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Seminário Povos Indígenas proporciona troca de experiências

Com o objetivo de estimular reflexões, apresentações e pesquisas que busquem a troca de experiências, teve início ontem (8), na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), o “3º Seminário: Povos Indígenas e Sustentabilidade — saberes locais, educacionais e autonomia”. Participaram da cerimônia de abertura o Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Católica, Dr. Hemerson Pistori, o coordenador do programa Rede de Saberes e também coordenador do encontro, Dr. Antônio Brand, o coordenador de Educação Escolar Indígena da Secretaria de Educação e Alfabetização continuada do Ministério da Educação (MEC), Jensen dos Santos Luciano Baniwa e a acadêmica indígena Maria de Lourdes Cáceres.


Participam do evento, ainda, acadêmicos indígenas da UCDB, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e docentes. A parte cultural do evento ficou por conta do grupo “Musicalizando Porahei Verá”, composto por jovens e crianças indígenas Kaiowa-Guarani, de Caarapó. Para saudar todos os índios presentes e iniciar o encontro com paz, um casal de Xamãs fez um ritual guarani de boas vindas.



O anfitrião da noite, Dr. Antonio Brand, acolheu os presentes e falou sobre a importância da parceria entre universidades na realização de eventos. “Parcerias como esta proporcionam, cada vez mais, a entrada de acadêmicos indígenas nas universidades, pois essa reflexão traz aqui representantes de vários povos e isso representa uma riqueza muito grande”, afirmou.



A representante dos acadêmicos indígenas, Maria de Lourdes Cáceres, confirmou a fala do professor Antônio Brand e ressaltou a necessidade das discussões das questões indígenas nas universidades para a melhoria da qualidade de vida nas aldeias. “Só as reflexões feitas aqui podem melhorar a vida do nosso povo. Através de encontros como este podemos ajudá-los, levando para a comunidade ideias que nos permitam refletir e encontrar um caminho melhor”, completou.



Apesar do pouco tempo que o MEC tem para avançar na questão das políticas públicas indígenas, o representante indígena da entidade falou dos projetos para o futuro. “O ministério tem planos para os índios, principalmente no ensino superior, seja na graduação ou pós-graduação. A formação acadêmica, científica, técnica indígena é uma nova força e pode fazer a diferença nas áreas da saúde, sustentabilidade e educação”, disse Jensen Baniwa.



Mesas-redondas

O evento visa também proporcionar a reflexão acadêmica voltada para a realidade das aldeias indígenas. Assim, foi realizada a mesa-redonda “Saberes locais, educação e autonomia: do que estamos falando?”. O debate foi mediado pelo professor Brand e contou com a participação da plateia e do professor Dr. Henyo Trindade, do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IIEB) que discutiram, entre outros assuntos, os métodos de clarear um pouco os saberes locais.

Fonte: www.ucdb.br (Leonardo Amorim)

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