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Nesta Sexta, dia 11, tem 2ª Corrida Rústica Indígena

Nesta Sexta-feira, dia 11, acontece em Santa Rosa do Ocoí a edição da 2ª Corrida Rústica Indígena, promovida pela Direção da Escola Estadual Indígena Teko Ñemoingo, juntamente com o professor de Educação Física João Paetzold, envolvendo a comunidade, a escola, autoridades e Aldeia Indígena de Diamante do Oeste.

Fonte: jornalofarol.com.br

Sob escolta da PF, Funai retoma estudos de novas áreas

Por: Edivaldo Bitencourt


Quinze meses após polêmica e pressão dos produtores rurais, a Funai (Fundação Nacional do Índio) retomou, sob escolta da Polícia Federal, os trabalhos para identificar novas áreas indígenas na região sul de Mato Grosso do Sul. Três grupos de trabalho começaram a trabalhar há oito dias, segundo a administradora regional do órgão em Dourados, Margarida Nicoletti.

Os grupos estão realizando estudos antropológicos para identificar as novas áreas indígenas em 26 municípios da região sul. O último foi instituído pela Portaria 1.415/2009, da Funai, constituindo o grupo de trabalho para realizar o estudo nos municípios de Caarapó, Dourados, Fátima do Sul, Juti, Vicentina, Naviraí, Amambai e Laguna Caarapã.

O objetivo é ampliar a reserva dos índios da etnia Guarani Caiwá, que conta com uma população de aproximadamente 40 mil pessoas. Estima-se que as novas áreas poderão somar de 600 mil a 3 milhões de hectares.

Para barrar o estudo, em agosto do ano passado, os produtores rurais e o Governo do Estado chegaram a divulgar que a Funai pretendia transformar toda a região, em torno de 12 milhões de hectares, em área indígena.

Polêmicas – A criação de 39 novas áreas indígenas, prevista no TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) firmado pela Funai e o MPF (Ministério Público Federal), vem causando polêmica no Estado e é alvo de várias ações judiciais. A Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) e sindicatos rurais ingressaram com ações na Justiça Federal da Capital e do interior.

O governador André Puccinelli (PMDB), deputados estaduais e federais e representantes dos produtores participaram de reuniões para pedir o adiamento dos estudos com o ministro da Justiça, Tarso Genro, o presidente da Funai, Márcio Meira, e representantes da Presidência da República.

Os sindicatos rurais promoveram abaixo-assinados contra as portarias, que instituíram grupos de trabalho para realizar os estudos nas cinco microbacias hidrográficas dos rios Amambai, Apa, Rio Brilhante, Dourados e Iguatemi.

Ameaças – Sob pressão, os grupos voltaram a realizar os estudos neste mês, mas sob escolta de policiais federais de Campo Grande e de Dourados, segundo a Funai de Dourados. No entanto, segundo Margarida Nicoletti, as equipes não vão entrar nas propriedades rurais nesta fase.

Por causa da disputa fundiária na região, índios e produtores rurais já entraram em confronto em Paranhos, Coronel Sapucaia e Japorã. Em Paranhos, há cerca de 40 dias, está desaparecido um professor após o confronto entre indígenas e homens numa fazenda. O outro professor, Genivaldo Vera, foi encontrado morto num rio próximo do local do conflito.

fonte: campogrande.news.com.br

CIR desmente informação de que índios estão em situação de penúria

O Coordenador do Conselho Indígena de Roraima (CIR), Júlio Macuxi, desmentiu a afirmação do presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região, desembargador Jirair Meguerian, de que os índios que vivem na Terra Indígena (TI) Raposa Serra do Sol passam por uma "situação de penúria". As informações são do Jornal Folha de Boa Vista.

Macuxi afirma que a informação não procede, mas reconhece que algumas comunidades enfrentam dificuldades. Segundo ele, a maioria das etnias tem desenvolvimento de projetos para sustento próprio e alternativas econômicas. Em Raposa Serra do Sol, as comunidades são proprietárias de rebanhos bovinos que chegam a 30 mil cabeças, além de criarem suínos e desenvolverem piscicultura e produção de subsistência de milho, feijão e banana.

Algumas comunidades, como as aldeias de Pedra Branca e Maturuca, realizam, aos finais de semana, feiras-livres para comercialização de seus produtos. Além desses projetos de iniciativa das próprias comunidades, muitos indígenas recebem Bolsa Família, Auxílio Maternidade e aposentadoria previdenciária.

Os projetos do governo federal são executados pelo governo de Roraima e pelas prefeituras, que, segundo Macuxi, muitas vezes não têm interesse algum em investir nas comunidades. Ele cita o caso do programa Luz para Todos, que não chegou às populações indígenas, e afirma que deveria existir fiscalização desses programas para garantir que as verbas sejam efetivamente aplicadas. De acordo com ele, é necessário que a gestão federal invista em projetos nas comunidades para que elas próprias possam desenvolver alternativas e não precisem pedir favores ao governo.

A organização indígena está elaborando um projeto para regularizar a realização da garimpagem pelos próprios índios, especialmente nos locais onde a atividade representa o sustento da família. Macuxi acredita que a garimpagem não pode acontecer de maneira predatória e deve receber autorização somente se tiver baixo impacto ambiental e seguir as normas ambientais exigidas pelas leis brasileiras.

O CIR tem defendido que os povos indígenas de Raposa Serra do Sol precisam lutar por autonomia para que possam caminhar com as próprias pernas. Em assembleias regionais, Macuxi também afirma que os índios precisam tomar consciência de que não podem mais ficar mendigando recursos em gabinetes, nem pedindo favores a quem quer que seja. "Vocês não podem ficar dependendo desse Bolsa Preguiça", disse aos índios que estavam reunidos na Comunidade do Barro, há duas semanas, numa assembleia extraordinária do CIR.

As comunidades que enfrentam maiores dificuldades são as que lutaram por seu direito a terra, como explica Macuxi. Segundo ele, essas pessoas foram abandonadas depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) ordenou a retirada dos não-índios do seu território. Ele afirmou que o CIR está atento a tais comunidades e essas não podem ser penalizadas por atitudes erradas tomadas por suas lideranças.

(Fonte: Amazônia.org.br)

Aldeia indígena no Pará ganha centro de informática


A aldeia indígena do Mangue, no município de Itaituba (PA), ganhou um centro de informática. Os equipamentos foram instalados no domingo (29) e oferecem acesso à internet. O centro vai beneficiar os cerca de 150 índios das etnias munduruku e apiaká que vivem no local. A indiazinha paraense Ikõ Biray, de 12 anos, ficou entusiasmada com os computadores. “Quero ser enfermeira para ajudar meus irmãos índios”, disse ao navegar pela primeira vez na internet (Foto: Rodolfo Oliveira/Ag.Pará)

Font: g1.globo.com

Uneb inicia primeiro curso superior para indígenas na Bahia

Salvador - A Universidade do Estado da Bahia (Uneb) deu início ao curso de Licenciatura Intercultural em Educação Escolar Indígena (Liceei), ação pioneira no ensino superior da Bahia. A aula inaugural foi realizada, na noite de segunda-feira (30), no teatro da instituição, no Campus I, em Salvador.

Participaram do evento, 60 indígenas de 14 etnias de todo o estado, além de gestores da Uneb, do Governo do Estado e da Fundação Nacional do Índio (Funai), professores e estudantes.

O curso, com duração de quatro anos, conta com a parceria da Secretaria Estadual da Educação (SEC) e recursos do Ministério da Educação (MEC), no valor de R$1,9 milhão.

A licenciatura oferece 108 vagas semestrais, divididas entre os campi da universidade em Paulo Afonso e Teixeira de Freitas. Aproximadamente 400 indígenas concorreram ao vestibular para ingresso nessa primeira turma, realizado em março deste ano.

O projeto do curso foi desenvolvido pela Uneb, com participação de comunidades e associações indígenas da Bahia e órgãos públicos parceiros. Atualmente, apenas os estados de Mato Grosso, Acre e Amazonas oferecem cursos de nível superior para indígenas.

