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Eleições para Capitão na Reserva Indígena de Dourados

O movimento da eleição para a escolha do novo Capitão da aldeia de Dourados começa com grandes espectativas, pois a figura do futuro Capitão norteará um novo rumo aos moradores da aldeia Jaguapiru, o seu cargo tem duração de 4 anos e a eleição será no mês de Agosto, mas ainda não tem data definida.


A RID (Reserva Indígena de Dourados) está situada ao norte da cidade de Dourados, criada com o nome de Posto Indígena Francisco Horta, em Setembro de 1917, através do Decreto Estadual n 401, sua área é equivalente a 3.600 halqueires, atualmente três aldeias integram a RID são as aldeias: Panambizinho, Jaguapiru e Bororó, sendo que a última não exerce o sistema de eleições para a escolha de Capitão a vários anos.


É importante salientar que a figura do Capitão foi introduzida pelo SPI que antecedeu a criação da FUNAI, e passou a representar uma comunidade indígena diante da sociedade nacional. Alguns pré-candidatos já estão fazendo projetos para serem apresentados na primeira reunião que acontecerá na Escola Ramão Martins, localizada na Jaguapiru, e posteriormente os pré-canditados irão procurar o apoio da comunidade e caciques.


Dentro da Jaguapiru existem três etnias: Terena, Guarani do sub-grupo Caiua, Guarani do sub grupo Ñhandeva, o futuro Capitão terá muito trabalho a ser realizado, algumas áreas são de suma importância como: Educação, saúde, segurança, combate ás drogas, desnutrição infantil e principalmente uma postura firme nas demarcações de terras indígenas no cone sul de Mato Grosso do Sul, este último tem encontrado dificuldades em pleitear a favor das terras indígenas.

Último branco sai de Raposa Serra do Sol

O último não-índio que ainda resistia na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, capitulou. Na semana passada, o fazendeiro Adolfo Esbell anunciou sua decisão de sair. Com a saída de Esbell, fica inteiramente por conta dos índios a administração do território. Seu primeiro desafio será superar as diferenças. São cinco etnias, com diferentes graus de aculturamento. Eles deram dias atrás o primeiro passo para tentar superar as divergências, com a criação de uma federação, que abriga oito associações indígenas. A primeira assembleia da federação está marcada para o dia 25. "Vamos vigiar a área para evitar novas invasões. Mas também analisar as propostas de construção de uma hidrelétrica e exploração de minérios", disse Dionito de Souza, presidente do CIR. (OESP)

Fonte: oglobo.com br

Índios querem que governo pague produtores por terras

Os indígenas do Conesul do Mato Grosso do Sul são favoráveis ao pagamento de indenizações aos fazendeiros que compraram terras indígenas de “boa fé”, ou seja, para aqueles que quando compararam não sabiam que aquelas terras pertenciam à comunidades indígenas.
Esse foi apenas um dos 11 pontos defendidos durante a “Aty Guassu”, ou “Grande Reunião”, que reuniu aproximadamente 400 indígenas em Juti no último final de semana (Leia aqui os demais pontos).


Segundo o documento, com assinatura de lideranças indígenas da porção sul do Estado, é imperativo que “o Governo Federal disponibilize, o mais rápido possível, os recursos necessários para garantir a conclusão das demarcações, priorizando as terras cujos procedimentos já foram iniciados antes da assinatura do Termo de Ajustamento de Conduta - TAC (...) inclusive buscando, juntamente com o Governo do estado de Mato Grosso do Sul, a solução jurídica adequada para o pagamento de eventuais indenizações dos ocupantes não-indígenas de boa-fé, mas somente os que respeitam a Legislação Ambiental Brasileira quanto às áreas de mata que devem ser obrigatoriamente preservadas nas fazendas e os que respeitaram a preservação dos recursos hídricos da região”, afirmam as lideranças.


De acordo com eles, deve haver prioridade para os estudos nas terras Yvy Katu, Ñande Rú Marangatú, Potrero Guassu, Sombrerito, Guyraroká, Takuara, entre outras, que já estavam sendo estudadas antes que o Termo de Ajustamento de Conduta fosse assinado.


A devolução das terras seria importante para melhorar a vida da população que hoje, segundo eles, vivem às margens de terras onde “a monocultura desenfreada da soja, da cana e do gado, financiados por dinheiro público, tomam o espaço da agricultura familiar indígena e camponesa, levando milhares de indígenas, quilombolas e trabalhadores rurais sem-terra ao desespero, por não terem nenhuma perspectiva de vida digna para produzirem seus alimentos e garantirem a sobrevivência das futuras gerações, (...) destruindo o pouco que restou dos recursos naturais de nossa região”.


