humanas que viviam no continente americano apresentavam diferentes níveis de organização social, política, econômica e religiosa. Diferentemente do que se tende a pensar, essas sociedades eram bastante heterogêneas e complexas. Por exemplo, no caso da civilização Maia, esta alcançou o nível estatal, com hierarquização e centralização do poder político evidenciado por uma complexa burocracia, divisão do trabalho, construção de edifícios arquitetônicos, como é o caso das pirâmides, formando grandes cidades governadas por um único chefe que reivindicava uma origem divina. Por outro lado, existiam sociedades que não haviam construído cidades e, portanto, trilharam outros caminhos de organização sociopolítica.

No entanto, grande parte das sociedades pré-colombianas estava interessada no mundo celeste. Qual a importância de se observar o céu? Qual a função social ou religiosa desse fenômeno? Com relação à Mesoamérica, ou seja, as sociedades que viviam nos territórios que atualmente compreendem do México até Honduras, como os maias e astecas, observar os astros tinha uma importância vital para a organização da sociedade. Em primeiro lugar, isso ocorria porque os astros, principalmente o Sol e a Lua, estavam associados às divindades criadoras do cosmos, ou seja, a astronomia pré-colombiana estava associada diretamente ao seu mundo religioso. Logo, a observação astronômica leva ao conceito de cosmologia, que é a formação do universo por parte de divindades que estavam relacionadas ao plano celestial.

Observar os astros era observar a sociedade. Os povos pré-colombianos realizavam diversas atividades sociais a partir da observação dos corpos celestes. Em primeiro lugar, os deuses se transformam em astros e, por sua vez, se tornam metáfora do poder político do governante. É comum encontrar governantes retratados na iconografia cujas peles pintadas de cor laranja-avermelhada são uma alusão direta ao Sol. Ademais, o astro solar era alimentado com sangue humano e animal. O sacrifício, para nós, pode parecer uma forma de crueldade, mas para muitos povos da América pré-colombiana, tinha uma grande importância religiosa, fazia parte da sua cultura. O sacrifício humano baseava-se em preceitos de honra, reverência aos ancestrais e, principalmente, na manutenção da vida humana sobre o planeta. Na cosmovisão indígena mesoamericana, um dos elementos da criação primordial foi o sangue, que necessita ser constantemente ofertado às divindades com o objetivo de a vida não cessar. Os sacrifícios ocorriam, geralmente, associados a fenômenos do mundo celeste, como os eclipses. Já que o sangue garantia a manutenção da vida, e a vida por excelência era o Sol, representado pelo governante, que também oferecia o seu sangue aos deuses em rituais de autossacrifício. Com frequência, a iconografia revela imagens em que o rei se autossacrifica, em rituais que envolviam perfuração da língua, da orelha e até mesmo dos órgãos sexuais.

Os astros também estavam associados ao calendário. Como sabemos, o calendário é um sistema complexo de registro do tempo, geralmente baseado em um sistema numérico. Nesse sentido, a observação celeste é fundamental para a organização desse processo de organizar o tempo. Mas qual a função do calendário para essas sociedades? Podemos apontar, prioritariamente, duas. A primeira é cívico-religiosa, serve como coesão social através de eventos religiosos importantes e acontecimentos governamentais, como os matrimônios e as guerras. Na concepção mesoamericana de tempo, havia um calendário de 260 dias que era formado por 13 meses de 20 dias cada, que era conhecido entre os maias como Tzolkin. Já o calendário solar possuía 18 meses com vinte dias cada um, sobrando cinco dias, formando um mês curto com esses dias. A segunda importância do controle do tempo se referia a questões econômicas. Ao calcular o início e o fim das estações do ano é possível medir com maior precisão quando plantar e colher. Além disso, o calendário era um instrumento de importância no controle econômico através da tributação de mercadorias, já que muitas dessas sociedades ameríndias eram inimigas e estavam em constante conflito. Por exemplo, a Matrícula de Tributos, já do século XVI, é um documento histórico que registra como e quando os produtos eram tributados pelo império Asteca, baseando-se, muitas vezes, no conhecimento da sazonalidade da produção das mercadorias. De significado cívico-religioso ou econômico, vale frisar que o calendário permeava grande parte das atividades sociais. Ele podia até mesmo ser manipulado politicamente. Nesse sentido, por exemplo, os reis maias, “preferiam” nascer em datas associadas a fenômenos celestes, como um instrumento simbólico religioso de poder, já que lhe daria muito mais prestígio como governante semi-divino. Assim, muitas vezes, é difícil para os epigrafistas, os estudiosos da escrita, saber com exatidão a data de nascimento dos governantes.

Mas, por outro lado, como os planetas e demais corpos celestes interferiam na vida dessas sociedades pré-colombianas? Vejamos alguns exemplos significativos. O planeta Vênus, conhecido entre os maias como Chak Ek’, foi um dos mais conhecidos pelos mesoamericanos e seu movimento no plano celeste foi registrado minuciosamente. É um dos planetas mais brilhantes do sistema solar, e é possível visualizá-lo a olho nu no céu à noite e no fim da madrugada. Geralmente, estava associado à guerra. O astro também revelava situações de bons ou maus augúrios. Os maias, por exemplo, realizavam suas incursões militares dependendo da posição em que Vênus aparecia no céu. O planeta Marte e o satélite natural da Terra, a Lua, também tiveram seus movimentos registrados na América pré-colombiana. Entre os maias, a Lua era Ix Chel, uma divindade importante.




Os ameríndios, em alguns casos, chegaram até mesmo a construir observatórios astronômicos, como o que está localizado no sítio arqueológico de Chichén Itzá, que fica na península do Iucatã, no México. Ele conta com uma forma abobadada, aliás, parecida com a dos observatórios atuais. Essa semelhança se dá justamente porque a forma circular é a mais apta para reconhecer os movimentos dos astros. As diferentes aberturas que existem nessa abóbada miram diferentes astros que os maias quiseram observar. As constelações igualmente foram estudadas e, como na observação dos planetas, tinham funções sociais importantes. Por exemplo, a aparição das Plêiades anunciava o início da temporada das chuvas no hemisfério norte. Esse exemplo em particular é importante para entender como a observação dos astros incidia na vida ameríndia diretamente porque, ao saber que a época das chuvas chegava, era mais fácil controlar o estoque de alimentos, pois, quando findada a época da chuva, vinha a seca e conseguir alimentos ficava mais difícil.

Os eclipses e passagens de cometa eram, em geral, temidos. Aparecem registrados com frequência tanto nos documentos propriamente indígenas como nas fontes escritas após o período da conquista da América. Por exemplo, em muitas crônicas do século XVI, os astecas acreditavam que o eclipse perturbava e alterava o movimento do Sol, sendo que as pessoas, diante do fenômeno, choravam e gritavam, recorrendo aos sacrifícios humanos para que o Sol voltasse a brilhar. Os cometas, dentro da cosmovisão mesoamericana, geralmente estão associados à morte de um personagem importante, como o próprio rei. Em um episódio especial, a passagem de um cometa observada pelos astrônomos teria anunciado a queda do império Asteca ante os espanhóis. Nas crônicas, o último rei asteca, Montezuma, fez uma consulta aos astrônomos que predisseram que “o tão velho e antigo sinal no céu” destinaria ao fim o reino Asteca. Os cometas também estavam associados aos maus augúrios, como a ocorrência de terremotos, frequentes em uma grande porção da Mesoamérica.

Agora, poderíamos perguntar: mas como esse sistema matemático, calendárico, de associação com os deuses e plano celeste foi organizado? Em primeiro lugar, há que comentar onde esse sistema foi registrado. O modo mais recorrente de registro foram os edifícios arquitetônicos, como as pirâmides, e, principalmente, as estelas. Estas últimas eram monumentos verticais feitos de pedra e que continham a genealogia de um determinado governante. Como as ações dos reis estavam relacionadas com os astros, é possível estudar a astronomia pré-colombiana na Mesoamérica através dessas construções. No entanto, com relação aos maias, uma das civilizações que mais preocupação deu a esse tipo de registro, os cálculos astronômicos e demais características do plano celeste foram registrados em documentos chamados de códices. Eles eram confeccionados sobre uma pasta de origem vegetal que, depois de seca, recebia uma camada de cal para ser pintada, resultando na forma de um livro em biombo, semelhante a uma sanfona. Podiam ser pintados também sobre a pele do veado, que também recebia a mesma camada de cal. Esses livros são importantes porque foram escritos pelos próprios indígenas e, portanto, não têm interferência dos europeus. Mas, por terem sido associados a obras demoníacas pelos missionários cristãos, dado as formas que as divindades maias possuíam, a maioria deles foi queimada, causando, desse modo, uma grande perda do entendimento da vida astronômica, e também religiosa, dos maias. No entanto, sobraram somente três deles, cujos nomes estão associados aos locais onde estão depositados: museus de Dresden (Alemanha), Paris (França) e Madri (Espanha). Muitos códices também foram escritos no período colonial, sobretudo na área asteca, e são importantes pelo teor de informação que apresentam. Muitos desses livros também foram almanaques de adivinhação e eram produzidos pelos escribas que pertenciam à hierarquia sacerdotal.

