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O agronegócio incendiário e racista!

"Sequer à beira das estradas os índios são tolerados. Querem vê-los distante ou embaixo da terra para tranqüilizarem suas consciências", escreve Egon Heck , do Conselho Indigenista Missionário - Mato Grosso do Sul, denunciando nova chacina contra a comunidade Kaiowá Guarani , no Mato Grosso do Sul
Eis o artigo.
“Você quer ver, vem olhar aqui, tem quatro bugres mortos, vem ver!”, o tom de deboche e ameaça era revelador de um quadro tétrico de racismo e ódio que se julgava restrito às páginas da história de extermínio das populações indígenas no continente e no mundo. Mas naquela hora do meio dia de 18 de setembro, à beira da BR 486 , a cena era muito real. Enquanto uma integrante do Cimi fotografava o que restou das casas queimadas, onde ainda a fumaça e pequenas chamas eram visíveis, os agentes de segurança e peões da fazenda faziam uma cerca para isolar o córrego e impedir o acesso dos índios, eles davam um show de racismo. “Esses vagabundos tem mais é que morrer!”, exclamavam enquanto repetiam sons de tiros para amedrontar a pessoa que estava fazendo o registro de mais uma violência absurda contra a comunidade Kaiowá Guarani do Apika’y , acampada há uns dez quilômetros da cidade de Dourados .
Damiana , a líder religiosa, esteio do grupo que há mais de uma década luta pelo pedaço de terra tradicional, já tendo sido expulsa diversas vezes, mas que não desiste de ter um pedaço de terra tradicional para viver, fazia o relato dramático da agressão sofrida pelo seu grupo por volta de uma hora da madrugada. Em torno de dez pessoas chegaram atirando sobre os barracos onde se encontravam dormindo os indígenas. Um deles foi ferido na perna atingido por uma bala. No desespero, várias mulheres foram atingidas pelos agressores com socos e pontapés. Logo foram colocando fogo nos barracos, queimando com todos os pertences dos indígenas. Documentos, roupas, bicicleta, lona, madeira, tudo em pouco tempo estava reduzido a cinzas. Os Kaiowá Guarani ,indefesos e transtornados, viam mais essa cena de vandalismo.
Quando começou a clarear o dia, foram denunciar o fato e pedir providências.Alguns foram para a Funasa pois estavam feridos. Outros foram à FUNAI relatar os fatos e pedir socorro. Burocraticamente tudo foi muito lento. A administração regional da FUNAI disse que sequer conseguira que um dos procuradores do órgão registrasse a denúncia. Foram então encaminhados ao Ministério Público Federal. Até o meio dia, ninguém dos poderes públicos responsáveis havia chegado até o local, que dista a uns dez quilômetros da cidade de Dourados .
Não fazia ainda uma semana quando há menos de cinqüenta quilômetros daí, no município de Rio Brilhante , tivesse acontecido o despejo da comunidade de Laranjeira Nhanderu e dois dias depois suas casas queimadas pelos fazendeiros e sua milícia armada.
Tudo isso acontece enquanto os Kaiowá Guarani esperam ansiosamente a volta dos grupos de trabalho para concluírem os trabalhos de identificação dos tekoha , terras tradicionais deste povo.Quantas violências, mortes, feridos, presos terão que suportar até terem suas terras demarcadas conforme exige a Constituição e leis internacionais? Sequer à beira das estradas os índios são tolerados. Querem vê-los distante ou embaixo da terra para tranqüilizarem suas consciências.
Fonte: 
Instituto Humanitas Unisinos, Internet, 26-9-09

Índios Paraguaios Vendem Artesanato na Internet


Por: Guilherme Dreyer Wojciechowski - SopaBrasiguaia.com

Indígenas de comunidades carentes residentes na periferia da capital paraguaia, Asunción, ganharam, nesta semana, uma nova maneira de expor seus produtos artesanais. Com o apoio da Secretaria Nacional da Infância e da Adolescência (SNNA), uma página web foi habilitada para atendê-los.
 Assim, ao aceder aos endereços http://www.snna.gov.py/cerropoty ou http://artesaniavambya.webnode.com, o visitante pode conferir o catálogo do artesanato produzido nas comunidades Avá e Mbyá guaranis de Cerro Poty e adquirir o produto diretamente da fonte, aumentando a renda e os ganhos dos produtores.
Instalados há 10 anos aos pés do Cerro Lambaré, ponto turístico da região sul da capital paraguaia, os grupos indígenas consistem em 28 núcleos familiares oriundos dos departamentos (estados) de Caazapá, Caaguazú, Guairá e San Pedro.
Além do projeto com os referidos índios, a SNNA pretende, ainda, expandir o trabalho, que inclui atividades de organização comunitária e valorização das tradições, a outras comunidades situadas em áreas urbanas e envoltas em ambientes de degradação social e cultural.