“Cara fechada com André”
“Repudiamos a postura do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul que ao invés de buscar uma solução para a demarcação de nossas terras, conforme a orientação feita pelo Ministério Público Federal, vem empreendendo todos os esforços para que sejam cancelados os trabalhos de identificação de nossos tekohá, pregando mentiras que somente aumentam o racismo e a intolerância contra o nosso povo”, argumentam os indígenas contra o governo do Estado.
Segundo eles, “o Governo Estadual deve entender que tentar barrar aquilo que jamais desistiremos, somente criará mais conflitos! O povo indígena de Mato Grosso do Sul quer a paz e nunca a violência! Demarcar as terras de nosso povo não afetará a economia do estado e o que queremos é muito pouco perto de todo mal que estamos sofrendo e de tudo o que nos tiraram! Soluções existem para a demarcação, o que falta é a vontade política e o respeito às nossas reivindicações e direitos”, escrevem as lideranças para o Governo do Estado.


Desinformação
Logo quando os estudos foram anunciados no Estado, chegou a circular pela Internet e até em alguns sites de notícias, que as demarcações “engoliriam” grandes áreas de 26 municípios do Estado e que iria se criar no Mato Grosso do Sul uma “República Guarani”, em alusão à etnia dos indígenas.


Políticos ruralistas chegaram a dizer que iria se criar um Estado dentro do Estado, porém, segundo os indígenas as demarcações, se constatadas e realizadas em certas áreas, não equivaleria à 1% da área total do Mato Grosso do Sul, ainda que somadas umas às outras.
Seria nesse espaço que seriam colocadas aproximadamente 35 mil pessoas, número aproximado de indígenas Guarani e Kaiowá no Estado. (Com informações do site Dourados News).

Fonte: Redação Capital News (AP) (www.capitalnews.com.br)

Pasto no lugar de floresta

Em outra região, nas proximidades de Marabá (PA), o desmatamento não ocorre em reservas indígenas, mas denúncias informam que pecuaristas transformaram a floresta em grandes fazendas de gado.


De avião, a paisagem que se vê embaixo é de grama, não de mata. A dona da área é a Agropecuária Santa Bárbara, que tem hoje 560 mil animais. A empresa já foi multada em mais de R$ 100 milhões por crime ambiental.

A Espírito Santo é uma das sete fazendas da Santa Bárbara que foram embargadas pelo Ibama, o que impediria qualquer tipo de atividade produtiva. Da porteira até a sede são 22 km. Lá, cria-se mais de 70 mil cabeças de gado, e pelo tamanho dos pastos não dá nem para imaginar que a região faz parte da Floresta Amazônica.

O embargo do Ibama é para proteger a floresta. Como a área foi desmatada, o gado impede a vegetação natural de crescer novamente. O advogado da agropecuária, Vinícius Ribeiro, diz que já recorreu das multas.

“Se há crime de desmatamento, esse foi cometido por quem praticou o crime. Pode ter sido quem vendeu [a terra] para a Santa Bárbara, pode ter sido o seu antecessor. O que caberá ao proprietário, se for a Santa Bárbara, será recompor essas áreas de reserva legal e de área de preservação permanente”, alega.

Fonte: g1.globo.com/amazônia

Pecuaristas invadem terras indígenas e áreas embargadas na amazônia

A terra indígena dos Apyretewas, no Pará, está sendo comida pelas bordas. O território de 7.700 km² tem cerca de 1.200 invasões de pessoas que derrubam a mata para criar gado, segundo a Funai.

A reserva fica nos municípios de Altamira e São Félix do Xingu. Uma equipe do Fantástico convidou alguns membros da aldeia para sobrevoar o local, e eles ficaram espantados com os imensos buracos na floresta.

O grupo que vive na área depende da caça, e eles têm sentido uma diminuição significativa no número de animais na região. Isso vem comprometendo a própria alimentação e a subsistência dos indígenas.

Fonte: g1.globo.com/amazonia

O Brasil esta dando lições ao mundo na área de meio ambiente,diz Lula

O presidente Luíz Inácio Lula da Silva afirmou hoje(1) que o Brasil,"cada vez esta dando uma lição ao mundo" em relação a medidas adotadas para preservar o meio ambiente. Em seu programa semanal Café com o Presidente, ele destacou ações de combate às queimadas e o desmatamento.

Ao comentar as comemorações da Semana Nacional do Meio Ambiente-que começa nesta segunda-feira-,Lula lembrou que nos últimos seis anos foram criados 25 milhões de hectares de áres de conservação na Amazônia.O objetivo, segundo ele, é proteger a biodiversidade e priorizar a manutenção do ecossistema brasileiro.

Outro ponto ressaltado pelo presidente foi a homologação de 10 milhões de hectares de terras indígenas no Brasil-entre elas a Reserva Indígena Serra Raposa do Sol."Além disso, estabelecemos preços mínimos para os produtos dessas reservas, garantindo o sustento de milhares de famílias e a preservação ambiental",disse ele.

Fonte:Agência Brasil