Justiça suspende reintegração de posse na fazenda de Pedrossian

Pedido do MPF é atendido e TRF-3 suspende reintegração de posse em fazenda em que Funai já havia demarcado a terra indígena Cachoeirinha

Por unanimidade, a 1ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) reformou decisão monocrática proferida pelo desembargador federal Luiz Stefanini e suspendeu os efeitos da decisão de primeiro grau que determinava a reintegração de posse de terras ocupadas por indígenas na fazenda Petrópolis, no município de Miranda, em Mato Grosso do Sul. Com esta decisão da 1ª Turma, os índios terenas poderão permanecer na área, já delimitada e demarcada pela Fundação Nacional do Índio (Funai) como sendo a terra indígena Cachoeirinha.

O recurso (agravo legal em agravo de instrumento, este interposto pelo procurador da República Emerson Kalif Siqueira) foi movido pelo procurador regional da República Paulo Thadeu Gomes da Silva em setembro, após o desembargador federal Luiz Stefanini concluir que a saída dos índios de Cachoeirinha, em cumprimento à ordem judicial da 1ª Vara de Campo Grande, motivava a perda de objeto do recurso. “A desocupação da Fazenda Petrópolis pela comunidade indígena Terena de Cachoeirinha, embora tenha se dado de forma pacífica, não se revela ato de vontade dessas pessoas, mas apenas e tão somente respeito e obediência às ordens judiciais”, argumentou o procurador em seu recurso. “Se assim fosse, todo cumprimento de determinação judicial implicaria a extinção dos processos por falta de interesse processual, raciocínio este que se revela inadequado”, prossegue Gomes da Silva, ressaltando que os terenas ainda disputam judicialmente a posse da terra na fazenda Petrópolis, que tem como proprietários o ex-governador de Mato Grosso do Sul, Pedro Pedrossian, e de sua filha, Regina Maura Pedrossian.

O procurador também se insurgiu contra o fato de o desembargador proferir uma segunda decisão monocrática no processo, extinguindo o processo sem levá-lo à apreciação da 1ª Turma, subvertendo a ordem processual e em “flagrante desrespeito ao princípio da colegialidade dos julgamentos dos recursos”. “Neste caso o Ministério Público Federal tem o direito de pleitear seja o julgamento do seu recurso proferido pelo colegiado, órgão competente para sua apreciação, na medida em que este poder jurisdicional não pode ser-lhe retirado, sob pena de ferir o princípio da colegialidade das decisões. Assim, não se pode tolher do colegiado a competência para se pronunciar sobre a decisão terminativa contra a qual se recorre, tal como fez o Em. Desembargador Federal Luiz Stefanini”, observa o procurador no recurso do MPF.

Outro ponto atacado por Gomes da Silva foi o fundamento do desembargador no sentido de que o MPF não teria legitimidade para atuar neste caso por se tratar de “comunidade indígena”, e não “população indígena”, como supostamente exigiria a Constituição Federal. Além do artigo 129 e 232 da Constituição Federal, o procurador transcreveu os artigos 5º e 6º da Lei Orgânica do Ministério Público da União (Lei Complementar 75/93), nos quais a atribuição do MPF na defesa dos indígenas é expressa – tanto com a utilização dos termos “populações” quanto “comunidades”.

“Inequívoco que os interesses que se pretende defender repercutem de forma direta no direito de os índios ocuparem a Terra Indígena Cachoeirinha, de inegável relevância social, pois consistente no direito à vida dos indígenas, ou seja, à sua própria sobrevivência e reprodução física e cultural”, pontuou o procurador no recurso.

A reforma da decisão do desembargador Luiz Stefanini ocorreu na sessão de ontem (1º/12) da 1ª Turma do TRF-3.

Justiça Federal de MS decide que área em Aquidauana é indígena!

A Justiça Federal de Mato Grosso do Sul decidiu que parte da fazenda Santa Bárbara, em Aquidauana é terra tradicionalmente ocupada por indígenas da etnia terena. O antigo proprietário havia pedido à Justiça que declarasse a área como terra não indígena mas o juiz decidiu o contrário, seguindo a argumentação do Ministério Público Federal (MPF). A decisão baseou-se em um processo administrativo demarcatório, perícia judicial antropológica e inspeção judicial. A área deve ser reocupada pelos índios e anexada à Terra Indígena Limão Verde, que já foi delimitada, declarada, demarcada e homologada oficialmente. A terra indígena vai passar a ter 5.400 hectares. É a primeira vez em Mato Grosso do Sul que a Justiça decide o mérito de uma disputa, envolvendo fazendeiros e índios, de acordo com a jurisprudência estabelecida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da demarcação da Reserva Indígena Raposa Serra do Sol (RR), este ano.

Fonte: correiodoestado.com.br

O povo guarani não será varrido da face da terra


Polícia, cadeia, tribunal, juiz, código penal, latinorum. Essas instituições raramente punem crimes cometidos contra índios. Por isso, os Guarani não confiam na justiça dos brancos. Conhecidos como os ‘teólogos da floresta’, só acreditam na reza - porahei, de onde tiram sua força e organização. Diante do altar numa casa da aldeia Pirajuí (MS), eles tocam o som agudo do mimby - um instrumento de sopro, dançam jeroky e entoam cantos sagrados, repetindo milhares de vezes, sem parar, como numa ladainha:

- Ore roimé nderehe’y! Ore roimé nderehe’ym…

Significa em português: “Nós sentimos falta de você”. A reza é feita numa língua que os desembargadores ignoram, mas que Nhanderu (Nosso Pai) entende muito bem, porque o guarani é a língua da fé, própria para rezar, cantar, louvar. Na reza, eles conversam com Nhanderu e com o espírito dos professores guarani - Rolindo Verá e Genivaldo Verá - assassinados por pistoleiros em Paranhos (MS), na fronteira com o Paraguai.

A ausência dos dois professores foi sentida na Primeira Conferência Nacional de Educação Escolar Indígena, realizada de 16 a 20 de novembro em Luziânia, na periferia de Brasília, quando foram homenageados com um minuto de silêncio por mais de 700 participantes que discutiram a organização de um sistema educacional responsável, hoje, por 2700 escolas indígenas em todo o Brasil. Numa delas, com 480 alunos, as crianças sentem falta de seus dois professores e também rezam: Ore roimé nderehe’ym.

A última lição

Por que índios armados apenas com giz e apagador são assassinados? Fiz a pergunta ao professor guarani Avá Guyrapá Mirim, presente à Conferência. Ele era amigo de Genivaldo e Rolindo e colega deles na Escola Municipal Adriano Pires. Contou que no dia 29 de outubro os dois integraram o grupo que tentou retomar a terra indígena Tekoha Ypo’i, onde estão enterrados seus avôs, e que hoje, com o nome de Fazenda São Luís, está ocupada pelo fazendeiro Firmino Escobar. Essa foi a última aula que deram.

Com essa aula, ensinaram uma lição escrita com o próprio sangue: os índios devem lutar por seus direitos. Cerca de 3.000 guarani vivem hoje encurralados na aldeia Pirajuí - uma pequena área de 2.118 hectares. Por isso, há dois anos, reclamaram na Justiça a posse do território ancestral, que lhes foi roubado. Mas o processo não andou, porque os fazendeiros ameaçaram os técnicos da FUNAI, encarregados dos estudos exploratórios de demarcação, e também por pressão do governador do Estado, André Pucccinelli (PMDB - vixe, vixe!).

A entrada dos guarani na área indígena ocupada pela fazenda visava justamente acelerar o estudo antropológico, que representa a única forma de evitar os conflitos, porque é ele que vai determinar quais são as áreas indígenas e quais não são. No entanto, pistoleiros expulsaram os índios: “Eles chegaram atirando balas de borracha. Derrubaram a gente no chão, bateram, chutaram, gritando: Aqui não é terra de bugre, essa terra tem dono”.

Impedidos assim de reverenciar seus mortos, lá enterrados, os guarani se dispersaram na mata. Quase todos retornaram à aldeia Pirajuí, com ferimentos e hematomas no corpo. Menos os dois professores, que desapareceram. No dia 7 de novembro, o cadáver de um deles, Genivaldo, foi encontrado no córrego Ypo’i, enroscado ao galho de uma árvore, com duas perfurações no corpo. O outro, até hoje, não foi localizado.