FLIMT terá participação de Mato Grosso do Sul



Está confirmada a participação do Mato Grosso do Sul na Feira do Livro Indígena de Mato Grosso (FLIMT), que será realizada de 06 a 10 de outubro no Centro Histórico de Cuiabá. A confirmação da participação foi feita neste domingo (20.09) pela Assessoria da Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso (SEC/MT).
Mato Grosso do Sul será representado na FLIMT pela Fundação Cultural de Mato Grosso do Sul e a Universidade Federal (UFMS) e ainda há a possibilidade da Universidade Católica Dom Bosco e o Pontão de Cultura Guaicuru também participarem do evento.
A FLIMT
A Feira do Livro Indígena de Mato Grosso (FLIMT) é um evento voltado para a divulgação da cultura indígena, onde serão realizados lançamentos e leituras de livros, encontro de escritores, contação de mitos e histórias, oficinas, palestras, pinturas corporais e sarau.
A realização da feira foi instituída pelo Governo de Mato Grosso no dia 12 de agosto de 2009, no qual sua organização e divulgação ficou a cargo da Secretaria de Estado de Cultura (SEC/MT).
Ao todo estão previstas a exposição de aproximadamente 200 títulos de autores indígenas regionais e nacionais de 700 etnias durante os cinco dias de evento no Histórico de Cuiabá, no Palácio da Instrução e Praça da República.
Confira a programação da FLIMT:
06 de Outubro – Terça
MANHÃ
9h - Cerimônia de Abertura
Apresentação indígena do grupo Nação Nativa
Lançamento do Concurso de Literatura Indígena
Lançamento da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas
Lançamento da Academia dos Saberes Indígenas
Com as presenças de Ailton Krenak, Alvaro Tukano, Marcos Terena, Estevão Taukane, Joaquim Crixi Munduruku, Daniel Munduruku.
Abertura do Seminário de Bibliotecas Públicas de Mato Grosso
TARDE
14h00
PINTURA CORPORAL
Elias Maraguá e Xohã Karajá
14h
SEMINÁRIO DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS
Mesa: Salime D. Marques, José Geraldo Riva, Dênio Peixoto Ribeiro, Nádia Ferreira Montenegro
14h30 / 17h
CAXIRI LITERÁRIO
Público: aberto
Tema: Literatura Indígena: o tênue fio entre escrita e oralidade
Mediador:
Daniel Munduruku
Expositores:
Graça Graúna
Manoel Moura Tucano
Eliane Potiguara
Yaguarê Yamã
17h
LANÇAMENTOS
Cartões postais Nambikwara
O Banquete dos Deuses - Daniel Munduruku
Antologia de textos indígenas (a confirmar)
19h
ENCERRAMENTO
Sarau teatral
Grupo Nação Nativa
07 de Outubro – Quarta
MANHÃ
09h
CAFÉ LITERÁRIO
Público: educadores
Tema: A literatura e a Ilustração infanto-juvenil na sala de aula: caminhos possíveis.
Mediadora: Yasmin Nadaf
Expositores:
Jô Oliveira – Ilustrador
Maurício Negro – Escritor e Ilustrador
Heloisa Prieto – Escritora
Severiá Idioriê – Professora Indígena
Anna Claudia Ramos - Escritora e Presidente da AEI-LIJ.
09h
RODA DE HISTÓRIAS INDÍGENAS