A observação dos astros com fins religiosos, econômicos ou políticos está documentada em praticamente todas as sociedades pré-colombianas. Na região de Nazca, no Peru, a fotografia aérea evidenciou surpreendentes linhas retilíneas e geométricas que se prolongam por vários quilômetros no deserto, formando animais como aranhas, beija-flores, macacos e seres antropomórficos. Muitas dessas linhas estão orientadas para o nascente e poente, sendo que muitas delas puderam representar constelações. Assim, era um recurso diferente de observação astronômica: a utilização do próprio meio ambiente. No Brasil, especula-se que as pinturas rupestres existentes nos paredões rochosos também tivessem um significado associado à observação celeste. Aliás, esse campo de estudo, chamado de arqueoastronomia, vem ganhando muitos adeptos no continente americano. Ao observar o céu, os povos pré-colombianos, além de interagir com o sobrenatural, no sentido de suas práticas religiosas, e fazer associações com o mundo pragmático e cotidiano, também estavam em total sincronia com o seu entorno físico, com o meio ambiente. Desse modo, estudar o céu é conhecer a si mesmo.

*Alexandre Guida Navarro é professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e coordenador brasileiro do Projeto Arqueológico Chichén Itzá com financiamento do CNPq (Processo 478108/2008-7).

Fonte:comciencia.com.br

Bancada evangélica pede instalação ainda neste ano de CPI do Aborto


Parlamentares da bancada evangélica estiveram reunidos nesta quarta-feira com o presidente da Câmara, Michel Temer, para pedir a instalação ainda neste ano da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o aborto clandestino no Brasil, criada em 2008. Divergências sobre o tema acabaram inviabilizando o início dos trabalhos da CPI.

A bancada feminina, por exemplo, manifestou, no ano passado, preocupação que a CPI sirva apenas para incriminar mulheres que recorreram ao aborto. O coordenador da Bancada Evangélica, deputado João Campos (PSDB-GO), no entanto, considera que é importante abrir o debate o mais rápido possível para se consolidar medidas de proteção à vida.

Lei Moadi
Os deputados também pediram prioridade para a análise do Projeto de Lei 1057/07, do deputado Henrique Afonso (PT-AC), que torna obrigatório o alerta à Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e à Fundação Nacional do Índio (Funai) sobre casos de infanticído ou outros riscos à vida de crianças indígenas. A proposta, apelidada pelo autor de "Lei Moadi", é uma homenagem a uma mãe da tribo dos suruwahas, que vivem em regime de semi-isolamento. Ela se rebelou contra a tradição de sua tribo e salvou a vida da filha, que seria morta por ter nascido deficiente.

De acordo com a proposta, o fato deverá ser informado também ao conselho tutelar da criança da respectiva localidade ou, na falta dele, à autoridade judiciária e policial. A pena para a pessoa ou autoridade pública que se omitir será de seis meses a um ano de prisão, além de multa. O projeto prevê que caberá às autoridades responsáveis pela proteção da infância promover o diálogo e fazer gestões junto à tribo, para tentar impedir prática tradicional que coloque em risco a vida ou a saúde da criança. O projeto também prevê a adoção de medidas para tentar erradicar as práticas tradicionais nocivas, sempre por meio do diálogo e da adoção de métodos educativos.

Há ainda em tramitação na Câmara uma PEC (308/08), do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), sobre o mesmo assunto. A PEC está atualmente na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. O relator, deputado Regis de Oliveira (PSC-SP), apresentou parecer pela inadmissibilidade da proposta. Ele argumenta que a mudança de comportamento das comunidades indígenas deve ser feita de “forma voluntária, fruto do diálogo, sem coerção”.

João Campos explicou que o objetivo dos dois pedidos da bancada é resguardar a vida. Participaram da reunião cerca de 20 deputdos.

fonte:rondoniadinamica.com

Escolas de Tuparetama terão que lecionar sobre povos indígenas e afro-brasileiros




Da redação por Chico Gomes



No próximo ano letivo todas as escolas do município de Tuparetama, no alto Sertão do Pajeú, terão que inserir nas matérias aulas sobre a cultura e história dos povos indígenas e dos afro-brasileiros. A determinação é do Ministério Público de Pernambuco por meio da promotora de justiça Ana Clézia Nunes, e foi acordada com a assinatura, por parte do prefeito, de um termo de ajustamento de conduta (TAC).

Pelo TAC a prefeitura ficou comprometida em realizar capacitações continuadas dos professores sobre os temas, modificar os livros didáticos, e ministrar o conteúdo em todo o currículo escolar, especialmente nas matérias de artes, história brasileira e literatura.

De acordo com informações do MPPE, 30 dias antes do início das aulas em 2011 a prefeitura de Tuparetama terá que enviar a promotoria de justiça do município o conteúdo programático das aulas com todas as mudanças determinadas, devidamente aprovadas pela Gerência Regional de Educação. Os dados também devem ser enviados para o Ministério Público de Pernambuco.

Em caso de descumprimento das determinações a prefeitura arcará com multa diária de R$ 5 mil. Todo o dinheiro arrecadado com as multas será revertido para o Fundo Municipal da Criança e do Adolescente.

A ação do Ministério Público de Pernambuco baseia-se nas Leis Federais 11.639/03 e 11.645/08, que determinam a inclusão dos temas história e cultura indígena e afro-brasileira no currículo oficial da rede de ensino pública e privada, no ensino fundamental e médio.

Fonte:jornalosertanejo.com.br

UFMS realiza seminário sobre questão indígena no dia 4




Na próxima segunda-feira (4), acontece a palestra “Os processos de negociação, decisão e autonomia entre os povos indígenas”, às 13h30, com o professor Msc. Paulo Baltazar (PUC/SP).

O tema faz parte da série de Seminários “Identidade e Fronteira – A questão indígena no Mato Grosso do Sul”, que acontece uma vez por mês no auditório do Centro de Ciências Humanas e Sociais (CCHS), na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.

Os seminários promovem o debate acadêmico com o intuito de ampliar a visibilidade da questão indígena na busca de soluções e implementação de políticas públicas a partir da realidade destas sociedades indígenas.

A última palestra da série de seminários será realizada no dia 8 de novembro, às 13h30, e terá como ministrantes as professoras Msc. Samia Roges Jordy Barbieri, presidente da Comissão Especial de Assuntos Indígenas da OAB/MS e Tatiana Martins Azambuja (UFMS) que irão abordar o tema “O Direito indígena e a Nova Constituição Federal”.

Fonte: acritica.net

Brasil: Meio milhão de índios votam no domingo


Cerca de meio milhão de índios vão a votos no próximo domingo, no Brasil. Os indígenas contribuem para engrossar as fileiras dos 135 milhões de eleitores brasileiros, e participam cada vez mais das decisões políticas do país. Muitos exercem cargos políticos. O voto eletrónico não é problema para pelo menos meio milhão. A maioria já conhece as urnas.
Clique para aceder ao índice do DOSSIÊ ELEIÇÕES NO BRASIL

Segundo levantamento feito pelo IBGE , em 2000, havia 735 mil indígenas no Brasil, o que correspondia a 0,4% do total da população brasileira . De acordo com o instituto de pesquisa, a população indígena cresceu 150% na década passada.
Direitos políticos dos índios

Os eleitores indígenas são tratados pela Justiça Eleitoral brasileira da mesma forma que os demais cidadãos. Tal como o resto da população, os índios com mais de 16 anos e alfabetizados em língua portuguesa podem votar. Aos homens, é exigida inclusive a carteira militar (a tropa é obrigatória no Brasil) ou comprovativo de prestação alternativa ao serviço militar.

No Brasil, o voto é obrigatório. No entanto, no caso dos índios, se viverem numa aldeia, e a sua comunidade decidir, coletivamente, não votar, esta decisão prevalece sobre a lei brasileira. A Constituição assegura aos povos indígenas o direitos de seguir os seus usos, costumes e tradições.

Do mesmo modo que os demais brasileiros, estão também dispensados de votar os índios com mais de 70 anos, os que têm entre 16 e 18 anos, os analfabetos e deficientes.

Outra diferença, no caso dos que vivem em aldeias protegidas, é que o cadastramento eleitoral é feito com o auxílio da FUNAI- Fundação Nacional do Índio , que emite o comprovativo de residência.
Índios nos poderes executivo e legislativo

Assim como podem votar, os índios devidamente registados e filiados a um partido podem também ser eleitos. Um dos casos mais conhecidos é o de Mário Juruna , líder Xavante e chefe da aldeia Namunjurá, em Mato Grosso, que em 1982 se tornou o primeiro índio brasileiro a ocupar o Congresso Nacional.

No Estado de Santa Catarina, por exemplo, muitos indígenas exercem cargos políticos. No município de Entre Rios, que possui cerca de 2.200 eleitores, vivem cerca de 300 índios de origem Guarani. O vice-cacique da reserva, José Valmir de Oliveira ocupa o cargo de Secretário Municipal de Saúde. Dois outros índios, João Maria Roque e Adelir Tomas, ocupam respetivamente os cargos de vice-prefeito e vereador.

O mesmo acontece em Ipuaçu, com uma população de cerca de 3.800 índios da tribo Kaingang, entre os quais o vereador Osmar Barbosa.

Fonte:aeiou.expresso.pt

PORTA-VOZ DIZ QUE MAPUCHES TÊM DIREITO A 'JULGAMENTO JUSTO'

SANTIAGO DO CHILE, 30 SET (ANSA) - A porta-voz dos índios mapuches detidos e que mantêm uma greve de fome na prisão de Temuco afirmou que o mais importante "é o direito a um julgamento justo" e insistiu que "isso só vai ser obtido uma vez que a Lei Antiterrorista for retirada" dos processos enfrentados por eles.

"Os crimes atribuídos a eles em nível internacional não são atos terroristas, pois não há feitos sangrentos e muito menos terror público", disse María Tracal a uma rádio local.