Os índios encaminharam documento ao Ministério Público Federal (MPF), divulgado ontem, dia 21, na comunidade virtual ‘literatura indígena’, pelo guarani Chamirin Kuati Verá, denunciando “a violência armada dos fazendeiros” e indicando ao procurador Thiago dos Santos de Luz os nomes dos criminosos: Joanelse Pinheiro, Toninho e Blanco. Enquanto aguardam a resposta, cantam e rezam: Ore roimé nderehe’ym.

A despedida

Quem contou tudo isso foi Avá Guyrapá Mirim, na conversa que mantivemos durante os intervalos da Conferência Nacional de Educação Indígena em Luziânia. Ele pediu que não fosse publicado seu nome em português, para evitar represálias. Deu mais informações.

Genivaldo, 21 anos, casado, pai de um filho, ensinava informática. Seu primo, Rolindo, 28 anos, com quatro filhos, era professor da quarta série. Ambos estavam concluindo o Curso Ará Verá de Magistério Guarani-Kaiowá. Suas respectivas mulheres estavam em adiantado estado de gravidez. Um dia, visitaram com elas as sepulturas dos avôs, dentro da fazenda, e começaram a sonhar em recuperar a terra para lá viverem com suas famílias. Uma das filhas de Rolindo, de dez anos, acompanhou o pai na visita ao túmulo do avô e na retomada da terra.

Numa mensagem escrita numa folha de caderno, em português, sua segunda língua, Rolindo se auto-definiu: “Eu sou índio guarani, uma pessoa de muitas perguntas, gosto de ouvir os mais velhos, os conselhos, as histórias das vidas que as pessoas idosas levaram na época que os fazendeiros chegaram no lugar em que elas habitavam. Para ser feliz hoje, tudo estes pensamentos que é a nossa realidade deve ser registrado ou feito no papel para que as crianças possam pelo menos ouvir, relembrar ou até mesmo conquistar”. A frase faz parte de um banner denunciando sua morte.

Seus colegas professores Guarani Kaiowá escreveram uma mensagem de despedida, lida na Conferência, na qual dizem: “Os dois desapareceram. Não viverão nas terras que queriam viver, não vão mais fazer roça para alimentar seus filhos, não vão mais educar suas crianças, não vão mais dançar quaxiré (ritual de festa Guarani), não vão fazer novas rezas, não vão ser tamõi (avós). Não verão a lei se cumprir. Porque ela demorou muito, muito mais que a bala que tirou a vida deles”.

O silêncio

O que ainda surpreende é o silêncio espantoso, quase cúmplice, da mídia de circulação nacional, tanto sobre o assassinato dos professores guarani, quanto em relação à Conferencia Nacional de Educação Indígena, que desenhou as diretrizes para as escolas indígenas, num evento em Brasília, aberto pelo ministro da Educação Fernando Haddad, com a presença de centenas de índios, falando dezenas de línguas diferentes. Se isso não for notícia, eu não sei o que é jornalismo.

A Conferência aprovou a criação dos chamados ‘territórios etnoeducacionais’, que reorganiza a educação escolar bilíngüe e intercultural em novas bases, respeitando a territorialidade dos povos indígenas. Quanto ao território guarani, vale a pena transcrever as palavras de Ava Guyrapá Mirim, encerrando nossa conversa:

“Vamos continuar a luta pela terra, isso já está no nosso espírito, achamos força na reza, na dança, no canto. Nossa esperança maior agora é Nhanderu, que vai nos orientar e dar força para recuperar a terra. Os dois morreram, mas o sonho dos guarani não desaparece jamais”.

O Brasil generoso e solidário precisa manifestar sua indignação, exigindo a punição dos criminosos e apoiando a luta dos guarani pela recuperação de suas terras. As vozes do Brasil solidário precisam sufocar a truculência do outro Brasil: o Brasil covarde, o Brasil indiferente, o Brasil cínico, o Brasil omisso, o Brasil que continua a tratar a população indígena de forma colonialista.

Conforme informações de Ava Guyrapá Mirim, oito dias depois do assassinato de Rolindo, sua mulher, grávida, pariu um filho. Uma semana depois, foi a mulher de Genivaldo quem deu à luz uma criança. Os dois órfãos, ainda sem nome, trazem uma mensagem de esperança, de que o povo guarani não será varrido da face da terra.

♦ O professor José Ribamar Bessa Freire coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ), pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO) e edita o site-blog Taqui Pra Ti .

Foto: Francisco Edviges
Fonte: blogdaamazonia.blog.terra.com.br

ATAQUES CONTRA BISPO E PADRES DE GUAJARÁ-MIRIM EM SÃO FRANCISCO

O povo católico de São Francisco do Guaporé ficou revoltado pelos ataques e calúnias contra seu Bispo, Dom Geraldo Verdier, contra um padre de sua diocese, Padre Josep Iborra Plans (Pe. Zézinho) e contra o CIMI (Conselho Indigenista Missionário), por parte de políticos do Município de São Francisco e por um Deputado Estadual de Rondônia.
A Audiência Pública, convocada pela Câmara dos Vereadores, aconteceu no dia 7 de novembro de 2009, na Linha 6 de Porto Murtinho, na Escola Polo Pereira e Cáceres, com a presença de 150 pessoas. O Senador Valdir Raupp e a Deputada Marinha Raupp estiveram presentes numa parte da audiência. Foi depois da saída deles que o ambiente se tornou de uma violência intolerável, chegando até à instigação do povo para a efusão de sangue! Vamos aos fatos.

1. Ausência do Bispo na Audiência O Senhor Prefeito de S. Francisco do Guaporé, Sr Jairo Borges Faria chamou a atenção do Bispo Guajará-Mirim de modo inconveniente : “Cadê a Igreja? Cadê o bispo? Eu quero o bispo aqui explicando para a gente o que realmente está acontecendo, porque eles querem tomar nossas terras! Porque o Bispo não veio a esta audiência?

- Senhor Prefeito, em 31 anos de administração diocesana, jamais falhei a um compromisso assumido. Jamais fugi de uma situação de crise, de violência, de injustiça atingindo meus diocesanos. Se não estive presente em São Francisco (1.000 km de Guajará), é simplesmente pelo fato que o Presidente da Câmara não me informou, nem me convidou por internet, telefone ou fax, nem por intermédio do Pe da Paróquia, Pe Francisco Trilla.

Quanto à grave acusação : “Estes padres não gostam de quem planta na terra, eles querem que a gente passe fome, se humilhe na fila do sopão, que a gente fique mendigando e passando necessidade”, estas palavras demostram que Va Excia não conhece a atuação dos padres, das Irmãs e dos leigos voluntários da Igreja Católica nesta região, desde 1932. A Igreja mantém obras sociais e promocionais como o HOSPITAL BOM PASTOR (45 anos) e a Escola Profissionalizante “CENTRO DESPERTAR” (20 anos) em Guajará-Mirim, para 500 alunos, e agora está formando 1.000 operários, a pedido da Firma “Camargo Correia”, para a Barragem de Jirau. A diocese construiu, ainda em Guajará-Mirim, uma bela e espaçosa casa para os anciãos, a CASA SÃO VICENTE DE PAULO. Além do mais, criou em Costa Marques, há quarenta anos, um JARDIM DE INFÂNCIA, “BEIJA FLOR”, que forma 350 crianças, a maioria de famílias carentes. Em termos de promoção social, o padre Zezinho espalhou dezenas de placas solares para os ribeirinhos e colonos do Vale do Guaporé, e por iniciativa dele um grupo de 26 agricultores das paróquias desta região, dois deles das Linhas de Porto Murtinho, são beneficiadas por um projeto de agroecologia, e a Igreja Católica tem financiado a construção dos dormitórios da Escola Família Agrícola (EFA) de São Fancisco do Guaporé.. Temos ainda um escritório para a documentação dos Bolivianos no Brasil e uma equipe que financia telhados para os carentes, construindo sua primeira casa.

E quando Va Excia fala de “humilhar-se na fila do sopão”, lembro que aqui, em S. Francisco do Guaporé, o Irmão José Maria Sala atende no seu sopão, há quase 7 anos, com recursos próprios e do povo generoso desta cidade, 2 vezes por semana, 30 famílias carentes! Sopão que, infelizmente, poderá ser fechado por falta de ajuda suficiente, pois recebe apenas 400 RS mensais de vossa administração municipal.