Ely Macuxi e Eliane Potiguara
11h
PINTURA CORPORAL
Cleomar Umutina e Rony Wasiry
TARDE
14h
PINTURA CORPORAL
Jones Munduruku e Luciano Umutina
14h30
PERFORMANCE ARTÍSTICA
Mauricio Negro e Luciana Kaingang
15h00
RODA DE CONVERSA
Heloisa Prieto e Anna Claudia Ramos
15h30
RODA DE HISTÓRIAS INDÍGENAS
Yaguarê Yamã e Cleomar Umutina
17h
LANÇAMENTO
Estranhas Desventuras - Heloisa Prieto – Companhia das Letrinhas
Criaturas de Ñanderu – Graça Graúna - Editora Amarylis - um selo editorial da editora Manole
19h
ENCERRAMENTO
Sarau Poético com Carlos Tiago Saterê e Graça Graúna e Grupo Nação Nativa
08 de Outubro – Quinta
MANHÃ
9h
CAXIRI LITERÁRIO
Tema: Movimento Indígena e Educação
O movimento indígena como um importante instrumento na formação da consciência brasileira
Mediadora: a definir
Expositores: Ailton Krenak
Estevão Taukane
Álvaro Tukano
09h
RODAS DE HISTÓRIAS INDÍGENAS
Olivio Jekupé Guarani
09h
OFICINA
A arte Gráfica dos Povos originários
Cleomar Umutina , Luciana Kaingang e Xohã Karajá
10h
LANÇAMENTO SEDUC
UNEMAT
10h30
PERFORMANCE ARTISTICA
Jô Oliveira e Yaguarê Yamã
11h30min
RODA DE CONVERSA
Olivio Jekupé e Álvaro Tukano
TARDE
14h
PINTURA CORPORAL
Elias Maraguá e Rennê Nambikwara
14h30
TOQUE DA FLAUTA NAMBIKWARA
15h
CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS
Luciano Umutina e Luciel Boroponepá
17h
LANÇAMENTO
A Onça e o Fogo - Cristino Wapichana
19h
ENCERRAMENTO: Sarau musical com Marcelo Munduruku e Cristino Wapichana
09 de Outubro – Sexta
MANHÃ
09h
CAFÉ LITERÁRIO
Palestra com Áurea Cavalcante.
Tema: As Línguas Indígenas em Mato Grosso: situações de contato e diversidade
Público: aberto
09h
PINTURA CORPORAL
Marcelo Munduruku e Umutinas
10h
Lançamento UNEMAT
TARDE
14h
PINTURA CORPORAL
Umutinas
14h30
OFICINA
A arte Gráfica dos Povos originários
Xohã Karajá, Elias Maraguá e Luciana Kaingang
14h30
CAXIRI LITERÁRIO
Tema: A temática indígena na Sala de Aula
Mediador: Jucélio Paresi
Expositores:
Edson Kayapó (doutorando em educação)
Darlene Taukane (mestre em educação)
Chiquinha Paresi
Marcos Terena
17h
LANÇAMENTO
A Palavra do Grande Chefe - Daniel Munduruku e Mauricio Negro - Global Editora
19h
ENCERRAMENTO
Sarau musical – Márcio Bororo
10 de Outubro – Sábado
MANHÃ
9h
PINTURA CORPORAL
Umutinas
9h30
CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS
Olívio Jekupé e Luciana Kaingang
10h
LANÇAMENTO
Os Índios Xarayés - Paulo Pitaluga -
Os Índios Cuyabás – Paulo Pitaluga
O Fervo da Terra - Deborah Goldemberg
TARDE
14h
PINTURA CORPORAL
Umutinas
14h30
CAFÉ LITERÁRIO
Público: autores regionais
Tema: Caminhos para a literatura em Mato Grosso
Mediador: Yasmin Nadaf
17h
LANÇAMENTO
As pegadas do Curupyra - Yaguarê Yamã
19h
FESTIVAL DE ENCERRAMENTO
Danças indígenas
Umutina
Xavante
Bororo
Nambikwara
Encerrando com a música do Cristino e do Márcio Bororo.