Os presos estão em greve de fome, alguns há 81 dias, porque exigem a não aplicação de uma medida criada na ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) e utilizada para condená-los. Para eles, a norma não cabe no caso porque suas reivindicações -- que envolvem o incêndio de uma empresa florestal -- são políticas e não terroristas.

"Quando a Lei Antiterrorista for retirada, muitos presos vão ser postos em liberdade porque nesta situação há uma perseguição que vai além dos atos que lhes são atribuídos, há uma perseguição contra as ideias de um povo que quer continuar existindo", assinalou a porta-voz.

Tracal acusou o governo de falta de vontade política para solucionar o protesto e recordou que a primeira reunião ocorreu apenas depois de 67 dias de greve de fome. Além disso, afirmou que "a desproporção de violência não vem de nós. Os mortos são nossos irmãos e não há nenhuma morte civil ou policial".

Ela também criticou a possibilidade de alimentar os grevistas à força porque "através da Convenção de Malta, é assegurado o direito das pessoas a determinar se querem se alimentar ou não".

Ainda hoje, intelectuais e artistas do México manifestaram sua preocupação pelo conflito. Os membros do Comitê de Apoio aos Presos Políticos Mapuches - México entregaram na Embaixada chilena uma carta dirigida a Sebastián Piñera na qual condenam "os ataques que o governo faz aos indígenas, em busca do desmembramento cultural desta etnia".

A missiva, assinada entre outros pelo poeta mexicano José Emilio Pacheco, o escritor Paco Taibo II, o jornalista uruguaio Raúl Zibechi e o desenhista Eduardo del Río, foi apresentada durante um protesto em frente à sede diplomática na capital mexicana. (ANSA)

Fonte:ansa.it.com

Primeiro candidato da história dos índios de Avaí faz propaganda diferente


Dança indígena é encenada no Calçadão de Bauru para chamar a atenção dos eleitores ao candidato Cacique Daran


Agência BOM DIA
Foto: Cristiano Zanardi/Agência BOM DIA

Não era dança para atrair chuva, mesmo porque o dia já estava bastante chuvoso em Bauru. A manifestação indígena na tarde desta quinta-feira no Calçadão da Batista de Carvalho era para apoiar o Cacique Daran, da tribo tupi-guarani e candidato a deputado federal pelo PHS.

O manifesto pela candidatura do cacique saiu da Praça Machado de Mello e percorreu todo o Calçadão. Membros da comunidade indígena também aproveitaram para distribuir santinhos de Daran, primeiro candidato da história dos índios de Avaí.

“Ele é o primeiro candidato aqui da nossa comunidade e organizamos esse manifesto para fortalecê-lo espiritualmente e atrair boas vibrações para o dia 3 de outubro”, comentou o cacique Anildo Lulu, irmão do candidato, que não pôde estar presente no ato realizado nesta quinta.


Indígenas de Avaí fazem campanha no Calçadão de Bauru

E talvez será preciso mesmo uma chuva de votos. A comunidade indígena de Avaí tem cerca de 700 pessoas, sendo que metade delas possui título eleitoral. A ideia é ter um representante indígena dentro do Congresso para apresentar os problemas e as propostas da comunidade.

“Nós temos dificuldades para chegar ao governo. Não somos ouvidos. Queremos um representante para a nossa comunidade, mas também para a região. Lançamos o cacique Daran como candidato para mostrar nossas propostas, já que não temos esse diálogo com o governo”, comentou o cacique Anildo.

Lideranças indígenas discutem sobre a implantação do território etnoeducacional Araguaia



Os lideres indígenas das etnias que vivem na região Araguaia estiveram reunidos em São Félix do Araguaia, para discutir o Decreto nº 6.861, de 27 de maio de 2009 que cria os territórios etnoeducacionais. A reunião foi organizada pelo Ministério da Educação (MEC), em parceria com a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), junto com os governos estaduais e municipais. Durante o encontro foi discutido com os representantes indígenas sobre o futuro da educação indígena. A reunião aconteceu entre os dias 29 e 30 de setembro e contou com mais de mais de 50 representantes indígenas dos povos Tapirapé, Karajá da Ilha, Karajá de Mato Grosso, Javaé, Karajás/Xambioás, Krenak, Tapuia e Kanela.

Durante o Seminário o coordenador Geral de Educação Escolar Indígena, SECAD, Gersen Luciano Baniwa, explicou sobre os objetivos do Decreto e as mudanças que a divisão vai trazer para as comunidades. “Essa política propõe construir um novo modelo de planejamento e gestão da educação escolar indígena, que tenha como principal referência o respeito às especificidades de cada povo, por exemplo, a língua, a forma política, a divisão geográfica e forma de organização, já que essas divisões são diferentes dos modelos administrativos dos municípios onde as escolas indígenas estão instaladas”, argumentou.

Gersen também pontuou que o encontro como uma oportunidade de diálogo com as lideranças e enfatizou a necessidade de discutir a proposta. “Este é o primeiro momento, cada líder deve levar para sua comunidade o que foi discutido aqui”.

Durante o encontro os líderes expuseram suas insatisfações com a forma atual de administração escolar nas comunidades e a falta de conhecimento sobre os recursos repassados para a educação indígena. A política do território pretende identificar quais são as debilidades e os empecilhos que a educação indígena enfrenta em cada e povo e tem como desafio fazer funcionar a política de educação indígena, considerando suas especificidades, garantindo assim os direitos que estão previstos na Constituição Federal. Pois muitos povos ainda sofrem com a prática da falta de repasse das prefeituras paras as escolas e muitas vezes ficam fora do processo do planejamento do recurso e dos direcionamentos e planejamento escolar.

O líder indígena, Reginaldo Tapirapé conta que entre seu povo, a educação vem melhorando. “Com muita luta conseguimos criar um conselho para poder administrar o recurso da educação, somos nós que decidimos sobre tudo que acontece nas nossas escolas”, revelou. Reginaldo também pediu uma visita de Gersen a sua Aldeia para poder discutir com a comunidade sobre o Território.

Sobre o Território

Após muitos anos de lutas e reivindicações dos povos indígenas o governo federal entendeu que a organização da educação escolar indígena vigente no país não responde, em muitos aspectos, às especificidades políticas, sociais e econômicas vividas por esses povos. E os territórios etnoeducacionais servem como alternativa para se pensar em um sistema próprio que seja mais próximo da realidade dos povos indígenas.

Segundo Gersen, o plano de ação do território traz como prioridade o cumprimento dos seguintes objetivos: construção e reformas de escolas, formação e contratação de professores indigenas, produção de material didático bilíngüe, ensino médio integrado à educação profissional e alimentação escolar. Ele afirmou que o processo vai contar com a colaboração entre o MEC, o estado, os municípios e universidades.

Fonte:aguaboanews.com.br

1ª Copa feminina terá a final neste domingo na Jaguapirú

Contando com oito equipes, será encerrada neste domingo de eleição a 1ª Copa Feminina Guateka (Guarani, Terena e Kaiwá) de futebol suíço.

Na final marcada para acontecer às 14 horas, entre as equipes da LEIDA (Liga Esportiva Indígena Bororó) no campo do Renê) e Ubiratan/Indígena Jaguapirú, haverá também a disputa pelo 3º lugar na preliminar, com o jogo entre Águia Dourados do Jaguapirú e Força Jovem da Bororó.

Vale ressaltar que a competição que vem ganhando corpo a cada ano por colocar as jovens indígenas na pratica do futebol tanto de campo como de suíço, está sendo coordenada por Valderi Aquino, um dos desportistas da comunidade indígena, que mais atuam na área.

Sub 18 masculino
Por outro lado, prossegue neste final de semana no campo do “Raul” mais duas competições promovidas pela LEIDA, sendo elas, a 4ª Copa Sub 18 e o 1º Campeonato Amador da comunidade indígena e em ambas as competições, elas são coordenadas por Livanir Machado Aquino e sua diretoria.

Pela Sub 18, jogam neste sábado pela 4ª Rodada às 12 horas, Bororó e Água Azul; e às 14 horas será a vez do clássico da comunidade, quando entram em campo, o Cruzeiro e o Brasil e fecham à tarde esportiva, a equipe da LEIDA e a Campo Verde, em jogo marcado para acontecer às 16 horas.

As arbitragens destes jogos estarão a cargo de Livanir Aquino, Ronaldo Arévalo e Izaias de Oliveira, o “Peruchi”.

Classificação
Em 1º lugar após três jogos, está a equipe da LEIDA com 7 pontos; em 2º o Água Azul e Brasil, ambas com seis pontos e na lanterna, o Cruzeiro com 4 pontos.

O artilheiro da competição é Joel com 7 gols, em segundo lugar Clemerson com da LEIDA com 6 e empatados com 4 gols, Samuel do Brasil e Maicon.

Amadorzão
Mesmo com a realização das eleições no país, a LEIDA prosseguirá neste domingo com o seu 1º Campeonato Amador, com a realização de cinco jogos, com todos eles sendo realizados também no campo do “Raul”.

Às 8 horas, entram em campo Monte Verde e Ava Kwyre-mba; às 10 horas, Tapeporã e Rio Branco.

Para a tarde está marcado para acontecer às 12 horas, o jogo entre Campo Verde e Ayde da Vila Rosa; e às 14 estarão em campo Guarani e ABC da Bororó e encerrando a rodada Bororó e Associação Karatê do “Valdeir”.

Classificação
Após a 5ª Rodada, a classificação e a artilharia da competição ficou assim estabelecida.

Em 1º lugar estão a Aydê e a Bororó, ambas as equipes com 12 pontos; em 3º e 4º respectivamente, estão as equipes do Guarani e ABC e na lanterna a Campo Verde.