2. Graves acusações do deputado Estadual Lebrão O senhor José Eurípides Clemente (deputado Lebrão) foi mais contundente ainda em suas ofensas e acusações. Isto me choca tanto mais, este que sempre me manifestou respeito e atenção. Nesta Audiência Pública ele passou dos limites.
O primeiro ataque frontal foi contra os estrangeiros: “Não sei por que têm tantos estrangeiros aqui nessa região? Eles são todos espiões! Querem explorar nossas riquezas”.
Deputado, todos entenderam que Va Excia se referia ao bispo e aos padres Claretianos da região. Dizer que “são todos espiões” é uma calúnia e uma injustiça que ofendem toda a Igreja Católica!
Enquanto ao número de estrangeiros, quero salientar o seguinte: Pe José Roca, Irmão José Maria, Pe Zézinho e eu mesmo somos naturalizados brasileiros. Uma vez aposentado, pretendo deixar meus ossos na beira do Guaporé, nesta terra e no meio deste povo que amo e que me manifesta tanto carinho. Para tranquilizá-lo, informo que os três quartos de meus padres são brasileiros natos!
Nem acreditei quando li no relato da Audiência esta afirmação que muito me chocou: “Basta olhar para os meninos de olhos azuis correndo por ai e perguntar de quem são filhos?”. Esta infeliz ironia machucou o povo católico que conhece a dignidade de vida de nossos padres e sua dedicação.
Enfim a declaração mais grave: “Vocês, moradores, precisam defender suas terras com unhas e dentes, nem que corra sangue na canela!”. Deputado, esta incitação à violência dá a impressão que regredimos num tempo em que a Amazônia era uma terra sem lei! O que não é o caso, o senhor bem sabe!

Tudo isso me deixou estarrecido! Passamos agora à posição da Igreja no conflito entre colonos e índios, que motivou a Audiência Pública: .

Sabemos que anos atrás, ali no Limoeiro e no Rio Mané Correia , tinha índios e foram expulsos de suas terras. A história nos diz isso e os documentos o comprovam.
Sabemos que muitos posseiros, vieram de outros lugares à procura de um pedaço de terra para o sustento de suas famílias, sem saber se ali seria área indígena ou não. Muitos morreram com malária e outras doenças. Outros não suportaram o sofrimento e foram embora. Mas muitos resistiram às doenças, estradas ruins, dificuldades financeiras e etc. E hoje, essas pessoas se encontram com a grande preocupação de perderem suas terras.
A igreja, nem o CIMI, tem poder de decidir se as terras voltam para os índios ou se ficam com os posseiros. Isto é privilégio e dever dos orgãos governamentais, que só respondem pela demarcação de terras.
Portanto, a Igreja e o CIMI não respondem pela demarcação de terras, como alguns dizem ou pensam. A Igreja, porém, não pode ficar fora da luta. Ela sempre está e estará ao lado dos mais injustiçados e sofridos.
Nós, Bispo, Padres, Irmãs, missionários leigos, brasileiros e estrangeiros não possuímos nenhumas terras aqui. Somos simplesmente enviados em missão de evangelizar e de lutar por um mundo mais justo.
O Padre Zezinho, o mais criticado, tem visitado as comunidades dos ribeirinhos e ajudado naquilo que ele pode. Não existe nenhum político que tenha feito um trabalho a favor deste povo ribeirinho (saúde, reconhecimento das comunidades quilombolas e placas solares) como o padre Zezinho, povo esse, que muitas vezes fica abandonado pelos políticos.
Nós como Igreja, vamos continuar fazendo a nossa parte. Por isso, diante dos fatos ocorridos, declaramos que:
· Os Índios Puruborá têm o direito de recuperar uma parte das terras que lhes tiraram; e os Índios Miguelenos têm o direito de voltar à área do Limoeiro que eles reivindicam.
· Nenhum pequeno produtor que conseguiu sua terra com esforço e dignidade, perca esta terra ou seja prejudicado.
· As autoridades responsáveis pela demarcação de terras agilizem esta demarcação, para que todos, índios e colonos, tenham paz e possam viver como irmãos.
· Qualquer pessoa, antes de acusar a Igreja, procure conhecer o trabalho que ela realiza com amor e justiça há décadas!

Dito isto, vamos continuar, com serenidade e confiança em Deus, o nosso trabalho de evangelização e lutar, sem ódio, mas com firmeza, por um mundo de justiça, solidariedade e paz.

São Francisco do Guaporé, 20 de novembro de 2009

Dom Geraldo Verdier
Bispo de Guajará-Mirim

Fonte: tudorondonia.com

PF envia 2 equipes a Paranhos para apurar morte de índio

Por: Aline dos Santos
A PF (Polícia Federal) de Naviraí enviou duas equipes hoje a Paranhos para investigar a morte do professor indígena Genivaldo Vera. O índio guarani desapareceu após um conflito com homens armados na Fazenda São Luiz, em Paranhos, a 472 quilômetros de Campo Grande.

O corpo foi localizado no último dia 7, em um córrego, mas o IML (Instituto Médico Legal) confirmou a identidade da vítima somente na última sexta-feira.

A assessoria de imprensa da PF em Naviraí informou apenas que os policiais vão ao local para “verificar a situação”.

O laudo do IML ainda não foi repassado à PF. Segundo o laudo, o indígena apresentava uma fratura no tórax. Segundo o médico legista da Coordenadoria de Perícias, Ronaldo Rosa, a causa da morte de Genivaldo não foi afogamento.

Segundo o legista, preliminarmente, é possível apontar que quando o corpo foi parar na água já estava em óbito. O corpo de Genivaldo Vera foi levado para Paranhos na última sexta-feira.

Após o conflito, os indígenas também denunciaram o desaparecimento de Rolindo Vera, primo de Genivaldo. Ele ainda não foi localizado.

Fonte: campogrande.news.com.br

Sting e Raoni se unem contra a hidrelétrica de Belo Monte


SÃO PAULO - "Quando o presidente Lula me deu uma medalha, ele disse que não ia assinar a construção da barragem de Belo Monte", afirmou neste domingo, 22, em São Paulo o líder indígena Raoni, ao lado de um velho amigo, o cantor britânico Sting. "Fico preocupado: será que ele falou a verdade para mim?", questionou o cacique, tendo como intérprete seu sobrinho, o líder indígena Megaron. Raoni recebeu, em 2007, a Ordem do Mérito Cultural do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.



O leilão da hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), aguarda a licença ambiental do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e deve acontecer em janeiro. Com um projeto estimado em R$ 20 bilhões, a usina é classificada pelo governo como essencial para garantir a oferta de energia elétrica necessária para o crescimento do Brasil. É também uma das grandes obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).



"Eu sei que a obra faz sentido do ponto de vista econômico, mas, do ponto de vista ecológico, talvez não seja uma boa ideia", afirmou Sting, ex-líder da banda Police, durante entrevista na casa de Beto Ricardo, um dos coordenadores da ONG Instituto Socioambiental. O cantor conheceu Raoni durante o 1º Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, na cidade de Altamira (PA), em fevereiro de 1989, e se engajou na luta pela demarcação das terras indígenas no Xingu. Logo em seguida, Sting criou em Nova York a Rainforest Foundation, ao lado de sua mulher Trudie.



Os líderes indígenas Raoni e Megaron reclamaram que seu povo não está sendo ouvido pelo governo. "Quando planejou Belo Monte, o governo não conversou com o índio", disse Megaron. "O índio não sabe o que é audiência pública, acha que é para brigar. O presidente Lula acha que pode usar seu poder para fazer de qualquer jeito Belo Monte. Não pode ser assim."



Entre 28 de outubro e 2 de novembro, as lideranças indígenas do Xingu fizeram uma reunião na aldeia de Piaraçu (MT), para discutir o projeto de Belo Monte. Desse encontro resultou uma carta endereçada ao presidente Lula, em que as tribos se opõem à construção da usina, e questionam um parecer técnico da Fundação Nacional do Índio (Funai) que é favorável à obra.



"Meu povo está crescendo, e o governo quer fazer uma grande barragem em Belo Monte, que pode atingir a terra do meu povo", disse Raoni. "O Rio Xingu tem que ficar como está. Vivemos de peixe e de caça. Eu defendo a comida do meu povo. Vocês precisam respeitar meu povo. Meus netos e seus netos vão viver em paz, quando eu morrer."