Indígenas libertam servidores da Funasa em Sidrolândia

Os indígenas da aldeia Córrego do Meio libertaram na madrugada de hoje os servidores da FUNASA (Fundação Nacional de Saúde) seqüestrados na manhã de ontem, no município de Sidrolândia. O motorista Oséas Bezerra Lins, o médico Zelik Trabjer, as dentistas Luana Bertagnolli e Fabiana Freitas, e o presidente do Condisi (Conselho Distrital Indígena) Fernando Silva estiveram sob o domínio dos indígenas, que exigiam a saída de Fernando Silva da presidência do Condisi.
De acordo com a Funasa, os servidores iriam fazer o atendimento de rotina na aldeia, quando acabaram presos no local. A Polícia Federal de Campo Grande foi até o local onde foram feitas as negociações. Por volta das 18 horas de ontem, as duas dentistas foram libertadas. O restante do grupo permaneceu com os indígenas até a madrugada, onde por volta das 4 horas da manhã foram libertados.
Oito indígenas e o servidor da FUNASA, Josias Reginaldo da Silva são suspeitos de comandarem o seqüestro.

Jefferson Gonçalves - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Usando cocar indígena, André nomeia membros de conselho

O governador André Puccinelli, por intermédio do decreto número 3.510/2009, nomeia os representantes dos órgãos governamentais e das entidades não governamentais para comporem o Conselho Estadual dos Direitos do Índio de Mato Grosso do Sul (Cedin), para exercerem mandato do biênio 2009 a 2011. O decreto foi publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (11). De acordo com dados da Funasa, em Mato Grosso do Sul o número de indígenas é de 68.792 habitantes.

O Conselho Estadual dos Direitos do Índio é um órgão colegiado de deliberação coletiva, vinculado à Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas), tem por finalidade promover, em âmbito estadual, as políticas que visem a garantir o respeito aos direitos dos povos indígenas, bem como a sua inserção social e a defesa de seus interesses.

Cabe ao Conselho estabelecer as diretrizes das políticas para os povos indígenas, bem como as ações prioritárias para o pronto desenvolvimento das políticas referentes às comunidades indígenas. Estabelecer ainda, em parceria com instituições públicas e privadas afins, as diretrizes para a ação conjunta, visando a garantir o processo de qualificação das ações de governo voltadas aos povos indígenas do Estado, dentre outras ações.

Representantes governamentais

Foram nomeados para comporem o Cedin representantes dos seguintes órgãos governamentais: da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp); Secretaria de Estado de Governo (Segov); Fundação Nacional de Saúde (Funasa); Fundação Nacional do Índio (Funai); Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer); Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul); Secretaria de Estado de Meio Ambiente, do Planejamento, da Ciência Tecnologia (Semac); Secretaria de Estado de Educação (SED); Secretaria de Estado de Habitação e das Cidades (Sehac); Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas).

Entidades não governamentais

Fazem parte do Conselho representantes das entidades não governamentais: Instituto Técnico Jurídico Educativo (ITJE); Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Mato Grosso do Sul – (OAB); Instituto Brasileiro de Inovações Pró-Sociedade Saudável - Centro Oeste (Ibiss-CO); Centro de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos Marçal de Souza Tupã I (CDDH); Povos Indígenas, das seguintes etnias: Guarani, Terena, Ofayé, Kadiwéu e representantes dos índios residentes na área urbana.

População indígena de Mato Grosso do Sul

As entidades não governamentais são representadas por seis entidades que atuam direta ou indiretamente com os povos indígenas no Estado. Juntos eles realizam trabalhos, pesquisas e estudos necessários para atender a população indígena que, segundo dados da Funasa (de 2008), em Mato Grosso do Sul o número de indígenas é de 68.792 habitantes, que residem em 74 aldeias, em 28 municípios sul-mato-grossenses, sendo eles das seguintes etnias: Guarani, Terena, Kaiowá, Kadawéu Kinikinawa, Cinta Larga, Xavante, Atikum Bororó.

Ainda segundo a Funasa, no Estado do Amazonas concentra-se a primeira concentração de indígenas do País. A segunda concentração deles (população indígena) encontra-se em Mato Grosso do Sul. O Estado de Roraima fica em terceiro lugar.

A relação nominal dos representantes das entidades governamentais e não governamentais para comporem o Cedin/MS está no Diário Oficial do Estado, número 7.540, de 11 de setembro de 2009 (página 15) – site www.imprensaoficial.ms.gov.br .


Fonte: msnoticias.com.br

Diretório do PMDB cria núcleo Indígena em Aquidauana

O diretório municipal do PMDB de Aquidauana realizou na manhã do último sábado (05), ato de filiação nas aldeias Bananal e Colônia Nova que ficam na Região de Taunay.

Ao todo 31 novos companheiros das aldeias Bananal, Ipegue, Imbirussú, Morrinho e Colônia Nova assinaram ficha no partido e vão formar o Núcleo Indígena, algo inédito na história de uma legenda em Mato Grosso do Sul.

