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André inaugura em Dourados obras viabilizadas por Geraldo


Governador vem para inaugurar frentes de asfalto, reforma de escolas, entre outras ações

O governador André Puccinelli estará no próximo dia 6 de novembro em Dourados, inaugurando e entregando uma série ações realizadas pelo governo do Estado. Entre esses investimentos, constam várias frentes de asfalto viabilizadas pelo deputado federal Geraldo Resende, por meio de recursos federais e contrapartida estadual. A inauguração da Escola Indígena Guateka, além da reforma das escolas estaduais Menodora e Tancredo Neves também são ações articuladas por Geraldo e o governo do Estado junto ao Ministério da Educação, que serão entregues à população.

A agenda do governador no dia 6 deverá começar às 8h30min, quando acontecerá a entrega de chaves de 100 unidades habitacionais construídas na Aldeia Jaguapiru e a inauguração da Escola Estadual Indígena de Ensino Médio Guateka Marçal de Souza e entrega de duas patrulhas mecanizadas para atender as aldeias.

Às 9h30min ocorrerá a inauguração de 100 unidades habitacionais na Aldeia Bororó, seguida, às 11h00, da inauguração da Usina São Fernando Açúcar e Álcool Ltda. Na parte da tarde, está marcada, às 13h30min, da assinatura de ordem de serviço para reforma da captação subterrânea do sistema de abastecimento de água e inauguração da reforma de Escola Estadual Presidente Tancredo Neves.

Continuando a visita a Dourados, às 14h30min, o governador inaugura a reforma da Escola Estadual Menodora Fialho de Figueiredo; e às 15h30, está prevista a inauguração do Ambulatório de Saúde da Unidade de Internação Laranja Doce. Às 16h00 acontecerá a entrega da pavimentação asfáltica e drenagem urbana de diversos bairros na região do Parque Nova Dourados, seguida, às 16h30min da entrega de ação semelhante na região do Jardim dos Estados. A agenda termina às 17h00 com a inauguração da reforma do prédio da Polícia Civil do 1.º Distrito Policial.

Fonte: www.agorams.com.br

Audiência debate educação escolar indígena !!!


A política pública de educação escolar indígena do Estado do Rio Grande do Sul, desde a educação infantil até o ensino superior, é tema de audiência pública na manhã desta terça-feira (27). O debate é promovida pela Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia e ocorre no Plenarinho, 3º andar.
O governo estadual é responsável por 58 escolas indígenas kaingang e guarani, do primeiro ao nono ano. De acordo com a representante da Secretaria Estadual de Educação e coordenadora das escolas Indígenas do Rio Grande do Sul, Jeni Jussara Reck, houve avanço na elaboração de material didático na língua materna dos alunos. Alguns livros já estão formatados, com participação de representantes indígenas dos colégios. A coordenadora destaca ainda que, neste ano, se atingiu a formação específica de todos professores que atuam nas escolas indígenas. Quanto à formação de professores de nível superior, afirma que existe carência de cursos específicos.
A audiência foi requerida pelo Conselho Estadual dos Povos Indígenas. Participam representantes das comunidades indígenas, governo estadual e Ministério Público.
redacao@al.rs.gov.br
Postado por Nelson silva // JORNALISTA
Fonte: fattosefottos.blogspot.com

Congresso debate saúde bucal indígena em Campo Grande

A saúde bucal indígena estará em discussão no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, em Campo Grande, nos dias 29, 30 e 31 de outubro, durante o 2° Congresso Internacional de Odontologia de Mato Grosso do Sul, que tem como tema “Odontologia para todos: uma questão de cidadania”.

No primeiro dia do evento, às 8h30, será realizada a 1ª Mostra Estadual de Odontologia. A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) apresentará experiências exitosas na área odontológica para os povos indígenas, com os sequintes temas: Módulo de saúde bucal – uma ferramenta estratégica de informação da atenção à saúde indígena (André Luiz Martins); Técnica de arte e sua aplicação clínica em aldeias indígenas (Cassiano Cappellesso); A importância da prevenção de saúde bucal em crianças indígenas entre seis meses e cinco anos de idade na Aldeia Buriti (Fabiana M. Freitas Escudero); A integração da equipe de saúde indígena no acompanhamento dos pacientes diabéticos das aldeias Argola e Moreira, do município de Miranda (Cynthia S. Naito Costa); e Avaliação da prevalência de cárie dentária entre escolares indígenas da Escola Municipal Indígena Araporã, de Dourados (Fernando Lamers).