O Brasil é signatário da Convenção 69 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que garante os direitos dos povos indígenas. Essa convenção prevê que o governo precisa conseguir o consentimento prévio, livre e informado dos povos indígenas, antes de tomar medidas que os afetem. No caso de Belo Monte, Megaron afirmou que não teve nenhuma notícia de conversas para apresentar o projeto e conseguir o consentimento.



Sting disse saber que o País precisa de eletricidade, mas que "talvez haja uma alternativa a essa usina". O cantor se apresentou na noite deste domingo em São Paulo, e abriu o microfone para Raoni discursar. "Vamos tocar enquanto ele fala. Seremos a banda de apoio de Raoni", disse sting mais cedo.



Em Brasília, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse neste domingo que o adiamento da concessão de licença ambiental para as obras de Belo Monte, não trará "efeitos maiores" ao cronograma do projeto. O governo espera que a usina comece a gerar energia em 2014.



Fonte: estadao.com.br

Comitê Intertribal abre os Jogos Indígenas em Paragominas






Idealizador dos Jogos dos Povos Indígenas, Marcos Terena abriu oficialmente na manhã deste sábado (31), em coletiva à imprensa realizada no Espaço Cultural de Paragominas, a décima edição do evento. Os jogos devem reunir mais de 1,3 mil índios de várias etnias, representando todo o país, que chegam à cidade em ônibus lotados.

Seundo Terena, os povos indígenas têm nos jogos um momento de celebração, mas também de continuação da luta pela valorização de sua cultura. "Nós vamos lutar para usarmos a cor verde que simboliza a nossa floresta e a nossa diversidade nos jogos olímpicos do Brasil. Vamos exigir que a Nike faça tênis de borracha que não afeta o meio ambiente", disse ele, que dirige o Comitê Intertribal, organização não governamental que promove os jogos.

O vice-presidente do Comitê, Lísio Lili Terena, defendeu a manutenção da cultura indígena. "O estado nacional (no governo militar), com sua estratégia homogeneizadora, queria nos colocar à margem do processo. Mas nós sobrevivemos e estamos aqui para dizer que estamos vivos", declarou.

Para Lísio, os indígenas são povos puros, não são "sobrantes de outras culturas", e importantes para a preservação do meio ambiente. "Hoje, o estado já reconhece a nossa importância na preservação, mas nem sempre foi assim. Se nós estamos aqui é porque não desistimos e lutamos", frisou, num discurso contundente em defesa de seus hábitos e costumes, mas sem exaltação.

A secretária nacional de Desenvolvimento do Esporte, Rejane Penna, informou que o Ministério dos Esportes apoia ações que preservam a diversidade cultural e ressaltou a importância de eventos como os Jogos dos Povos Indígenas: "A gente discute muito a lei de incentivo ao esporte, mas se esquece de como é difícil ter apoio para esses eventos. Por isso, a importância do patrocínio da Eletrobras e da Caixa Econômica".

A cerimônia de abertura será às 17 horas deeste sábado no Parque Ambiental de Paragominas, onde está montada a arena olímpica para a realização dos jogos até o próximo dia 7 de novembro.

Elielton Amador - Secom

Fonte: agenciapara.com

Pedrossian diz que Funai desrespeita direito da propriedade em MS

O ex-governador de Mato Grosso do Sul, engenheiro Pedro Pedrossian, escreveu um manifesto sobre a atuação da FUNAI no Estado, em relação a questões envolvendo o desrespeito ao direito de propriedade. É um relato histórico da ocupação legal de terras em MS, e as ações que seriam articuladas pela FUNAI.

CONFIRA NA ÍNTEGRA:

É vergonhoso o que a FUNAI, Ongs e CIMI estão fazendo ao Mato Grosso do Sul, em relação à questão indígena, expondo-nos de forma irresponsável, perante o país e o Mundo, devolvendo aos nossos campos – outrora produtivos – invasões que se baseiam no desrespeito à justiça e ao direito de propriedade, criando uma tutela particular em causa própria, no legítimo exercício arbitrário das próprias razões, atos condenáveis pelo ordenamento jurídico vigente numa democracia.

Tratam a questão indígena com a brutalidade dos que praticam a lei do mais forte, remetendo a todos – índios e fazendeiros - ao período onde a “espada era a lei”, atropelando, desrespeitando as decisões do STF, guardião maior da Constituição Federal, vigente. Dessa forma, iguala-se aos Conquistadores do Velho Mundo, que por aqui chegaram pelo Descobrimento, e que de forma sagaz trocavam “espelhinhos por ouro”. Hoje, trocam estudos antropológicos inservíveis pela antiga boa convivência entre lideranças indígenas e proprietários de terras, transformando nossos campos em autêntico barril de pólvora.

Com efeito, a propriedade - pedra angular que norteia a democracia - obriga aos que a detém e experimentam o vácuo pelo descumprimento da justiça, a defender sua propriedade contra as invasões, com os recursos disponíveis. Isso remete os prejudicados aos primórdios da sociedade, quando a defesa das divisas e bens, eram feitos na base do “quem pode mais chora menos”.

O clima de boa convivência desaparece. Todos estamos atravessando tempos de incertezas e à mercê de ameaças que não condizem com o patamar de desenvolvimento que este Estado vive. O mais curioso é que não se pode acusar as lideranças indígenas, sem antes passarmos pelo desrespeito da FUNAI à Constituição; à decisão jurídica do STF e desaguarmos na agitação que está sendo promovida por ela com vistas à algo muito maior na subjetividade dos ataques às propriedades e as expansões das reservas.

A resultante não poderia ser outra, senão o desaparecimento de dois índios em Paranhos, vitimados por uma invasão mal sucedida calcada no desrespeito à uma decisão judicial em relação à terra invadida. A questão social do índio está relegada à segundo plano, e todo o equilíbrio social balança ante as incertezas de um amanhã em nossos campos. Estimula-se o ódio entre índios e brancos, quebrando a cordialidade, o respeito e a pacífica convivência entre essas duas importantes culturas que geraram este país.

Lanço o preâmbulo acima, para me referir à Fazenda Petrópolis, de minha propriedade, invadida pela segunda vez, de forma absurda e desrespeitosa à Justiça, que me garantiu o direito - e aos meus funcionários - de trabalhar e produzir dentro da tranqüilidade de um Estado de Direito, e que vê na pecuária sul-mato-grossense, sua principal fonte de riqueza e de arrecadação.

Nossos funcionários foram expulsos nos mesmos moldes que Adão e Eva o foram do Paraíso – segundo a Bíblia –, num desrespeito à sentença judicial que me garantia o direito de trabalhar e produzir.

Se engana quem imaginar estar havendo um processo de “retomada” como quer fazer acreditar a FUNAI. A Aldeia Cachoeirinha, de Miranda – minha vizinha - foi demarcada pelo então Major Cândido Mariano Rondon, entre 1904/1905, quando das “primeiras migrações Terenas para o cerrado mato-grossense”, registro datado de 08/01/1951, assentado no Cartório de Imóveis da Comarca de Miranda, Livro B-2, FLs. 58, e registrada sob o número de ordem 530, com os seguintes confrontantes (vizinhos): Ao norte, com terras de Manoel Fonseca; Ao sul, terras do Coronel Gentil; ao poente e a leste com terras de João Batista Fonseca.

Tanto é, que em 1997 os líderes indígenas: Sabino Albuquerque, Ezídio Albuquerque, Rufino Calendário, Adolfo Pedro e Izidoro Pinto, procuraram o governador da época, reconhecendo os limites da reserva criados em 1904 e 1905 por Cândido Mariano Rondon. Pediram então “que os marcos da Aldeia Cachoeirinha fossem aviventados nos rumos e distâncias constantes do título definitivo”.

E nesse ato de aviventação da aldeia cachoeirinha nos aparece um “antropólogo” ligado à ONG C.T.I, que é objeto de várias denúncias de malversação da questão indígena e beneficiamento de interesses estrangeiros no Brasil (EIR - Alerta Científico e Ambiental", organização científica, com sede no Rio de Janeiro, à rua do México, n° 31 - s/202, CEP 20031-144, sobre o C.T.I., ONG com sede em São Paulo), e cria uma reserva de 36.000 hectares do nada, sem atentar que a Aldeia Cachoeirinha e outras já se encontram delimitadas e demarcadas há décadas e que os índios haviam apenas e tão somente solicitado a aviventação dos limites e confrontações da aldeia cachoeirinha demarcada por Rondon (pedido feito em 1997).