Já o artilheiro da competição é o jogador Samuel do ABC, com 10 gols; em 2º Demison do Rio Branco com 7 e logo a seguir Joel do Monte Verde com seis gols.

Todos os jogos serão também comandados por Livanir Aquino, Ronaldo Arévalo e Isaías de Oliveira, o “Peruchi”.


Fonte: agorams.com.br( Waldemar Gonçalves - Russo )

Portaria dá posse a índios em 17 mil ha da terra Buriti

Portaria do Ministério da Justiça publicada no dia 28 de setembro dá posse definitiva a índios Terena nos 17,2 mil hectares da Terra Buriti, que fica nos municípios de Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti, em Mato Grosso do Sul.

A medida encerra uma espera de décadas da comunidade pela ampliação da reserva, que tinha originalmente 2,9 mil hectares. A região já foi, por várias vezes, palco de conflito envolvendo os índios e os donos das 32 fazendas que ficam no território agora da comunidade indígena. No ano passado, em outubro, os índios foram tirados à força, sem mandado judicial, de uma das fazendas que fazem parte da reserva.

O território soma 78 km quadrados segundo a portaria de terça-feira. Uma das fazendas, de 866 hectares, pertence ao ex-deputado estadual, ex-secretário de Fazenda e ex-candidato ao Governo Ricardo Bacha.

Segundo dados da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), a TI Buriti engloba nove aldeias, com cerca de 4500 índios. Antes da portaria de terça-feira, a área foi primeiramente identificada por estudos antropológicos, o que gerou o questionamento, na Justiça, por parte dos produtores rurais atingidos.

A perícia judicial antropológica e histórico-arqueológica confirmou como sendo terra de ocupação tradicional indígena. Depois desta fase declaratória, a área deve ser demarcada fisicamente pela Funai para posterior homologação pelo presidente da República.

O relatório de identificação da área foi aprovado em 2001 pela presidência da Funai e, desde então, decisões judiciais suspenderam o curso do procedimento demarcatório.

Na portaria que dá posse definitiva aos índios, o Ministério afirma que a área foi identificada foi indígena em 1973, e, após estudos antropológicos, em 2007 foram julgadas improcedentes as contestações à identificação e à delimitação da terra indígena.

Disputa - O ano mais tenso relacionado à briga pela posse das terras foi 2004, quando chegou a ser necessária a ida à aldeia do juiz Odilon de Oliveira, para intermediar o diálogo entre os fazendeiros e índios que ocupavam parte da área em litígio.

Á época, os fazendeiros, entre eles Bacha, diziam que os indígenas que reivindicam a ampliação da reserva não são naturais da região.

O grupo chegou a encomendar um laudo ao historiados Hildebranco Campestrini e ao antropóloco Gilson Martins, que teria apontado que os indígenas são de Nioaque, Aquidauana, Rio Brilhante e de Campo Grande

Os fazendeiros podem contestar a portaria judicialmente, como costuma ocorrer em casos do tipo.


Fonte: Marta Ferreira/http://www.campogrande.news.com.br

Feira de sementes tradicionais mobilizará indígenas e técnicos

A cidade de Itacajá, distante 295 km da capital Palmas, será sede da 8ª feira de sementes tradicionais Krahô. A feira terá início às 8 horas do dia 25 de setembro e se estenderá até o dia 30, na sede da associação índigena Krahô, com a participação de cerca de 2.500 mil indígenas, envolvendo mais de 20 etnias, sendo 07 do Tocantins e as demais de outros estados brasileiros. A comunidade Krahô está localizada a 20 km, ao leste de Itacajá.

O evento está sendo organizado pela Associação KAPEY – União das Aldeias Krahô, a Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia a Fundação Nacional do Índio – Funai, em parceria com o governo do estado por meio do Ruraltins.

A feira tem como objetivo desenvolver ações para incrementar a segurança alimentar indígena, pelo incentivo à conservação local das variedades agrícolas tradicionais e promoção de capacitações nas áreas de agroecologia e artesanato e conservação da agrobiodiversidade índigena.

De acordo com o indigenista do Ruraltins, Marcos Vinícius, o órgão conduzirá as oficinas sobre processamento artesanal de alimentos, utilizando recursos naturais disponíveis na área indígena e sobre a rede temática de assistência técnica e extensão rural (Ater Indígena), enfatizando uma metodologia diferenciada de ater pública em comunidades indígenas, a qual será coordenada pelo Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA) e Ruraltins.

Este ano, a Feira vai contar com uma novidade que é a Premiação Agrobiodivesidade Krahô, que vai doar um boi para cada aldeia Krahô que apresentar maior número de variedades de fava, milho, inhame, arroz e batata doce. Os avaliadores serão agricultores tradicionais Krahô e pesquisadores da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e Embrapa Arroz e Feijão.

Haverá também prêmios para as etnias convidadas que apresentarem maior número de variedades agrícolas. O objetivo dessa premiação, como explica a pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e coordenadora do evento, Terezinha Dias é Incentivar os povos indígenas a cultivarem suas espécies tradicionais, garantindo assim a conservação local da variabilidade genética dessas espécies.

Ainda de acordo com a coordenadora, a promoção das feiras de sementes estimula a conservação das variedades agrícolas tradicionais, pela valorização do orgulho da herança cultural relacionada aos recursos genéticos.

Além dos povos indígenas, participarão técnicos das empresas de assistência técnica e extensão rural (Emateres) de 20 outros estados brasileiros, pesquisadores e indigenistas. O evento agrega também representantes de organizações governamentais e não governamentais e acadêmicos, bem como a população do entorno da área indígena em uma grande celebração às sementes tradicionais.

Parcerias
Nesta edição, as instituições organizadoras estão também contando com o apoio da USAID/ Brasil, Rede de Sementes do Cerrado, Ruraltins, Secretaria da Agricultura Familiar/ SAF/MDA, Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional/ SESAN/MDS, Carteira de Projetos Indígenas da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural/MMA e diversas secretarias do Tocantins. (Informações da ascom/Ruraltins)

Fonte:ogirassol.com.br

Mesmo sem obrigatoriedade, índios votam em AL

por Lídia Lemos


Mesmo sem serem obrigados a votar os índios participam efetivamente das eleições no Brasil. Meio milhão de índios no país são eleitores em potencial, de acordo com o senado federal. O número exato de títulos emitidos para indígenas é desconhecido. Mas, mesmo não sendo obrigados a votar, eles participam cada vez mais das decisões políticas do país.

Esta realidade não é diferente em Alagoas. De acordo com o professor Jorge Vieira, membro do Conselho Indigenista Missionário em Alagoas (CIMI), a votação dos índios no Estado é bastante significativa. "O voto é muito importante, seja para os índios ou para todos os cidadãos brasileiros. Eles têm que votar para poder cobrar depois”, analisou.

Vieira aproveitou para denunciar a 'má fé' de alguns candidatos. "O grande problema é que muitos candidatos oportunistas vão para aldeias para comprar votos", disparou o professor. Jorge Vieira acrescentou que alguns candidatos ao pleito deste ano já rondam as aldeias dos municípios de Joaquim Gomes, Porto Real do Colégio, São Sebastião, Palmeira dos Índios. "Já estamos percebendo a movimentação de candidatos pelas aldeias. Até nas propagandas eleitorais tem candidatos utilizando imagens de índios", colocou, acrescentando que o conselho já faz um trabalho de conscientização nas aldeias.

"Sempre mostramos a eles [os índios] que os políticos nem sempre cumprem o que prometem. Eles vão às aldeias prometem várias coisas e depois terminam votando em projetos que desfavorecem os próprios índios”, avaliou.

O cacique Zezinho, da aldeia KOIU PANKA, defende que a consciência política é fundamental para a classe indígena. "Não é ficando distante da política, da cidadania que vamos ver solução para os problemas", disse o cacique.

Dados do IBGE mostram que o Brasil tem mais de 700 mil índios, apesar do alistamento eleitoral não ser obrigatório para os indígenas, a participam deles vem aumentando.

O presidente da Funai, Márcio Meira, explica que a obrigatoriedade não existe porque muitos índios ainda vivem isolados da sociedade. “Mas a Funai tem ciência de que a maioria dos índios mesmo sem a obrigatoriedade vota, e até se candidata", colocou.

