Seja bem-vindo! Hoje é

Só precisaram da oportunidade!!

Eles já passaram dos 30 , e logo reconheceram o valor de uma bolsa de estudos. "É uma oportunidade que nós agarramos de unhas e dentes, não reprovei nem um ano ", diz a psicóloga . A índia terena graduada em 2005 é hoje coordenadora do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), e está concluindo a pós-graduação em Psicopedagogia.
Casada e mãe de dois filhos, Elizete se preocupa com situação na área indígena de Dourados. Com o alcoolismo, em especial, que tem sido tema de seus trabalhos acadêmicos. Ela se aproximou mais dessa questão trabalhando na Funasa, órgão de saúde pública que atende às Aldeias de Mato Grosso do Sul. "Eu sempre pensei na proposta de trabalhar, não fora, mas sim dentro da comunidade indígena", falou.
O parente dela, Elias Moreira, 37, casado e pai de uma filha, seguiu a carreira da educação e é o coodenador de primeiro ao quinto ano do Ensino Fundamental, na escola Minicipal " Tengatui Marangatu ". Elias é o primeiro índio a se formar com a bolsa da PAEI, em . Antes, o pedagogo sequer cogitava cursar uma faculdade. " Na época, eu não tinha condições de fazer a faculdade" confidenciou.
Hoje, ele se põe como referência, quando sente um jovem desmotivado com a escola. "Nada na vida é fácil, mas jamais a gente vê em nossos alunos, muitas vezes , eles não conseguem ter o pensamento voltado para uma universidade, para uma coisa maior , e a gente se coloca comom exemplo."A UNIGRAN contribuiu muito com o nosso crescimento, e continua contribuindo, tenho certeza disso", declarou.


Fonte: Jornal Indígena, Amigo do Indio/edição especial