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Gêmeas indígenas são sepultadas em Miranda

Já foram sepultadas as gêmeas indígenas Anna Clara e Anna Karla Vitor Antônio, no cemitério dentro da aldeia Cachoeirinha, em Miranda, onde vivem os pais Odanira Vitor, 17 anos, e Carlinho Antônio. As crianças, com 1 ano de idade, morreram ontem em circunstâncias que serão investigadas pela Polícia Civil. A avó Elizabete Canale, 43 anos, registrou Boletim de Ocorrência relatando os fatos.

As crianças teriam começado a passar mal na noite do domingo. Na segunda-feira à noite, feriado de 7 de setembro, Elizabete e Odanira procuraram o posto de saúde do bairro Guanandi. As crianças apresentavam febre alta e tosse. A médica plantonista Silmara Ferreira Gonçalves receitou dipirona e inalação e mandou as crianças de volta para casa.

No dia seguinte, terça-feira de madrugada, os sintomas voltaram e a família decidiu ir a outro posto, nas Moreninhas. As crianças já teriam chegado mortas, o óbito teria acontecido entre 4h e 6h, segundo a Polícia. Os corpos foram levados ao IML (Instituto Médico Legal) às 12h para necropsia e liberados às 20h40 da terça-feira à família.

O sepultamento aconteceu agora pela manhã, no cemitério da aldeia Cachoeirinha, em Miranda. Por ser menor de idade, a mãe não acompanhou o sepultamento. Odanira tem outro filho, de 3 anos de idade.

Laudo

O secretário de Saúde do município, Luiz Henrique Mandetta, disse que vai aguardar o laudo do IML para só depois se posicionar. Entretanto, afirmou que sempre que acontece algo estranho nos postos de saúde é instaurado um procedimento investigativo interno para esclarecer os fatos. Indagado se poderia haver alguma punição à médica na eventualidade de a causa da morte ser reação alérgica à dipirona, o secretário disse não acreditar, pois esse medicamento é ministrado em larga escala em toda a rede de saúde pública do país.

Mandetta sugeriu que é preciso investigar o histórico das crianças, saber se elas eram bem tratadas, se não tinham outros problemas de saúde. “Elas eram indígenas, não eram? Então temos que ver isso tudo”.

Por: João Prestes e Alessandra Carvalho,midiamax.com.br

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