Fonte:.primeiraedicao.com.br

Fraude: Prefeitura faturava 10% do valor de licitações


A Operação da Polícia Federal aponta que o esquema fraudulento que culminou na Operação Urugano, que prendeu o prefeito Ari Artuzi (PDT) e outras 28 pessoas hoje em Dourados, consistia basicamente em fraudes nos processos licitatórios do município.
A Polícia Federal responsabiliza Artuzi pelo esquema que envolve crimes de fraudes à licitação, corrupção ativa e formação de quadrilha.
Segundo a PF, pelo esquema havia o direcionamento de licitações através da corrupção dos servidores públicos e agentes políticos envolvidos. A Prefeitura retinha 10% sobre o valor do contrato fechado com cada empresa escolhida de forma fraudulenta.
Segundo a PF, os valores arrecadados serviam para o pagamento de diversos vereadores de Dourados, para caixa de campanha e compra de bens pessoais ao prefeito.
As investigações começaram em maio deste ano e apontaram a participação de secretários municipais, empreiteiros, prestadores de serviços, vereadores e servidores públicos.
Cerca de 200 policiais federais participaram da operação, deflagrada no início da manhã de hoje. Os mandados foram expedidos pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e pela 1ª Vara Criminal de Dourados.
PRESOS
Durante a operação, foram cumpridos 29 mandados de prisão temporária e 38 conduções coercitivas em Dourados. No total, 67 pessoas estão sendo encaminhadas à sede da PF na manhã de hoje.
Foram detidos oito dos 12 vereadores de Dourados. São eles: o presidente da Câmara, Sidlei Alves (DEM), Humberto Teixeira Junior (PDT), Gino Ferreira (DEM), Aurélio Bonatto (PDT), Zezinho da Farmácia (PSDB), Marcelo Barros (DEM), Paulo Henrique Bambu (DEM) e José Carlos Cimatti (PSB).
Além do prefeito Ari Artuzi, também foram confirmadas as prisões dos secretários municipais Ignes Boschetti (Finanças), Dirson Sá (Obras), Marcelo Hall (Serviços Urbanos), Alziro Moreno (Procurador geral do município) e Tatiane Moreno (Administração). Também foi preso o servidor responsável pelas licitações. Também há informações sobre a prisão de dois diretores do Hospital Evangélico.
Já a primeira-dama Maria Artuzi foi presa em Brasília, onde participava de evento sobre políticas públicas para a mulher.
A Assecom (Assessoria de Comunicação) da Prefeitura de Dourados ainda não se manifestou sobre a operação. (Com Campo Grande News)

Hoje é Dia Internacional dos Povos Indígenas


Luanda – Assinala-se hoje, 09 de Agosto, o Dia Internacional dos Povos Indígenas, proclamado, em Dezembro de 1994, pela Assembleia Geral das Nações Unidas.




Foram muitos os motivos que levaram a essa decisão, mas a razão fundamental foi o reconhecimento, pela Assembleia, da necessidade de as Nações Unidas se situarem de uma forma clara e firme na vanguarda da promoção e protecção dos direitos dos povos indígenas do Mundo.




Essa promoção e protecção tem como objectivo pôr fim à sua marginalização, à extrema pobreza, à expropriação das suas terras ancestrais e às outras violações graves dos direitos humanos de que tinham sido e continuam a ser alvo.




A proclamação deste Dia foi, sem dúvida, importante, mas foi apenas o prelúdio de um acontecimento ainda mais marcante, a adopção, pela Assembleia, da Declaração sobre os Direitos dos Povos Indígenas.




A Declaração é um elemento que visa garantir os direitos humanos dos povos indígenas. Estabelece um quadro em que os Estados podem construir ou reconstruir as suas relações com os povos.




Constitui o resultado de mais de duas décadas de negociações e proporciona uma oportunidade vital para que os Estados e os povos indígenas reforcem as suas relações, promovam a reconciliação e velem para que os erros do passado não se repitam.




Por ocasião da data, as Nações Unidas reconhecem as realizações das populações indígenas do mundo, que ascendem a mais de 370 milhões de pessoas e estão espalhadas por cerca de 70 países.




As populações indígenas do mundo preservaram uma vasta quantidade da história cultural da humanidade. Os povos indígenas falam a maioria das línguas mundiais. Herdaram e passaram adiante um rico conhecimento, formas artísticas e tradições religiosas e culturais.




Neste ano, o foco será a celebração dos cineastas indígenas, em conexão com o tema da Sessão de 2010 do Fórum Permanente da ONU sobre Questões Indígenas, “Desenvolvimento com cultura e identidade”.




Em sua mensagem por ocasião da data, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-Moon, destacou que os povos indígenas sofrem com o racismo, saúde precária e pobreza desproporcional.




“Em muitas sociedades, suas línguas, religiões e tradições culturais são estigmatizadas e rejeitadas. O primeiro relatório da ONU sobre o Estado dos Povos Indígenas do Mundo, de Janeiro de 2010, apresentou estatísticas alarmantes. Em alguns países, povos indígenas estão 600 vezes mais vulneráveis a contraírem tuberculose em relação ao resto da população. Em outros, uma criança indígena tem a expectativa de vida 20 anos menor do que seus compatriotas não-indígenas”, disse Ban Ki-Moon




Segundo a Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, existem motivos para celebrar o progresso alcançado ao tornar os direitos humanos uma realidade para os povos indígenas.




Ela destacou que o Dia Internacional dos Povos Indígenas também é uma ocasião para lembrar que “não há espaço para a complacência. As constantes violações dos direitos dos povos indígenas, em todas as regiões do mundo, merecem nossa atenção e acção máximas”.




A data foi declarada pela Assembleia Geral da ONU para ser comemorada todos os anos durante a Primeira Década Internacional dos Povos Indígenas do Mundo (1995-2004). Em 2004, a Assembleia proclamou a Segunda Década Internacional, 2005-2015, com o tema “Uma Década de Acção e Dignidade”.





Fonte:portalangop.com.br

Índios reflorestam


As florestas que protegiam as nascentes da bacia do rio Xingu, no Mato Grosso, deram lugar a capim e soja. A área é de 300 mil hectares (ou 3 mil quilômetros quadrados). O desmatamento para a formação das lavouras chega até a divisa do Parque Nacional do Xingu. E agora são justamente os índios, também enormemente afetados pelo estrago, que estão ajudando a reflorestar essas áreas.


Hoje a maior reserva de espécies nativas daquela região do País está no Xingu. A convite do Instituto Socioambiental, organização não-governamental que trabalha com os índios, quatro etnias do parque estão trabalhando na coleta de sementes das árvores da reserva. A campanha leva o nome de Y Ikatu Xingu - que na lingua kamaiurá quer dizer: "Salve a água boa do Xingu".


Atualmente a tribo tem 400 índios, que trabalham na coleta de sementes. Aliás, esse tipo de extração passou a ser uma fonte de renda para a etnia. Tudo que coletam é comercializado na cidade de Canarana, em Mato Grosso. Para escolher as espécies mais importantes, os ikpenges fizeram um mapeamento da floresta.





fonte: Globo Amazônia/ Globo Rura

Representantes dos índios defendem criação da Secretaria de Saúde Indígena


Antes da votação em Plenário do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 8/10, oriundo da Medida Provisória (MP) 483/10, que cria a Secretaria Especial de Saúde Indígena dentro do Ministério da Saúde, representantes de diferentes grupos indígenas estiveram no gabinete da senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), relatora da matéria, a quem apresentaram seus argumentos para a aprovação da MP.

O representante do Conselho Nacional de Saúde dos Xavantes, Edimundo Omore, disse que a criação da secretaria - que assumirá as funções que hoje são de responsabilidade da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) - vai contribuir para melhorias na qualidade do atendimento médico das comunidades indígenas e para o estabelecimento de uma "política decente" nesta área. Ele acrescentou que a situação das gestantes indígenas, por exemplo, é muito difícil.

- Minha esposa teve muita dificuldade com acesso aos exames pré-natal durante a gravidez - disse.

Davi Kopenawa, representante da Associação dos Yanomami do estado de Roraima, disse que as condições de saúde do seu povo são muito precárias.

- Defendemos o povo indígena, a natureza e a saúde. Com a criação da secretaria, a assistência do governo para a saúde dos índios vai melhorar bastante.

O líder da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Marcos Apurinã, acredita que a Secretaria Especial de Saúde Indígena vai melhorar a qualidade de vida nas 180 aldeias da Amazônia.

- Nós acreditamos que a saúde indígena vai melhorar com uma nova distribuição dos recursos financeiros, mais eficiente do que observamos atualmente - disse.

A senadora Lúcia Vânia disse aos líderes indígenas que apresentou parecer favorável à aprovação do PLV que cria a secretaria, por considerá-lo "um passo importante para a melhoria da qualidade de vida dos índios".

Lúcia Vânia disse, ainda, que ao participar da CPI das ONGs passou a acompanhar mais de perto a questão da saúde indígena no país.

- A situação da saúde é muito ruim nas aldeias. Espero que esta secretaria sirva de ferramenta para corrigir as distorções causadas durante anos de descaso com a saúde dos nossos índios - finalizou.
Da Redação / Agência Senado

Fonte:senado.gov.br

Educação Indígena: Instituições se reúnem para buscar soluções para o tema

Participaram da reunião o Ministério Público Estadual (MPE), o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) do Ministério da Educação, a Fundação Nacional do Índio (Funai), a Fundação Nacional de Saúde, Secretaria Estadual de Educação, Cultura e Desporto (Secd), a Hutukara Associação Yanomami (HAY) e o Instituto Sócio Ambiental (ISA). Durante o encontro, foram debatidos temas que tratam sobre o Censo Escola e a Educação Indígena no Estado de Roraima.

A reunião foi motivada por denúncias realizadas no MPF/RR por representantes de comunidades indígenas da etnia Yanomami, os quais reclamam que, desde o ano passado, escolas indígenas teriam ficado fora do processo de recenseamento. Com isso, foram prejudicadas no que diz respeito ao envio de verbas para a compra de merenda escolar, de material didático e pagamento de professores.

Para o procurador da república Rodrigo Timóteo Costa e Silva, o objetivo é que os povos indígenas não sejam prejudicados mediante a realização do Censo Escolar 2010. O Ministério Público deixa claro que a responsabilidade do processo de educação nas áreas indígenas é tanto do estado quanto da União, e essa responsabilidade não pode ser repassada à comunidade ou instituições não-governamentais.

Atualmente, segundo o tesoureiro da Hutukara, Dário Vitório Xiriana, na comunidade indígena Yanomani existem 24 escolas, das quais poucas foram recenseadas.