Participaram do ato, o vice-presidente do diretório municipal Paulo Reis, o secretário do PMDB Fernando dos Anjos, Jaqueline Messias - representando o PMDB Mulher, o presidente da JPMDB Paulo Reis Filho, o secretário geral da JPMDB Helder Lima, Marcus Chebel (Gerente de Governo) representando o prefeito Fauzi Suleiman (PMDB) e o Coordenador da Juventude de Aquidauana – Eliakim Oliveira.

Ao se pronunciar, o vice-presidente do diretório municipal do PMDB Paulo Reis destacou que a criação do PMDB Indígena é algo inédito não só em Mato Grosso do Sul, mas no Brasil. Segundo ele, o núcleo indígena vai proporcionar uma inserção maior dos terena aquidauanenses dentro da política partidária. “É através da política que nós podemos fazer a transformação de uma sociedade”, ressaltou o peemedebista.

O presidente da JPMDB, Paulo Reis Filho, afirmou no ato de filiação que o movimento de criação do PMDB Indígena partiu do jovem Célio Fialho que o procurou para a implantação do curso de Formação Política da Fundação Ulisses Guimarães nas aldeias. “Tenho certeza que o curso despertou em vocês a vontade de participar e este momento é muito importante para o crescimento não só do PMDB, mas para a atividade política nas aldeias”, destacou o jovem.

Nomeado presidente da comissão provisória do PMDB Indígena, o militante Célio Fialho agradeceu aos membros do partido por abrirem as portas e um espaço para as lideranças indígenas.

Ele destacou que a comunidade tem sede de informações e vai buscar apoio das lideranças do diretório municipal para a estruturação do partido nas aldeias. “Uma comunidade só vai adiante com organização e é isto que vamos fazer, nos organizar e com a criação do núcleo vamos discutir ações e propostas para nossa comunidade”.

A convenção dos núcleos do PMDB – Juventude, Mulher e Indígena será no próximo domingo (13) na Câmara Municipal de Aquidauana a partir das 08 horas.

Fonte:www.aquidauananews.com

Seminário Povos Indígenas proporciona troca de experiências

Com o objetivo de estimular reflexões, apresentações e pesquisas que busquem a troca de experiências, teve início ontem (8), na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), o “3º Seminário: Povos Indígenas e Sustentabilidade — saberes locais, educacionais e autonomia”. Participaram da cerimônia de abertura o Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Católica, Dr. Hemerson Pistori, o coordenador do programa Rede de Saberes e também coordenador do encontro, Dr. Antônio Brand, o coordenador de Educação Escolar Indígena da Secretaria de Educação e Alfabetização continuada do Ministério da Educação (MEC), Jensen dos Santos Luciano Baniwa e a acadêmica indígena Maria de Lourdes Cáceres.


Participam do evento, ainda, acadêmicos indígenas da UCDB, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e docentes. A parte cultural do evento ficou por conta do grupo “Musicalizando Porahei Verá”, composto por jovens e crianças indígenas Kaiowa-Guarani, de Caarapó. Para saudar todos os índios presentes e iniciar o encontro com paz, um casal de Xamãs fez um ritual guarani de boas vindas.



O anfitrião da noite, Dr. Antonio Brand, acolheu os presentes e falou sobre a importância da parceria entre universidades na realização de eventos. “Parcerias como esta proporcionam, cada vez mais, a entrada de acadêmicos indígenas nas universidades, pois essa reflexão traz aqui representantes de vários povos e isso representa uma riqueza muito grande”, afirmou.



A representante dos acadêmicos indígenas, Maria de Lourdes Cáceres, confirmou a fala do professor Antônio Brand e ressaltou a necessidade das discussões das questões indígenas nas universidades para a melhoria da qualidade de vida nas aldeias. “Só as reflexões feitas aqui podem melhorar a vida do nosso povo. Através de encontros como este podemos ajudá-los, levando para a comunidade ideias que nos permitam refletir e encontrar um caminho melhor”, completou.



Apesar do pouco tempo que o MEC tem para avançar na questão das políticas públicas indígenas, o representante indígena da entidade falou dos projetos para o futuro. “O ministério tem planos para os índios, principalmente no ensino superior, seja na graduação ou pós-graduação. A formação acadêmica, científica, técnica indígena é uma nova força e pode fazer a diferença nas áreas da saúde, sustentabilidade e educação”, disse Jensen Baniwa.