A Fazenda Petrópolis foi por mim adquirida há 50 anos atrás – e isso é atestado pela própria FUNAI quando avaliou benfeitorias existentes ali com mais de 50 anos de construção -, sendo “parte remanescente da área do Coronel Gentil Augusto de Arruda Fialho, que requereu suas terras da chamada “Posse Sant’anna” iniciada em 1871, com título emitido em 09/08/1893. Ele conseguiu legalizar suas terras no Governo de Mato Grosso, em 20/12/1898, segundo certidão do IDATERRA de 16/05/2001. Esse é o histórico da minha fazenda, e demonstra que “As terras confrontantes NUNCA foram terras de índios”, havendo convivência proveitosa, pacífica e fraternal entre os índios da Aldeia Cachoeirinha e seus vizinhos.

Tive a honra de governar o Mato Grosso uno e o Mato Grosso do Sul por duas vezes consecutivas, e fui senador da República. Tão logo assumi o Governo do Estado de Mato Grosso, conhecedor dos problemas fundiários existentes na época, e que faziam imperar a lei do mais forte, ou a chamada “Lei do 44”, minha primeira providência foi fechar o Departamento de Terras, que assim permaneceu nos meus cinco anos de governo. Poderia – na época – legalizar em meu nome ou no de “laranjas” milhões de hectares, e não faria qualquer diferença. Não o fiz por questões éticas e morais que sempre me moveram como homem público a serviço desta sociedade. Se o tivesse feito, seria hoje um latifundiário; entretanto, vivo com meu salário e como um médio pecuarista possuidor de 2,2 mil hectares, que é a área da Fazenda Petrópolis.

Como governador de Mato Grosso do Sul, implementei a integração deste Estado, rasgando estradas por lugares onde apenas o avião chegava. Poderia ter cercado igualmente milhões de hectares, mas não o fiz pela consciência da ética e da moralidade, expressões máximas de meus governos. Por isso, do alto da autoridade que tenho para tornar público a presente denúncia que faço, valho-me da oportunidade para chamar à atenção da FUNAI, pedindo-lhe que respeite a decisão do Supremo Tribunal Federal, prolatada segundo recente decisão sobre a Reserva Raposa Serra do Sol, cujo acórdão é tácito: “É vedada a ampliação da terra indígena já demarcada”.

É impossível entender como a FUNAI, o Ministério Público Federal e o Ministério da Justiça, resistem em se curvar à essa decisão, incitando com suas práticas: a desavença, o ódio, o rancor, a violência, a insegurança, a angústia e outras mazelas neste Estado, onde outros produtores rurais – assim como eu – sofrem com as invasões e a desobediência por parte da FUNAI em fazer cumprir a lei, a ordem, e a decisão emanada pelo STF.

Uma “portaria” do Ministro da Justiça, jamais deveria se sobrepor à Constituição; ainda mais quando interpretada claramente pelo STF, através de seu Plenário, com todos os Ministros, de forma a não mais permitir dúvidas. O vazio criado pela falta de respeito à lei; a inobservância às razões apresentadas pelos fazendeiros sul-mato-grossenses ao Ministro da Justiça a quem coube assinar uma portaria “já pronta”, elaborada pela FUNAI, e editada com fundamento em assertivas feitas pela FUNAI ao Ministro da Justiça que não são verídicas, tem revoltado a classe rural produtiva deste Estado, ganhando a dimensão de confrontos corporais em nossos campos.

Vejam que apesar de ter havido prévia audiência dos confrontantes quando do processo de demarcação da Cachoeirinha por Rondon - folhas 08 e 09 do processo administrativos da FUNAI -, isso em 1905, o Sr. Ministro da Justiça, antes de assinar a malsinada portaria que fundamenta todas essas invasões e desrespeito, questionou se se tratava de aumento da área e teve como resposta – folhas 617/618 também do processo administrativo – uma falsa informação prestada pela FUNAI de que até o ano de 1965 referida região era inóspida e sem atividade econômica.

Essa informação que fundamentou a assinatura da Portaria pelo Ministro da Justiça não é verdadeira.

Dessa forma é possível explicar o lamentável acontecimento de Paranhos que pode – e deve – ser debitado na irresponsabilidade desse órgão, e outros lamentáveis episódios, porque age em desconformidade com a lei e à margem da legalidade, distanciado da moralidade.

Não há “retomada”. O que a FUNAI está promovendo é a pura e simples “apropriação indébita de bens”, demonstrando ser um órgão descontrolado, carente de ética e moralidade; inapropriado para defender as questões indígenas, por fomentar e fermentar a intranqüilidade e a insegurança em nossos campos. A FUNAI “pensa” ser um poder independente e que não deve se submeter à legislação vigente no país, se esquecendo que é “parte” de um todo administrativo; sem poder legislativo para “fazer” e sim para “respeitar” a lei.

Presta ela, nesse instante, um desserviço à Nação. Se a Aldeia Cachoeirinha já está demarcada e titulada; Se o processo de demarcação foi deflagrado “antes” da Constituição de 1998, a dedução é óbvia: “Não se trata de terra indígena”. E, se a FUNAI trabalha para o aumento da reserva indígena, que desaproprie as propriedades confrontantes à reserva justificando para isso o “interesse social” e pague pelos imóveis a remuneração justa.

Se há uma decisão do STF que permite o pagamento das propriedades vizinhas às aldeias já demarcadas, como ocorre com a Aldeia Cachoeirinha, porque a discriminação com os indígenas, incitando-os aos confrontos desnecessários?

A obediência à lei, no caso presente, seria a forma mais eficaz e rápida de atender aos índios no Estado.

Falta, apesar do discurso, verdadeiramente, vontade política e decência no trato com a coisa pública e com a classe produtora rural do Estado. (Com informações do Dourados News)
Fonte:capitalnews.com.b

Quinze mil índios escolhem novos capitães de aldeias em Dourados

Quase quinze mil índios da Reserva Indígena de Dourados vão às urnas no dia 20 de dezembro, data do aniversário da cidade, para eleger os novos capitães das aldeias Bororó e Jaguapiru.

A eleição está mobilizando dez candidatos que disputam um mandato de quatro anos. Disputam o cargo de capitão da aldeia Bororó os índios Ricardo Arce, César Isnardi, Carlos Benites, Tibúrcio Fernandes e Chatalim Benites.

A aldeia Bororó fica na região mais empobrecida da Reserva Indígena onde vivem cerca de oito mil índios. Há vinte anos que o agricultor Luciano Arévalo é capitão da Bororó que pela primeira vez realiza uma eleição direta.

Na Aldeia Jaguapiru, onde moram aproximadamente sete mil indígenas, disputam o cargo de capitão o estudante de Administração de Empresa Izael Terena, Laucidio Flores, Renato de Souza, Catalino e Diomar Peixoto. Há vinte anos que a reserva de Dourados tem dois capitães. “Antes tínhamos apenas um capitão para as duas aldeias”, afirmou Izael Terena que está fazendo campanha diariamente em todos os locais da reserva.

Poderão votar na escolha de capitão todos os índios maiores de dezesseis anos que tenha documento de identificação com fotografia. No dia 20 dezembro haverá urnas na Escola Araporã na Aldeia Bororó e na Escola Ramão Martins da Jaguapiru.

Izael Terena e Chatalim Benitez estão na disputar e na tarde desta quarta-feira estavam fazendo campanha na Praça do Cinquentenário onde um grupo de índios está acampado em protesto a permanência da administradora regional da Funai Margarida Nicoletti no cargo.

Izael e Chatalim defendem a demissão imediata de Margarida por entenderem que ela é “nociva” para os índios douradenses que na opinião dos candidatos “estão com dificuldades para sobreviver por causa da política adotada pela administradora”.