Ele afirma que o Censo Escolar é apenas uma das ações que não chegam à comunidade. Nós não temos apoio nenhum da Secretaria Estadual de Educação. As escolas foram abertas nas comunidades e abandonadas. Este ano, por exemplo, não recebemos um lápis da secretaria, lamenta Dário.

Ao final da reunião, o MPF decidiu pela elaboração, em parceria com o Ministério Público Estadual, de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que deverá ser assinado por todos ainda no mês de agosto.


Fonte:jusbrasil.com

Confiram o VIB 2010 em Dourados!!!


Em 2010 o Video Índio Brasil chega a sua 3ª edição, será realizado em 101 cidades brasileiras e Dourados está entre elas.
Durante 31de julho a 07 de agosto será realizada a mostra de produções cinematográficas feitas por e sobre indígenas de várias etnias do Brasil.
Em Dourados a coordenação do VIB 2010 reúne a UFGD/PROEX, Etnolab, Ponto de Cultura Todas as Idades, Casa Brasil UFGD, Cine Clube UFGD, Programas de Pós-Graduação em História, Geografia e Letras.
O Video Índio Brasil é parte da comemoração dos cinco anos de criação da UFGD, realizando a exibição da mostra nas unidades I e II, Casa Brasil, Escolas Indígenas e Não Indígenas e na Reserva Jaguapirú e Bororó e seminários temáticos sobre a realidade dos indígenas na região da Grande Dourados.
Em breve disponibilizaremos a programação no blog. Contato pelo endereço vib2010ddos@gmail.com.

Fonte:vib2010ddos.blogspot.com

Programação Oficial do VIB 2010 - Dourados

Sábado - 31/07/2010

Abertura do Vídeo índio brasil 2010-Dourados

VESPERTINO - 14:00 – Local: Anfiteatro da Unidade I-UFGD

Reza Kaiowá-Guarani

Filme: “Corumbiara” Direção: Vincent Carelli / Vídeo nas Aldeias / 2009 / 117 min. / RO - Akuntsu e Kanoê / Livre. Sinopse: Em 1985, o indigenista Marcelo Santos denuncia um massacre de índios na Gleba Corumbiara (RO) e Vincent Carelli filma o que resta das evidências. Bárbaro demais, o caso passa por fantasia e cai no esquecimento. Marcelo e sua equipe levam anos para encontrar os sobreviventes. Duas décadas depois, “Corumbiara” revela essa busca e a versão dos índios.

Debate: Marcos Homero Ferreira Lima - Analista Pericial em Antropologia do Ministério Público Federal

Domingo - 01/08/2010

Vespertino – 14:00 - Exibição do Vídeo Índio Brasil 2010/Dourados nas casas de rezas Aldeia Indígena de Dourados;

Ônibus saída: 13 horas para a Aldeia Indígena de Dourados.

Segunda - 02/08/2010

Manhã – Exibição na Unidade II-UFGD (na frente da FCS)

Filme: “De volta à terra boa” Direção: Vincent Carelli / Vídeo nas Aldeias / 2008 / 21min. / MT - Panará / Livre. Sinopse: Homens e mulheres Panará narram a trajetória de desterro e reencontro de seu povo com seu território original, desde o primeiro contato com o homem branco, em 1973, passando pelo exílio no Parque do Xingu, até a luta e reconquista da posse de suas terras.

Vespertino – Exibição do VIB nas Escolas Indígenas (E.M. Araporã, E.M. Tengatuí, E.M. Agustinho, E.M. Lacuí) e Não-Índigenas (E.E. Reis Veloso, E.E. Menodora, E.M. Aurora, E.M. Avani)

Noite – 19:30 - CURTA: “Kuhi ikugü, os Kuikuro se apresentam” Direção: Coletivo Kuikuro de Cinema / Vídeo nas Aldeias / 2007 / 7 min. / MT - Kuikuro / Livre. Sinopse: Os Kuikuro apresentam sua história, desde seus antepassados, passando pelos conflitos com os brancos até as mudanças de suas vidas no mundo contemporâneo.

Seminário Temático: O lugar da vida: a luta pela terra.

Mediadora: Noemia Moura

Rogério Batalha – CIMI/MS (Campanha Povo Guarani, Grande Povo).

Zezinho – Laranjeira Ñanderu

Lindomar Ferreira – (Aldeia mãe Terra – Terra Indígena Cachoeirinha).

Elizeu Lopes - Kaiowá (Kurussu Ambá).

Terça - 03/08/2010

Manhã – Exibição na Unidade II-UFGD (na frente da FCS).

“Pi’õnhitsi, mulheres Xavante sem nome” Direção: Divino Tserewahú / Vídeo nas Aldeias / 2009 / 56 min. / MT - Xavante / Livre. Sinopse: Desde 2002, Divino Tserewahú tenta produzir um filme sobre o ritual de iniciação feminino, que já não se pratica em nenhuma outra aldeia Xavante, mas desde o começo das filmagens todas as tentativas foram interrompidas. No filme, jovens e velhos debatem sobre as dificuldades e resistências para a realização desta festa.

Vespertino – Exibição do VIB nas Escolas Indígenas e Não-Indígenas;

Noite – 19:30 - CURTA: “Kré” Direção: Francele Cocco / 2009 / 8 min / RS – Kaigang / Livre. Sinopse: Dona Natália, índia moradora da reserva da Serrinha, explica a confecção de cestos e balaios kaigang, desde a extração da matéria prima, até a comercialização nas cidades do RS e SC.

Seminário Temático: Mulheres Indígenas: Outros Espaços, Novas histórias.

Mediadora: Graciela Chamorro.

Zélia – Coordenadora Escola Indígena Araporã.

Florisa – Ñandesy.

Teodora de Souza – Professora Guarani.

Quarta - 04/08/2010

Manhã – Exibição na Unidade II-UFGD (na frente da FCS)

“Mokoi tekoá petei jeguatá - duas aldeias, uma caminhada” Direção: Ariel Ortega, Jorge Morinico e Germano Benites / Vídeo nas Aldeias / 2008 / 63min. / RS - Guarani-Mbya / Livre. Sinopse: Sem matas para caçar e sem terras para plantar, os Mbya-Guarani dependem da venda do seu artesanato para sobreviver. Três jovens Guarani acompanham o dia-a-dia de duas comunidades unidas pela mesma história, do primeiro contato com os europeus até o intenso convívio com os brancos de hoje.

Vespertino – Exibição da Mostra nas Escolas Indígenas e Não-Indígenas;

Noite – CURTA: “Pajerama” Direção: Leonardo Cadaval / 2008 / 9 min. / SP - Animação / Livre. Sinopse: Um índio é pego numa torrente de experiências estranhas, que revelam mistérios de tempo e espaço.

Seminário Temático: Juventude entre os povos indígenas.

Mediador: Antonio Dari Ramos

Brô MC’s

Izaque João – Mestrando do Programa de Pós Graduação em História

Quinta - 05/08/2010

Manhã – Exibição na Unidade II-UFGD (na frente da FCS)

“Já me transformei em imagem” Direção: Zezinho Yube / Vídeo nas Aldeias / 2008 / 32 min. / AC - Hunikui (Kaxinawá) / Livre. Sinopse: Comentários sobre a história de um povo, feito pelos realizadores dos filmes e por seus personagens. Do tempo do contato, passando pelo cativeiro nos seringais, até o trabalho atual com o vídeo, os depoimentos dão sentido ao processo de dispersão, perda e reencontro vividos pelos Huni kui.

“Indígenas digitais” Direção: Sebastian Gerlic / 2010 / 26 min. / BA - Tupinambá (BA), a Pataxó Hahahãe (BA), Kariri-Xocó (AL), a Pankararu (PE), Potiguara (PB), Makuxi (RR) e Bakairi (MT) / Livre. Sinopse: Representantes de várias etnias relatam como celulares, câmeras fotográficas, filmadoras, computadores e, principalmente, a internet vêm sendo ferramentas importantes na busca das melhorias para as comunidades indígenas e nas relações destas com o mundo globalizado.

Vespertino – Exibição do VIB nas Escolas Indígenas e Não-Indígenas

Noite – 19:30 – CURTA: “Indígenas digitais” Direção: Sebastian Gerlic / 2010 / 26 min. / BA - Tupinambá (BA), a Pataxó Hahahãe (BA), Kariri-Xocó (AL), a Pankararu (PE), Potiguara (PB), Makuxi (RR) e Bakairi (MT) / Livre. Sinopse: Representantes de várias etnias relatam como celulares, câmeras fotográficas, filmadoras, computadores e, principalmente, a internet vêm sendo ferramentas importantes na busca das melhorias para as comunidades indígenas e nas relações destas com o mundo globalizado.

Seminário Temático: Produção e elaboração de audiovisual entre os povos indígenas.

Kenedy de Sousa.

Naldo Rocha.

Produtor de vídeos indígena (VIB)

Sexta - 06/08/2010

Manhã – Exibição na Unidade II-UFGD (na frente da FCS)

“A gente luta, mas come fruta” / Vídeo nas Aldeias (PE) / 2006 / 40min. / AC - Ashaninka / Livre. Diretor: Valdete Pinhanta e Issac Pinhanta. Sinopse: O manejo agroflorestal realizado pelos Ashaninka da aldeia APIWTXA no rio Amônia, Acre. No filme eles registram, por um lado, seu trabalho para recuperar os recursos da sua reserva e repovoar seus rios e suas matas com espécies nativas, e por outro, sua luta contra os madeireiros que invadem sua área na fronteira com o Peru.