Mesas-redondas

O evento visa também proporcionar a reflexão acadêmica voltada para a realidade das aldeias indígenas. Assim, foi realizada a mesa-redonda “Saberes locais, educação e autonomia: do que estamos falando?”. O debate foi mediado pelo professor Brand e contou com a participação da plateia e do professor Dr. Henyo Trindade, do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IIEB) que discutiram, entre outros assuntos, os métodos de clarear um pouco os saberes locais.

Fonte: www.ucdb.br (Leonardo Amorim)

UFGD a melhor universidade de Mato Grosso do sul!

UFGD conquista novamente primeira colocação de MS em indicadores de qualidade

Instituição recebeu conceito 4, em uma escala de 1 a 5; a maioria do país obteve nota 3
UFGD conquista novamente primeira colocação de MS em indicadores de qualidade

O IGC 2008 torna público os indicadores de qualidade de 2 mil instituições brasileiras; em MS 37 foram avaliadas.

Pela segunda vez, a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) ficou com a primeira colocação de Mato Grosso do Sul dentro do quadro de indicadores de qualidade dos Índices Gerais de Cursos das Instituições (IGC), realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Em todo o Estado, foram avaliadas 37 instituições públicas e privadas e o resultado final da UFGD, que é expresso em valores contínuos (que vão de 0 a 500) e em faixas (de 1 a 5), foi de 329 com conceito 4.

O IGC 2008 torna público os indicadores de qualidade de 2 mil instituições brasileiras. A maioria – 884 – obteve nota 3, numa escala de 1 a 5, o que 3 é considerado satisfatório. Entre as 206 instituições públicas, 151 tiveram notas iguais ou superiores a 3. Nesse âmbito, a UFGD ficou com pontuação entre importantes universidades como as universidades federais de Brasília (UnB), de Juiz de Fora, Uberlândia, Paraná, Santa Catarina, São Carlos e Santa Maria, as estaduais de Londrina, Maringá e Rio de Janeiro, e algumas privadas como a PUC do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul e de São Paulo.

O IGC é válido para todas as universidades, centros universitários e faculdades do país e indica a qualidade dos cursos de graduação e de pós-graduação (mestrado e doutorado). No que se refere à graduação, é utilizada para cálculo do IGC a média dos Conceitos Preliminares de Curso (CPC) da instituição, que tem como base o desempenho dos estudantes no Enade, o quanto o curso agrega de conhecimento ao aluno e variáveis de insumo – corpo docente, infraestrutura e organização didático-pedagógico. Quanto à pós-graduação, o IGC utiliza a Nota Capes.

É bom lembrar que o IGC 2008 atualiza as informações de cada instituição, dentro do triênio 2006-2007-2008. Ano passado, a UFGD teve como resultado valores contínuos de 323 e conceito 4, ficando também na frente de todas as outras instituições públicas e privadas de ensino superior de Mato Grosso do Sul.

A proposta do Ministério da Educação é divulgar anualmente o IGC cumprindo, assim, a função de diminuir as distâncias entre instrumentos de avaliação objetivos e as visitas in loco de especialistas às instituições.

Fonte: www.ufgd.edu.br

Gêmeas indígenas são sepultadas em Miranda

Já foram sepultadas as gêmeas indígenas Anna Clara e Anna Karla Vitor Antônio, no cemitério dentro da aldeia Cachoeirinha, em Miranda, onde vivem os pais Odanira Vitor, 17 anos, e Carlinho Antônio. As crianças, com 1 ano de idade, morreram ontem em circunstâncias que serão investigadas pela Polícia Civil. A avó Elizabete Canale, 43 anos, registrou Boletim de Ocorrência relatando os fatos.

As crianças teriam começado a passar mal na noite do domingo. Na segunda-feira à noite, feriado de 7 de setembro, Elizabete e Odanira procuraram o posto de saúde do bairro Guanandi. As crianças apresentavam febre alta e tosse. A médica plantonista Silmara Ferreira Gonçalves receitou dipirona e inalação e mandou as crianças de volta para casa.

No dia seguinte, terça-feira de madrugada, os sintomas voltaram e a família decidiu ir a outro posto, nas Moreninhas. As crianças já teriam chegado mortas, o óbito teria acontecido entre 4h e 6h, segundo a Polícia. Os corpos foram levados ao IML (Instituto Médico Legal) às 12h para necropsia e liberados às 20h40 da terça-feira à família.