Fonte: fatimanews.com.b

Lei sobre ensino da história e cultura indígenas terá de ser apoiada "para pegar"


O Senado recebeu, nesta quarta-feira (11), uma série de sugestões para garantir o cumprimento da lei que tornou obrigatória a inclusão de conteúdos relativos à história e à cultura indígenas no currículo oficial da rede de ensino. Na opinião de quatro debatedores que participaram de audiência pública na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), os parlamentares devem incentivar a formação dos professores e a produção de material didático sobre a história e a cultura indígenas e criar espaços para que as lideranças indígenas participem efetivamente do processo de discussão do ensino dessas matérias e dos demais temas de seu interesse.

Foi recomendado também aos senadores ficarem atentos às tentativas de aprovação de leis que possam representar um retrocesso e apoiar reivindicações dos povos indígenas.

As ideias foram apresentadas a partir da pergunta feita pelo presidente da comissão, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), sobre o que os debatedores esperavam dos parlamentares em relação à obtenção das metas para o ensino das matérias contidas na lei, que também inclui a cultura afrobrasileiras. Durante o debate, episódios de discriminação e repressão foram relatados por dois representantes de povos indígenas.

Álvaro Tukano, idealizador do projeto Séculos Indígenas no Brasil, contou, por exemplo, que, no colégio de padres salesianos em que estudou, os índios perdiam a merenda se falassem suas línguas. E a técnica de educação da Fundação Nacional do Índio (Funai) Mariléia Taiua, do povo Kurâ-Bakairi, relatou que o primeiro animal que seu pai aprendeu a desenhar na escola foi um elefante, e que as línguas e os rituais indígenas eram proibidos:

- Foi uma educação massificadora, homogeneizadora a que a geração de meus pais recebeu. Hoje, estamos tentando reverter isso - disse.

Raízes

Mariléia Taiua disse que os índios querem contribuir para que a lei sobre o ensino das culturas indígenas e afro-brasileira "pegue", a fim de que os brasileiros possam conhecer suas raízes e a diversidade cultural do país, o que poderá ajudar a mitigar o preconceito: "Queremos protagonizar esse processo", afirmou.

Álvaro Tukano disse que as crianças devem aprender que, antes da colonização, existiam mais de 1.500 povos indígenas no Brasil. Hoje, conforme informou, há 220 povos que "tomam conta da biodiversidade do país", reunindo cerca de 750 mil índios (segundo dados do IBGE) que falam 180 línguas distintas.

- Prestamos um grande serviço ambiental para o Brasil e a humanidade. Quem atrapalha o progresso é a monocultura, a devastação da Amazônia para introduzir gado, a grilagem de terra.

Álvaro Tukano afirmou que a situação da saúde dos povos indígenas é péssima, e que eles estão sendo vítimas de muita violência. Criticou a postura de "parlamentares de esquerda" contra a demarcação de terras indígenas e disse que o Parlamento não pode ser um espaço privilegiado "para quem continua cometendo crime ambiental ou grilagem de terra", ou para quem está envolvido em escândalos:

- Meu povo foi barbaramente violado e continuará a ser se não houver educação - acrescentou, para depois dizer que os povos indígenas esperam eleger senadores e governadores.

André Ramos, historiador indigenista e educador da Funai, afirmou que a educação contribuirá para pôr fim à visão dualista que há na sociedade a respeito dos povos indígenas, com os estereótipos do "mau selvagem" e do "bom selvagem". Outra distorção, segundo ele, é o de que os índios são inimigos do progresso. Há também a crença de que há muita terra para pouco índio:

- O primeiro desafio é rompermos esses estereótipos. Os povos indígenas são povos contemporâneos da sociedade brasileira, que enfrentam todos os problemas e desafios da modernidade. Não se consegue ver os povos indígenas como aliados do futuro do país, um país politicamente correto do ponto de vista ambiental e da sociodiversidade.

Outros desafios apontados pelo historiador foram a promoção de uma mudança nos livros didáticos, que ainda conteriam muitas ideias sem fundamento, e do diálogo entre a universidade, que tem grande produção de teses e dissertações sobre os povos indígenas, e a educação básica.

Frank Coe, coordenador-geral do projeto Séculos Indígenas no Brasil, apresentou o projeto - um trabalho de documentação da situação dos povos indígenas no Brasil, de seu cotidiano e dos problemas que enfrentam, realizado sob orientação essencialmente indígena, que reúne 45 horas de imagens em vídeo e mais de 3 mil fotos de 20 etnias, em 12 estados, num trajeto que totalizou 30 mil quilômetros. O projeto, como explicou, inclui uma ação educativa, com a formação de professores.

Rita Nardelli / Agência Senado

Cristovam: Brasil ficará melhor se lei sobre ensino de cultura e história indígenas for cumprida
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
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André inaugura em Dourados obras viabilizadas por Geraldo


Governador vem para inaugurar frentes de asfalto, reforma de escolas, entre outras ações

O governador André Puccinelli estará no próximo dia 6 de novembro em Dourados, inaugurando e entregando uma série ações realizadas pelo governo do Estado. Entre esses investimentos, constam várias frentes de asfalto viabilizadas pelo deputado federal Geraldo Resende, por meio de recursos federais e contrapartida estadual. A inauguração da Escola Indígena Guateka, além da reforma das escolas estaduais Menodora e Tancredo Neves também são ações articuladas por Geraldo e o governo do Estado junto ao Ministério da Educação, que serão entregues à população.

A agenda do governador no dia 6 deverá começar às 8h30min, quando acontecerá a entrega de chaves de 100 unidades habitacionais construídas na Aldeia Jaguapiru e a inauguração da Escola Estadual Indígena de Ensino Médio Guateka Marçal de Souza e entrega de duas patrulhas mecanizadas para atender as aldeias.

Às 9h30min ocorrerá a inauguração de 100 unidades habitacionais na Aldeia Bororó, seguida, às 11h00, da inauguração da Usina São Fernando Açúcar e Álcool Ltda. Na parte da tarde, está marcada, às 13h30min, da assinatura de ordem de serviço para reforma da captação subterrânea do sistema de abastecimento de água e inauguração da reforma de Escola Estadual Presidente Tancredo Neves.

Continuando a visita a Dourados, às 14h30min, o governador inaugura a reforma da Escola Estadual Menodora Fialho de Figueiredo; e às 15h30, está prevista a inauguração do Ambulatório de Saúde da Unidade de Internação Laranja Doce. Às 16h00 acontecerá a entrega da pavimentação asfáltica e drenagem urbana de diversos bairros na região do Parque Nova Dourados, seguida, às 16h30min da entrega de ação semelhante na região do Jardim dos Estados. A agenda termina às 17h00 com a inauguração da reforma do prédio da Polícia Civil do 1.º Distrito Policial.

Fonte: www.agorams.com.br

Audiência debate educação escolar indígena !!!


A política pública de educação escolar indígena do Estado do Rio Grande do Sul, desde a educação infantil até o ensino superior, é tema de audiência pública na manhã desta terça-feira (27). O debate é promovida pela Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia e ocorre no Plenarinho, 3º andar.
O governo estadual é responsável por 58 escolas indígenas kaingang e guarani, do primeiro ao nono ano. De acordo com a representante da Secretaria Estadual de Educação e coordenadora das escolas Indígenas do Rio Grande do Sul, Jeni Jussara Reck, houve avanço na elaboração de material didático na língua materna dos alunos. Alguns livros já estão formatados, com participação de representantes indígenas dos colégios. A coordenadora destaca ainda que, neste ano, se atingiu a formação específica de todos professores que atuam nas escolas indígenas. Quanto à formação de professores de nível superior, afirma que existe carência de cursos específicos.
A audiência foi requerida pelo Conselho Estadual dos Povos Indígenas. Participam representantes das comunidades indígenas, governo estadual e Ministério Público.
redacao@al.rs.gov.br
Postado por Nelson silva // JORNALISTA
Fonte: fattosefottos.blogspot.com

Congresso debate saúde bucal indígena em Campo Grande

A saúde bucal indígena estará em discussão no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, em Campo Grande, nos dias 29, 30 e 31 de outubro, durante o 2° Congresso Internacional de Odontologia de Mato Grosso do Sul, que tem como tema “Odontologia para todos: uma questão de cidadania”.