Em Mato Grosso do Sul, a Funasa conta com um Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) dividido em 15 pólos-bases em municípios estratégicos e três Casas de Apoio à Saúde dos Povos Indígenas (Casai). O órgão atende 68.792 indígenas em 74 aldeias das etnias guarani, kaiowá, terena, kadiwéu, kinikinaw, guató, ofaié e atikum. Os pólos-bases estão estruturados como unidades básicas de saúde e contam com uma equipe multidisciplinar de saúde indígena, composta principalmente por médico, enfermeiro, dentista e auxiliar de enfermagem, que desenvolvem, entre outros trabalhos, o Programa de Saúde Bucal.

Biossegurança

Simultaneamente à Mostra, a partir das 8h30, a bióloga e mestre em Saúde Coletiva Liliana Junqueira de Paiva Donatelli ministrará a palestra Saúde Bucal Indígena: biossegurança em odontologia. Já no sábado (31), às 8h30, ela abordará o tema Biossegurança em Odontologia: uma questão de saúde e ética.

Segundo a bióloga, os dentistas devem estar permanentemente atentos à biossegurança – conjunto de procedimentos adaptados no consultório com o objetivo de dar proteção e segurança ao paciente, ao profissional e a sua equipe. “É preciso lembrar que existem riscos inerentes à atividade odontológica, riscos biológicos, físicos, ergonômicos, químicos e de acidentes”, alerta.

Para Liliana, um dos erros mais comuns cometidos no dia a dia da profissão são os procedimentos isolados. “As atitudes devem ser coordenadas; além disso, existe também a banalização do risco e falta uma liderança, no sentido de comprometer a equipe como um todo, e um projeto de biossegurança”, analisa.

A bióloga defende a realização dos procedimentos de biossegurança inclusive nos atendimentos prestados em locais de difícil acesso. Entre os cuidados mais simples, mas fundamentais, Liliana aponta a utilização de equipamentos de proteção individual, como aventais, gorros, luvas e máscaras, e a esterilização dos instrumentais em autoclave (equipamento específico para o procedimento) a cada paciente.


Serviço
O 2º Congresso Internacional de Odontologia de Mato Grosso do Sul é uma realização da Associação Brasileira de Odontologia seção de MS (ABO/MS) em parceria com o Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso do Sul, o Conselho Federal de Odontologia, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e o Sindicato dos Odontólogos de MS (SIOMS).
Outras informações sobre o evento e a programação completa estão disponíveis no site: www.cioms2009.com ou pelo telefone 67 3383-3842. Informações sobre o Programa de Saúde Bucal da Funasa podem ser obtidas pelo telefone 67 3325-4264.


FOnte: www.msnoticias.com.br

Audiência entre índios e Famasul será na 3ª Vara Federal da Capital

A audiência de conciliação entre indígenas Terena e fazendeiros para discutir impasse em Sidrolândia será na 3ª Vara da Justiça Federal em Campo Grande. O tema principal a ser debate é com relação à ocupação da querência São José, que ocorre desde o dia 17 de outubro. O objetivo é encontrar uma solução pacífica. O encontro será no dia 5 de novembro.

Na semana passada, índios (representantes de nove aldeias) e membros da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) foram a São Paulo (SP), sede do TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), para sensibilizar os desembargadores do tribunal das dificuldades que vivenciam em seu local de origem devido aos conflitos com fazendeiros, que já se estendem por alguns anos.

Os Terena da região praticam a agricultura voltada para subsistência, com a plantação de milho, mandioca e batata-doce.