O sepultamento aconteceu agora pela manhã, no cemitério da aldeia Cachoeirinha, em Miranda. Por ser menor de idade, a mãe não acompanhou o sepultamento. Odanira tem outro filho, de 3 anos de idade.

Laudo

O secretário de Saúde do município, Luiz Henrique Mandetta, disse que vai aguardar o laudo do IML para só depois se posicionar. Entretanto, afirmou que sempre que acontece algo estranho nos postos de saúde é instaurado um procedimento investigativo interno para esclarecer os fatos. Indagado se poderia haver alguma punição à médica na eventualidade de a causa da morte ser reação alérgica à dipirona, o secretário disse não acreditar, pois esse medicamento é ministrado em larga escala em toda a rede de saúde pública do país.

Mandetta sugeriu que é preciso investigar o histórico das crianças, saber se elas eram bem tratadas, se não tinham outros problemas de saúde. “Elas eram indígenas, não eram? Então temos que ver isso tudo”.

Por: João Prestes e Alessandra Carvalho,midiamax.com.br

Índios pedem prazo de 48 horas para desocupar fazenda

Os índios guarani-kaiowá que ocupam a fazenda Santo Antonio de Nova Esperança, em Rio Brilhante, devem permanecer na área por pelo menos mais dois dias. Uma oficial da Justiça Federal em Dourados e pelo menos 30 policiais federais chefiados por um delegado de Campo Grande foram ao local na manhã desta quarta-feira para fazer a desocupação da fazenda, cumprindo determinação do TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região. Entretanto, o despejo não vai acontecer hoje.

A guarani-kaiowá Nilde Almeida disse por telefone ao Campo Grande News que as famílias pediram prazo de 48 horas para desmontar as casas de sapé e transferir o acampamento para as margens da BR-163. “Temos muitas crianças e velhos aqui. Também temos nossas coisas, nossa criação. Não podemos deixar tudo para trás. Precisamos desse prazo para levar tudo para a beira da estrada”, afirmou Nilde Almeida.

A oficial de Justiça confirmou o acordo para permitir que os índios permaneçam na área por mais dois dias. “A ordem era para desocupar hoje, mas o delegado da Polícia Federal concordou em dar o prazo que eles pediram, até para evitar um confronto. Na sexta-feira vamos voltar aqui e a propriedade deverá estar desocupada”, explicou.

Um caminhão da Funai está no local e já começou a ser carregado com pertences dos índios que ocupam a fazenda desde fevereiro de 2008.

Tristes - Nilde Almeida disse que os índios estão “tristes” e “chateados” com a Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) devido à ação judicial que barrou os estudos antropológicos para identificação de áreas indígenas em Mato Grosso do Sul. “A Funai falou que já deveria ter feito os estudos aqui, mas a ação da Famasul impediu o levantamento”, afirmou.

A alegação da Funai, no entanto, é questionada pelo advogado Mário Julio Cerveira, um dos proprietários da fazenda invadida. Segundo ele, o estudo antropológico determinado em maio deste ano pela presidente do TRF não tinha como objetivo avaliar se as terras pertencem ou não aos índios.

“A desembargadora determinou que a Funai levasse um antropólogo ao local para identificar a origem dessas famílias e determinar para onde elas deveriam ser levadas”, afirmou Cerveira. No despacho do dia 24 de agosto, Marli Ferreira deixa claro que o trabalho antropológico determinado em maio não visava avaliar se as terras pertencem ou não aos índios.

Nilde Almeida disse que os índios vão permanecer acampados às margens da BR-163 à espera da demarcação da área. “Nossas crianças estão estudando em Rio Brilhante. Não podemos sair daqui, senão elas vão perder o ano. Vamos ficar e esperar pela terra”.

A Funai e o MPF (Ministério Público Federal) definem os últimos detalhes para iniciar os estudos antropológicos para identificação de áreas indígenas em 26 municípios de Mato Grosso do Sul. Os efeitos das portarias publicadas em setembro do ano passado após a assinatura de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) chegaram a ser suspensos pelo desembargador Luiz Stephanini, do TRF, no dia 22 de julho. Entretanto, a Funai e o MPF recorreram e conseguiram derrubar a liminar. O trabalho deve começar pelas áreas indígenas e chegar às propriedades particulares em outubro

Por: Hélio de Freitas, campogrande news.com.br