Vespertino – Exibição do VIB nas Escolas Indígenas e Não-Indígenas

SABADO – 07/08/2010

VESPERTINO - 17:00 – Local: CINE CLUBE UFGD

Filme: “Terra vermelha” Direção: Marcos Bechis /2008 / 1h48min. Sinopse: O suicídio de duas meninas Guarani-Kaiowá desperta a comunidade para a necessidade de resgatar suas próprias origens, perdidas pela interferência do homem branco. Um dos motivos do desaparecimento gradual da cultura reside no conflito gerado pela disputa de terras entre a comunidade indígena e os fazendeiros da região. Para os Kaiowá, essas terras representam um verdadeiro patrimônio espiritual e a separação que sofreram desse espaço é a causa dos males que os rodeia. Elenco: Matheus Nachtergaele (Dimas), Cláudio Santamaría (Roberto), Alicelia Baptista (Lia), Chiara Caselli (Beatrice), Abrisio Da Silva Pedro (Osvaldo), Ademilson Concianza Verga (Ireneu), Ambrósio Vilhalva (Nadio), Fabiane Pereira Da Silva (Maria), Eliane Juca Da Silva (Mami) e Leonardo Medeiros (Lucas Moreira).

NOITE – 19:00 – Feira Livre da Rua Cuiabá

“Kuhi ikugü, os Kuikuro se apresentam” Direção: Coletivo Kuikuro de Cinema / Vídeo nas Aldeias / 2007 / 7 min. / MT - Kuikuro / Livre. Sinopse: Os Kuikuro apresentam sua história, desde seus antepassados, passando pelos conflitos com os brancos até as mudanças de suas vidas no mundo contemporâneo.

“Kré” Direção: Francele Cocco / 2009 / 8 min / RS – Kaigang / Livre. Sinopse: Dona Natália, índia moradora da reserva da Serrinha, explica a confecção de cestos e balaios kaigang, desde a extração da matéria prima, até a comercialização nas cidades do RS e SC.

“Pajerama” Direção: Leonardo Cadaval / 2008 / 9 min. / SP - Animação / Livre. Sinopse: Um índio é pego numa torrente de experiências estranhas, que revelam mistérios de tempo e espaço.

“De volta à terra boa” Direção: Vincent Carelli / Vídeo nas Aldeias / 2008 / 21min. / MT - Panará / Livre. Sinopse: Homens e mulheres Panará narram a trajetória de desterro e reencontro de seu povo com seu território original, desde o primeiro contato com o homem branco, em 1973, passando pelo exílio no Parque do Xingu, até a luta e reconquista da posse de suas terras.




Telefones:

Roseline Mezacasa – 91248707

Juliana Mota – 81696977

Diogenes - 99389446

Cassio - 81441702


Fonte:vib2010ddos.blogspot.com

Sessenta indígenas foram assassinados em conflitos fundiários no ano passado

Agência Brasil

Publicação: 06/07/2010 19:24
O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) divulga na próxima sexta-feira (9), na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília, o Relatório de Violência contra os Povos Indígenas com dados de 2009. No ano passado, 60 índios foram assassinados, houve 16 tentativas de homicídio e 19 casos de suicídio, segundo o documento.

De acordo com o vice-presidente do Cimi, Roberto Antônio Liebgott, a “violência sistemática” contra os índios é causada pela disputa de terras e pelo que chamou de “omissão do Poder Público”. Em sua opinião, o Estado poderia ter resolvido o problemas se concluísse as demarcações das terras indígenas. Segundo o Cimi, há 24 terras indígenas já identificadas por grupos de trabalhos e mais 64 com portarias declaratórias do Ministério da Justiça em processo de demarcação, que antecede o decreto presidencial de homologação.

Liebgott disse à Agência Brasil que a maioria dos casos de assassinato dos índios ocorre em aldeias que se instalam entre as cercas das fazendas e a beira das estradas; como ocorre, por exemplo, com os Guarani Kaiowa e Guarani Ñandeva, em Dourados (MS), conforme constatado no local pelo Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) em visita feita março deste ano.

O relatório do Cimi informa que no Mato Grosso do Sul foram assassinados 33 indígenas, 54% dos casos. A antropóloga Lúcia Helena Rangel, que coordenou a pesquisa para a elaboração do relatório, questiona porque naquela região há problemas fundiários: “Quem falou que não cabe todo mundo lá?”, indagou. O estado também concentra os casos de suicídio indígena apontados no relatório.

O Mato Grosso do Sul é a segunda unidade da Federação com maior população indígena e é grande produtor de cana-de-açúcar, soja, milho e mandioca. Levantamento Sistemático da Produção Agrícola do IBGE (fevereiro de 2010), informa que a produção de cana no estado cresceu mais de 22% entre a safra de 2009 e 2010.

Além do MS, o relatório destaca a situação conflitiva entre fazendeiros e indígenas Tupinambá, no sul da Bahia. O Cimi afirma que em junho do ano passado a Polícia Federal agrediu e torturou cinco indígenas presos em uma operação de desintrusão nas dunas dos municípios de Ilhéus, Una e Buerarema.

Lúcia Helena acredita que episódios como esses demonstram que a sociedade brasileira e o Estado são “racistas” e que o preconceito contra os índios é “uma situação histórica que não se alterou. A dificuldade de aceitarmos os direitos dos indígenas e de outros segmentos da população é da nossa formação social”, analisou. Para ela, o relatório do Cimi mostra mais um “instante” de um processo conflitivo existente há anos. “O Cimi faz o relatório desde 1993, mas poderia fazer desde 1500 [descobrimento do Brasil] que encontraria esse quadro.”

Na opinião da antropóloga, o preconceito da sociedade contra os índios explica a demora na demarcação de terras e a falta de proteção aos indígenas e mostra porque esses direitos não são respeitados, embora estejam previstos. “A lei não faz a cabeça de ninguém. A sociedade brasileira produziu uma ideologia anti-indígena”, destacou. “Formamos uma sociedade que constituiu sobre outra. Por isso consideramos as manifestações culturais dos índios como menores”, acrescentou.

O relatório do Cimi é elaborado com base nas notícias publicadas em jornal e na internet, especialmente em meios locais, e contabiliza apenas os registros confirmados pela equipe de pesquisadores.

Fonte:correiobraziliense.com.br

LDB vai prever estímulo ao ingresso de índios na universidade

Foi aprovado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), nesta terça-feira (6), projeto de lei da Câmara (PLC 46/07) que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para dispor sobre a oferta de ensino superior para os povos indígenas. Pela proposta, essas comunidades deverão ter acesso a cursos de graduação em universidades públicas e privadas, além de participar de programas de estímulo à pesquisa e de assistência estudantil.

Na avaliação da relatora, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), é um avanço a inclusão no texto da LDB desse incentivo ao acesso dos povos indígenas à educação superior. Conforme observou, ainda são muito limitadas as perspectivas de ingresso na universidade para os indígenas que conseguiram concluir a educação básica.

Ideli também ressaltou a preocupação do PLC 46/07 em incluir ações de assistência estudantil, que podem se traduzir na oferta de ambientes adequados de moradia e convivência nos campi universitários. Comentou ainda que seu envolvimento em atividades de pesquisa vai ajudar a "alargar a porta para que passemos a ter entre nós mais e mais indígenas mestres e doutores".

Simone Franco / Agência Senado

Fonte:senado.gov.br

Alunos índios aprendem a dizer não às drogas e ao álcool


Proerd formou nesta segunda-feira 200 estudantes da reserva indígena

O 3° Batalhão da Policia Militar, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, realizou nesta segunda-feira a formatura de 200 alunos índios no Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência). As crianças são alunos da 5ª serie do ensino fundamental das escolas municipais Tengatuí Marangatú e Agustinho, localizadas na reserva indígena. Neste primeiro semestre serão formados 1.300 estudantes da Rede Municipal de Ensino (Reme).

A cerimônia, realizada no Teatro Municipal, de Dourados, contou com a presença do prefeito Ari Artuzi, do comandante da Guarda Municipal, major PM Tonny Audry Zerlotti, do secretário municipal de Educação, Edmilson de Moraes, e do representante do 3º Batalhão da Polícia Militar, o instrutor Alexandro Marcos.

Entre as apresentações culturais realizadas no local foi encenada uma peça em que os alunos incentivam o não consumo de bebidas alcoólicas e drogas e houve representação da música oficial do Proerd na Linguagem Brasileira de Sinais (Libras).

O prefeito Ari Artuzi afirmou que os ensinos transmitidos durante as aulas do Proerd são essenciais para que as crianças ajudem a ensinar toda a comunidade a não consumir álcool nem drogas. “Vocês precisam levar para frente tudo que aprenderam, principalmente para os familiares que fumam ou bebem”, alertou.

Edmilson de Moraes apontou a importância dos instrutores, como sendo os “soldados da paz”. O comandante da guarda enfatizou que a aulas do programa garantem a prática dos direitos humanos através do distanciamento das crianças e adolescentes dos riscos das drogas.

A previsão é de que até o final do ano todas as escolas da Reme apliquem o Proerd aos alunos da 5ª série, totalizando 2.500 estudantes beneficiados pelo programa.

Estudantes
Para o aluno da escola Tengatuí Marangatú Renan Machado, as aulas foram fundamentais para ele aprender os malefícios do álcool e das drogas. “Agora posso falar para os outros que tudo isso faz mal à saúde. Seria bom se tivesse mais aula como essa”, comentou.

Mirian Savala, mãe de um formando no programa, disse que o Proerd a faz trabalhar tranquila, uma vez que passou a confiar mais nos seus filhos após a inclusão deles no programa. “Antes eu trabalhava com o pensamento no serviço e nas minhas crianças que ficam sozinhas em casa. Agora sei que eles sabem o quanto as drogas fazem mal e disseram que vão ficar longe delas. Faz tão mal que provoca a destruição de muitas famílias”, afirmou.