Outras duas fazendas, 3R e Cambará, haviam sido ocupadas, mas já foram deixadas após acordo firmado entre índios e fazendeiros, na sede da Famasul, em Campo Grande, em encontro inédito – em que, pela primeira vez, indígenas e representantes de fazendeiros teriam conversado frente a frente, sem intermédio do Ministério Público ou da Funai (Fundação Nacional do Índio).

Por: Marcelo Eduardo – (www.capitalnews.com.br)

IV encontro das Igrejas Indígenas

Por: Ronildo Jorge


Aconteceu na Aldeia Jaguapiru, entre os dias 16, 17 e 18 deste mês, na cidade de Dourados, o encontro da Igrejas Indígenas, com a participação Igrejas de diferentes denominações: Batistas, Presbiterianos,Quadrangular, Unidas, Uniedas, Presbiteriana Renovada, vindos de vários lugares tais como: Aldeia Agua Bonita(Campo Grande), Bananal (Aquidauana),Tereré(Sidrolândia), Teí'kue(Caarapó), Pirajuí(Paranhos).
O encontro tem como objetivo principal o fortalecimento entre o povo indígena evangélico, troca de experiências e intercâmbio dentre os mesmos, nestes três dias, índios das etnias Terena, Guarani e Kaiowa puderam colocar relatos de vida e dificuldades enfrentadas diariamente, os preletores convidados foram da Faculdade Teológica e Seminário Batista Ana Wollermam, as palestras e cultos ficaram por responsabilidades da Igreja anfitriã, a primeira Igreja fundada na Aldeia Jaguapiru , e tem como representantes: o Terena presbítero e Fundador da Igreja, Guilherme Felipe Valério, e o Pastor da Igreja Indígena: o Terena Hélio Nimbu,
segundo um dos organizadores: "O Encontro foi muito positivo, pois mesmo com muita chuva e falta de energia na parte da tarde no sábado, por causa da forte ventania, a população indígena não desanimou e marcou presença nos cultos, a Igreja Ficou superlotada, em um total de mais ou menos 2 mil pessoas, a equipe organizadora teve muito trabalho mais valeu a pena, isso nos anima ainda mais para promovermos o V Encontro."
Diante de toda dificuldade enfrentada nas aldeias de Dourados, as Igrejas Indígenas vem enfrentando muitas barreiras, pois na media em que são instaladas nas Reservas, batem de frente com o modo de vida do indivíduo, algumas lideranças são contra o evangelho dentro das Aldeias, não apenas aqui na região, mas em todo o território nacional, em um ponto todos são unânimes, a medida em que o indígena se aproxima da "Palavra de Deus", abandona alguns hábitos, como o cigarro a bebida e a droga, que é muito comum hoje na Jaguapiru, isso não significa também que ele deixa de ser índio, ou deixa de falar sua propria língua, ao contrário é exatamente neste momento em que ele(o índio) deve usar o sua fala tradicional.

Com carta de Zauith, índios seguem hoje para São Paulo

Por: PAulo Fernandes
campogrande.news.com.br

Dois ônibus com 93 índios da etnia Terena de Sidrolândia (68 km de Campo Grande) saem nesta noite daquela cidade rumo a São Paulo, onde eles tentarão uma audiência no TRF 3ª Região para tentar dar andamento relativo a um processo antigo de demarcação e posse de terras na região.

O ônibus foi cedido por produtores rurais após acordo inédito com índios na Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul). Índios das nove aldeias que ficam entre Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti estão entre os passageiros, segundo o representante do Conselho Estadual do Direito do Índio Vinício Jorge - inclusive três da aldeia Buriti sede que ainda ocupava fazenda na região, mas podem deixar as áreas nesta noite.

Os índios Terena não têm audiência marcada no TRF 3ª região, mas levam na bagagem uma carta assinada pelo governador em exercício, Murilo Zauith, solicitando que eles sejam recebidos

Uma chance às crianças indígenas

Por:Danielle Santos
Publicação: www.correiobraziliense.com.br


O olhar triste dos índios Marité e Tixumagu da etnia Ikpeng, de uma aldeia do Xingu, no Mato Grosso, denota a desilusão em ter de abandonar os costumes da comunidade para viver na cidade em busca do novo. O motivo da fuga está no colo do casal: os trigêmeos que nasceram este ano e que não foram aceitos pela comunidade por uma tradição cultural que acredita que filhos vindos da mesma gestação podem trazer azar. Para evitar o sacrifício deles, prática comum nesses casos, a família teve de ser forte para quebrar a regra e seguir outro caminho. "Tenho certeza de que eles vão se orgulhar da gente quando crescerem. Tenho orgulho de ter conseguido seguir com essa ideia e não deixá-los morrer", diz o pai.

