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IV encontro das Igrejas Indígenas

Por: Ronildo Jorge


Aconteceu na Aldeia Jaguapiru, entre os dias 16, 17 e 18 deste mês, na cidade de Dourados, o encontro da Igrejas Indígenas, com a participação Igrejas de diferentes denominações: Batistas, Presbiterianos,Quadrangular, Unidas, Uniedas, Presbiteriana Renovada, vindos de vários lugares tais como: Aldeia Agua Bonita(Campo Grande), Bananal (Aquidauana),Tereré(Sidrolândia), Teí'kue(Caarapó), Pirajuí(Paranhos).
O encontro tem como objetivo principal o fortalecimento entre o povo indígena evangélico, troca de experiências e intercâmbio dentre os mesmos, nestes três dias, índios das etnias Terena, Guarani e Kaiowa puderam colocar relatos de vida e dificuldades enfrentadas diariamente, os preletores convidados foram da Faculdade Teológica e Seminário Batista Ana Wollermam, as palestras e cultos ficaram por responsabilidades da Igreja anfitriã, a primeira Igreja fundada na Aldeia Jaguapiru , e tem como representantes: o Terena presbítero e Fundador da Igreja, Guilherme Felipe Valério, e o Pastor da Igreja Indígena: o Terena Hélio Nimbu,
segundo um dos organizadores: "O Encontro foi muito positivo, pois mesmo com muita chuva e falta de energia na parte da tarde no sábado, por causa da forte ventania, a população indígena não desanimou e marcou presença nos cultos, a Igreja Ficou superlotada, em um total de mais ou menos 2 mil pessoas, a equipe organizadora teve muito trabalho mais valeu a pena, isso nos anima ainda mais para promovermos o V Encontro."
Diante de toda dificuldade enfrentada nas aldeias de Dourados, as Igrejas Indígenas vem enfrentando muitas barreiras, pois na media em que são instaladas nas Reservas, batem de frente com o modo de vida do indivíduo, algumas lideranças são contra o evangelho dentro das Aldeias, não apenas aqui na região, mas em todo o território nacional, em um ponto todos são unânimes, a medida em que o indígena se aproxima da "Palavra de Deus", abandona alguns hábitos, como o cigarro a bebida e a droga, que é muito comum hoje na Jaguapiru, isso não significa também que ele deixa de ser índio, ou deixa de falar sua propria língua, ao contrário é exatamente neste momento em que ele(o índio) deve usar o sua fala tradicional.

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