“É importante porque o conhecimento não fica somente com eles. Essas crianças passam a ser o que eles chamam de multiplicadores, levam o que aprenderam a outras crianças”, diz Elson de Souza, pai de uma aluna.

Elias Moreira, coordenador da escola Tengatuí Marangatú, incluída no programa desde 2001, disse que os alunos correspondem de forma positiva ao ensinamos, o que reflete no comportamento deles em sala de aula e até na imagem que cada um tem de si mesmo. “Os ensinamentos incentivam a auto-estima, fator que interfere no cotidiano da comunidade indígena”, explicou.

A diferença cultural é vencida pelos instrutores através da variação na metodologia de ensino. “Devido à diferença até mesmo na linguagem e interpretação do que é ensinado, precisamos modificar um pouco a abordagem, tendo como principal objetivo ensinar sobre os perigos do consumo do álcool e das drogas”, disse o instrutor da PM Rodney Silva dos Santos.

Resultados
Fazendo uma análise pessoal, longe de estatísticas da polícia, Rodney diz perceber uma considerável alteração nos índices de consumo de drogas e violência nas escolas da reserva indígena. “É perceptível a mudança na conduta deles para com os colegas e professores e ainda a resistência às drogas é maior. Eles quando veem alguém diferente ficam naturalmente assustados e meio distantes. Porém, com o tempo, cria-se uma amizade entre o aluno e o policial instrutor. Essa amizade ocorre tanto na aldeia quanto na área urbana”, afirmou. Segundo ele, as crianças passam a ver os policias como protetores e não repressores.


Fonte:agorams.com.br

Prefeitos discutem portarias da Funai

Autoridades expõem preocupação sobre demarcações, que podem inviabilizar a economia de municípios

Portarias ainda estão suspensas até decisão em RoraimaMarli LangeA preocupação com os estudos antropológicos que visam identificar áreas indígenas em Mato Grosso do Sul, trouxe ontem à Dourados diversos prefeitos da região. O encontro, realizado no auditório da Prefeitura de Dourados, promovido pela Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul) serviu para ouvir as preocupações dos prefeitos, além de traçar estratégias para as novas ações relativas às demarcações de terras em áreas produtivas. Para a maioria deles, a demarcação pode representar falência dos municípios. "Estamos defendendo os interesses dos municípios e não dos fazendeiros. Não estamos defendendo os interesses da Funai, mas dos índios. Queremos dar assistência digna às comunidades indígenas, mas não queremos municípios inviabilizados economicamente", defende o presidente da Assomasul, o prefeito de Terenos, Humberto Rezende Pereira (PMDB).

O prefeito de Dourados Ari Artuzi (PDT), que foi o anfitrião do encontro, não esconde a preocupação com uma possível demarcação de áreas produtivas. Ele se diz contra a demarcação da maneira como está sendo feita hoje no País.

Artuzi citou um exemplo recente, os 1.250 hectares de terras do Panambizinho que foram demarcadas e entregues aos índios, em detrimento dos colonos que viviam e produziam na região há mais de 50 anos. "Aquela região é um exemplo, as terras viraram capoeira, acabaram. Acho que os índios têm que ter suas terras para plantar. O governo tinha que adquirir terras para entregar às famílias indígenas, não simplesmente tirar daquele que já está produzindo e gerando renda para o município", opinou.

MARCO TEMPORAL

O advogado da Assomasul, Alexandre Bastos, lembra que as portarias devem ficar suspensas até transitar em julgado no Supremo Tribunal Federal (STF) o processo da demarcação da área Raposa Serra do Sol, em Roraima.

O "Marco Temporal", instituído pelo STF entende que são consideradas terras indígenas apenas aquelas áreas que estavam tradicionalmente ocupadas por povos indígenas até a proclamação da Constituição Federal de 1988.

De acordo com o advogado, no Estado a situação é ainda mais favorável aos proprietários rurais, já que enquanto em Roraima os índios tiveram suas terras ocupadas por produtores de arroz, em Mato Grosso do Sul os títulos são legítimos e a maioria tem mais de 50 anos.

Fonte:douradosagora.com.br

Problema com pistas de pouso deixa índios sem atendimento médico


Índios estão sem atendimento médico na Terra Yanomami, que se divide entre os estados de Roraima e Amazonas, porque aviões contratados pela Funasa (Fundação Nacional de Saúde) não podem pousar em pistas não homologadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O fato foi denunciado pelos indígenas e confirmado pela Funasa.


A Terra Indígena Yanomami se divide entre os estados de Amazonas e Roraima




saiba mais



De acordo com a Hutukara Associação Yanomami, há pelo menos dois pacientes esperando remoção para Boa Vista em comunidades isoladas. As aldeias só podem ser alcançadas de avião.


Um dos pacientes, de acordo com Dário Vitório Xirian, diretor da Hutukara, foi picado por uma cobra há cinco dias e está com a perna apodrecendo.


Xirian não soube precisar o número de comunidades que ficaram sem atendimento, mas apontou que são 14 as pistas não homologadas na reserva.



Segundo informa a assessoria de imprensa da Funasa em Roraima, boa parte das pistas usadas na Terra Yanomami foi construída por garimpeiros que exploravam a região e não estão dentro das especificações da Anac.



Ainda assim, a fundação as utilizava porque eram a única forma de acesso. Desde a semana passada, a empresa área contratada para transportar os funcionários da Funasa e os pacientes tem se recusado a voar para o local em cumprimento à Anac.


A Funasa afirma que pedir a homolagação das pistas junto à Anac é responsabilidade da Funai. O pedido já teria sido feito. A Funai respondeu solicitação de detalhes feita pelo Globo Amazônia até o fechamento desta reportagem.



Não há previsão para que os voos à Terra Yanomami sejam retomados. Os yanomami somam 17 mil pessoas divididas entre 300 comunidades.

Fonte:globoamazonia.com

CÓDIGO de ÉTICA dos ÍNDIOS Norte-Americanos


Levante-se com o Sol para orar.
Ore sozinho. Ore com freqüência.
O GRANDE ESPÍRITO o escutará, se você ao menos, falar!

Seja TOLERANTE com aqueles que estão perdidos no caminho.
A ignorância, o convencimento, a raiva, o ciúme e a avareza, originam-se de uma alma perdida.
Ore para que eles reencontrem o caminho do Grande Espírito.

Procure conhecer-se, por si mesmo.
Não permita que outros façam seu caminho por você.
É sua estrada, e somente sua!
Outros podem andar ao seu lado, mas ninguém pode andar por você!

Trate os convidados em seu lar com muita consideração.
Sirva-os com o melhor alimento, a melhor cama e trate-os com respeito e honra.

Não tome o que não é seu.
Seja de uma pessoa, da comunidade, da natureza, ou da cultura.
Se não lhe foi dado, não é seu!

Respeite todas as coisas que foram colocadas sobre a Terra.
Sejam elas pessoas, plantas ou animais.

RESPEITE os pensamentos, desejos e palavras das pessoas.
Nunca interrompa os outros nem os ridicularize, nem rudemente os imite.
Permita a cada pessoa o direito da expressão pessoal.

Nunca fale dos outros de uma maneira má.
A energia negativa que você colocar para fora no Universo, voltará multiplicada para VOCÊ !

Todas as pessoas cometem erros.
E todos os erros podem ser perdoados!

Pensamentos maus causam doenças da mente, do corpo e do espírito.
Pratique o OTIMISMO !

A NATUREZA não é para nós, ela é uma parte de nós.
Toda a natureza faz parte da nossa FAMÍLIA TERRENAL.

As CRIANÇAS são as sementes do nosso futuro.
Plante amor nos seus corações e regue com sabedoria e lições da vida.
Quando forem crescidos, dê-lhes espaço para que continuem
CRESCENDO!

Evite machucar os corações das pessoas. O veneno da dor
causada a outros, retornará à você.

Seja sincero e verdadeiro em todas as situações.
A honestidade é o grande teste para a nossa herança do Universo.

Mantenha-se equilibrado. Seu corpo Espiritual, seu corpo Mental, seu corpo Emocional e seu corpo Físico, todos necessitam ser fortes, puros e saudáveis.
Trabalhe o seu corpo Físico para fortalecer o seu corpo Mental.
Enriqueça o seu corpo Espiritual para curar o seu corpo Emocional.

Tome decisões conscientes de como você será e como reagirá.
Seja responsável por suas próprias ações.

Respeite a privacidade e o espaço pessoal dos outros.
Não toque as propriedades pessoais de outras pessoas,
Especialmente objetos religiosos e sagrados.
Isto é proibido.

Comece sendo verdadeiro consigo mesmo.
Se você não puder nutrir e ajudar a si mesmo, você não poderá nutrir e ajudar os outros.

Respeite outras crenças religiosas.
Não force as suas crenças sobre os outros.

Compartilhe sua boa fortuna com os outros.
Participe com caridade.

CONSELHO INDÍGENA INTER-TRIBAL NORTE AMERICANO
Deste conselho participam as tribos: Cherokee Blackfoot, Cherokee,
Lumbee Tribe, Comanche, Mohawk, Willow Cree, Plains Cree, Tuscarora, Sicangu Lakota Sioux, Crow (Montana), Northern Cheyenne (Montana)

E os HOMENS BRANCOS julgam-se mais civilizados e evoluídos que os ÍNDIOS !!!

Fonte:magiazen.com.br