O líder indígena Tabata Kuikuro, também da comunidade xinguana, foi tão firme quanto o casal Marité e Tixumagu ao saber que sua esposa deu à luz gêmeos, hoje com dois anos. E não pensou duas vezes: "São meus filhos, como vou deixar alguém fazer mal a eles, deixar matar igual se mata bicho?"

Já o tio de Pautú Kamayurá não teve a mesma sorte ao nascer gêmeo do pai dele. Morreu logo depois do parto por acreditarem ser ele um "amaldiçoado". Os dramas como o de Marité, Tixumagu, Tabata e Pautú se misturaram a tantos outros e viraram um documentário intitulado Quebrando o silêncio. O material, colhido ao longo de três anos, com depoimentos de comunidades de diversas etnias, é de responsabilidade de uma índia Terena que resolveu pesquisar sobre o infanticídio pelas aldeias por onde andou. Mãe de um bebê de 1 ano e sete meses de nome Tenó, Sandra Terena disse que sempre ouviu falar sobre o assunto quando pequena, mas não acreditava que ainda fosse tão comum em comunidades que já têm contato com os "brancos".

A jovem diz não querer mudar a concepção cultural e colocar a prática do infanticídio como um crime, mas apenas alertar para a necessidade de uma assistência especial às famílias que não aceitam mais essa crença dentro de suas comunidades. "Constatei que muitas famílias - a maioria jovem -, que estudam e trabalham fora da aldeia, não enxergam mais suas tradições como eram antes, e a pressão da comunidade as obriga a se encaixar numa situação que não tem mais fundamento para elas", diz Sandra.

Busca de apoio
A riqueza de detalhes contados em 80 horas de fita, três anos de captação e mais dois meses de finalização, rendeu um documentário de 29 minutos e virou um meio para sensibilização e busca de apoio. Na última quarta-feira, Sandra Terena enfrentou 22 horas de viagem até Brasília para mobilizar autoridades do governo e parlamentares. "Quero batalhar por ajuda em todos os lugares".

Narradora do documentário e fundadora da Ong indígena Sirai-i, Divanet da Silva, casada com um índio há 14 anos, adotou três crianças indígenas, filhas de pais diferentes, que seriam enterradas vivas pelas famílias. "No início, foi complicado levar esse assunto para as famílias, mas aos poucos fui conquistando abertura".

Survival denuncia devastação em terra indígena no Paraguai

A Ong Survival International está denunciando a invasão por tratores do território de um grupo indígena isolado em uma das regiões mais remotas do Paraguai.

Imagens de satélite capturaram o estrago causado pelos tratores, alugadas pela empresa brasileira Yaguarete Pora S.A. para desmatar a área, planejada para tornar-se pasto. Alega-se que Jacobo Kauenhowen, proprietário de uma grande empresa de tratores na colônia menonita Loma Plata, situada nas proximidades, tenha alugado o maquinário.

A entrada dos tratores na terra indígena é absolutamente ilegal, tendo em vista a suspensão da licença de operação da Yaguarete S.A. na área, decretada pelo governo anteriormente.

Os Ayoreo-Totobiegosode representam a única tribo não contactada na América do Sul fora da Amazônia. No ano passado milhares de hectares de sua terra da região chamada Chaco, no norte do Paraguai, foram destruídos pela Yaguarete e outra empresa, River Plate S.A.


Alguns Totobiegosode já foram contactados e tem familiares dentre aqueles que continuam isolados na floresta.

Segundo uma organização local que apóia os Totobiegosode, a Yaguarete deixou claro que ‘não respeita os direitos indígenas, tampouco as leis do Paraguai’.

Tribos isoladas são extremamente vulneráveis a qualquer tipo de contato devido a sua falta de imunidade às doenças externas. Em seu relatório emergencial às Nações Unidas em 2008, a Survival International descreveu a ameaça aos Totobiegosode como ‘a mais grave ameaça a um povo indígena em qualquer lugar do mundo’.

Stephen Corry, diretor da Survival, declarou hoje: ‘Os tratores precisam parar, devem ser retirados do território Totobiegosode. Que tipo de governo ficaria de braços cruzados enquanto isso continua?’


Leia sobre esta historia na página Survival na internet (em inglês): http://www.survivalinternational.org/news/4979

UFSC - Instituto Brasil Plural traz 1ª Mostra de Arte Indígena

Será inaugurada nesta sexta, 9/10, às 18h30, nas dependências do Museu da Escola Catarinense, a 1ª Mostra de Arte Indígena. O evento, que acontece até o dia 31/10, traz a Florianópolis cerâmicas, cestarias, máscaras, filmes e mesas redondas, além da exposição `Naakai: a trama ritual na vida Wauja`, integrante do acervo do Museu de Antropologia e Etnologia da UFPR.
O objetivo da mostra é expor as produções artísticas de grupos indígenas brasileiros, mostrar a heterogeneidade destas culturas que em geral parecem homogêneas e, ainda, colocar em diálogo duas tradições de conhecimento referentes a estes povos: a questão da terra e dos direitos humanos das populações indígenas brasileiras e a riqueza cosmológica e artística destes grupos, que se expressam na sua produção artística e na forma como lidam com a natureza.

Além das máscaras, feitas pelo grupo indígena Wauja, a Mostra exibirá cerâmicas do grupo Kadiweu, do Mato Grosso do Sul, e artes e cestarias Guarani, feitas pelo grupo Mbya-guarani de Morro dos Cavalos, município de Palhoça. A mostra inclui ainda exibição de filmes realizados por indígenas e por antropólogos com realização de debates logo após as exibições.

O encerramento terá o filme ´Cheiro de Pequi`, com a presença de um de seus realizadores, Mutua Mehinako (do grupo KUIKURU).

Fonte: www.planetauniversitario.com

Feira do Livro Indígena traz cultura indígena para população cuiabana


Por:Lucas Bólico
www.olhardireto.com.br


A Feira do Livro Indígena de Mato Grosso, que estreou nesta terça-feira (6) na praça da República, traz à população cuiabana a cultura indígena de forma gratuita. E a feira do livro não se limita à literatura. Estão incluídas diversas atividades culturais, como pintura corporal, artesanato, música, filmes e muito mais.

O escritor Ailton Krenk, da nação indígena Krenk, diz que a iniciativa é ótima. Ele conta que foi muito bem recebido em Cuiabá, sem passar por discriminação ou constrangimento algum. Para ele, um dos pontos altos da feira são os debates literários de alto nível. Apesar das aparentes diferenças, Krenk diz não ver barreiras culturais entre brancos e índios, mas sim uma boa aceitação do multiculturalismo.
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A feira expõe livros feitos sobre índios e livros feitos por índios. No estande da Secretaria de Educação do Estado, ambos podem ser encontrados, porém apenas para exposição. Jorge Xavier, um dos responsáveis pelo estande, acredita que cada vez mais, índios estão se inserindo no ‘mundo dos brancos’, e uma feira que expõe a cultura indígena de forma gratuita à população ajuda a romper preconceitos e quebrar paradigmas.

Além das obras literárias, ainda há espaço para artesanato indígena. O rústico e o moderno, o indígena e o urbano se encontram, por exemplo, no porta pen drive feito de forma artesanal em formato de tatu.

O Programa ‘Artíndia’ também está marcando presença na feira. O projeto, que é uma oficina de arte brasileira, ralizado em mais de 200 aldeias indígenas está com suas obras expostas e à venda.

As lembranças da feira podem ser levadas não só na mente ou por meio de mercadorias, mas também na pele. Tatuagens de rena, ao estilo indígena também podem ser feitas na feira.