No primeiro dia do evento, às 8h30, será realizada a 1ª Mostra Estadual de Odontologia. A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) apresentará experiências exitosas na área odontológica para os povos indígenas, com os sequintes temas: Módulo de saúde bucal – uma ferramenta estratégica de informação da atenção à saúde indígena (André Luiz Martins); Técnica de arte e sua aplicação clínica em aldeias indígenas (Cassiano Cappellesso); A importância da prevenção de saúde bucal em crianças indígenas entre seis meses e cinco anos de idade na Aldeia Buriti (Fabiana M. Freitas Escudero); A integração da equipe de saúde indígena no acompanhamento dos pacientes diabéticos das aldeias Argola e Moreira, do município de Miranda (Cynthia S. Naito Costa); e Avaliação da prevalência de cárie dentária entre escolares indígenas da Escola Municipal Indígena Araporã, de Dourados (Fernando Lamers).

Em Mato Grosso do Sul, a Funasa conta com um Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) dividido em 15 pólos-bases em municípios estratégicos e três Casas de Apoio à Saúde dos Povos Indígenas (Casai). O órgão atende 68.792 indígenas em 74 aldeias das etnias guarani, kaiowá, terena, kadiwéu, kinikinaw, guató, ofaié e atikum. Os pólos-bases estão estruturados como unidades básicas de saúde e contam com uma equipe multidisciplinar de saúde indígena, composta principalmente por médico, enfermeiro, dentista e auxiliar de enfermagem, que desenvolvem, entre outros trabalhos, o Programa de Saúde Bucal.

Biossegurança

Simultaneamente à Mostra, a partir das 8h30, a bióloga e mestre em Saúde Coletiva Liliana Junqueira de Paiva Donatelli ministrará a palestra Saúde Bucal Indígena: biossegurança em odontologia. Já no sábado (31), às 8h30, ela abordará o tema Biossegurança em Odontologia: uma questão de saúde e ética.

Segundo a bióloga, os dentistas devem estar permanentemente atentos à biossegurança – conjunto de procedimentos adaptados no consultório com o objetivo de dar proteção e segurança ao paciente, ao profissional e a sua equipe. “É preciso lembrar que existem riscos inerentes à atividade odontológica, riscos biológicos, físicos, ergonômicos, químicos e de acidentes”, alerta.

Para Liliana, um dos erros mais comuns cometidos no dia a dia da profissão são os procedimentos isolados. “As atitudes devem ser coordenadas; além disso, existe também a banalização do risco e falta uma liderança, no sentido de comprometer a equipe como um todo, e um projeto de biossegurança”, analisa.

A bióloga defende a realização dos procedimentos de biossegurança inclusive nos atendimentos prestados em locais de difícil acesso. Entre os cuidados mais simples, mas fundamentais, Liliana aponta a utilização de equipamentos de proteção individual, como aventais, gorros, luvas e máscaras, e a esterilização dos instrumentais em autoclave (equipamento específico para o procedimento) a cada paciente.


Serviço
O 2º Congresso Internacional de Odontologia de Mato Grosso do Sul é uma realização da Associação Brasileira de Odontologia seção de MS (ABO/MS) em parceria com o Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso do Sul, o Conselho Federal de Odontologia, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e o Sindicato dos Odontólogos de MS (SIOMS).
Outras informações sobre o evento e a programação completa estão disponíveis no site: www.cioms2009.com ou pelo telefone 67 3383-3842. Informações sobre o Programa de Saúde Bucal da Funasa podem ser obtidas pelo telefone 67 3325-4264.


FOnte: www.msnoticias.com.br

Audiência entre índios e Famasul será na 3ª Vara Federal da Capital

A audiência de conciliação entre indígenas Terena e fazendeiros para discutir impasse em Sidrolândia será na 3ª Vara da Justiça Federal em Campo Grande. O tema principal a ser debate é com relação à ocupação da querência São José, que ocorre desde o dia 17 de outubro. O objetivo é encontrar uma solução pacífica. O encontro será no dia 5 de novembro.

Na semana passada, índios (representantes de nove aldeias) e membros da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) foram a São Paulo (SP), sede do TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), para sensibilizar os desembargadores do tribunal das dificuldades que vivenciam em seu local de origem devido aos conflitos com fazendeiros, que já se estendem por alguns anos.

Os Terena da região praticam a agricultura voltada para subsistência, com a plantação de milho, mandioca e batata-doce.

Outras duas fazendas, 3R e Cambará, haviam sido ocupadas, mas já foram deixadas após acordo firmado entre índios e fazendeiros, na sede da Famasul, em Campo Grande, em encontro inédito – em que, pela primeira vez, indígenas e representantes de fazendeiros teriam conversado frente a frente, sem intermédio do Ministério Público ou da Funai (Fundação Nacional do Índio).

Por: Marcelo Eduardo – (www.capitalnews.com.br)

IV encontro das Igrejas Indígenas

Por: Ronildo Jorge


Aconteceu na Aldeia Jaguapiru, entre os dias 16, 17 e 18 deste mês, na cidade de Dourados, o encontro da Igrejas Indígenas, com a participação Igrejas de diferentes denominações: Batistas, Presbiterianos,Quadrangular, Unidas, Uniedas, Presbiteriana Renovada, vindos de vários lugares tais como: Aldeia Agua Bonita(Campo Grande), Bananal (Aquidauana),Tereré(Sidrolândia), Teí'kue(Caarapó), Pirajuí(Paranhos).
O encontro tem como objetivo principal o fortalecimento entre o povo indígena evangélico, troca de experiências e intercâmbio dentre os mesmos, nestes três dias, índios das etnias Terena, Guarani e Kaiowa puderam colocar relatos de vida e dificuldades enfrentadas diariamente, os preletores convidados foram da Faculdade Teológica e Seminário Batista Ana Wollermam, as palestras e cultos ficaram por responsabilidades da Igreja anfitriã, a primeira Igreja fundada na Aldeia Jaguapiru , e tem como representantes: o Terena presbítero e Fundador da Igreja, Guilherme Felipe Valério, e o Pastor da Igreja Indígena: o Terena Hélio Nimbu,
segundo um dos organizadores: "O Encontro foi muito positivo, pois mesmo com muita chuva e falta de energia na parte da tarde no sábado, por causa da forte ventania, a população indígena não desanimou e marcou presença nos cultos, a Igreja Ficou superlotada, em um total de mais ou menos 2 mil pessoas, a equipe organizadora teve muito trabalho mais valeu a pena, isso nos anima ainda mais para promovermos o V Encontro."
Diante de toda dificuldade enfrentada nas aldeias de Dourados, as Igrejas Indígenas vem enfrentando muitas barreiras, pois na media em que são instaladas nas Reservas, batem de frente com o modo de vida do indivíduo, algumas lideranças são contra o evangelho dentro das Aldeias, não apenas aqui na região, mas em todo o território nacional, em um ponto todos são unânimes, a medida em que o indígena se aproxima da "Palavra de Deus", abandona alguns hábitos, como o cigarro a bebida e a droga, que é muito comum hoje na Jaguapiru, isso não significa também que ele deixa de ser índio, ou deixa de falar sua propria língua, ao contrário é exatamente neste momento em que ele(o índio) deve usar o sua fala tradicional.

Com carta de Zauith, índios seguem hoje para São Paulo

Por: PAulo Fernandes
campogrande.news.com.br

Dois ônibus com 93 índios da etnia Terena de Sidrolândia (68 km de Campo Grande) saem nesta noite daquela cidade rumo a São Paulo, onde eles tentarão uma audiência no TRF 3ª Região para tentar dar andamento relativo a um processo antigo de demarcação e posse de terras na região.

O ônibus foi cedido por produtores rurais após acordo inédito com índios na Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul). Índios das nove aldeias que ficam entre Sidrolândia e Dois Irmãos do Buriti estão entre os passageiros, segundo o representante do Conselho Estadual do Direito do Índio Vinício Jorge - inclusive três da aldeia Buriti sede que ainda ocupava fazenda na região, mas podem deixar as áreas nesta noite.

Os índios Terena não têm audiência marcada no TRF 3ª região, mas levam na bagagem uma carta assinada pelo governador em exercício, Murilo Zauith, solicitando que eles sejam recebidos

Uma chance às crianças indígenas

Por:Danielle Santos
Publicação: www.correiobraziliense.com.br


O olhar triste dos índios Marité e Tixumagu da etnia Ikpeng, de uma aldeia do Xingu, no Mato Grosso, denota a desilusão em ter de abandonar os costumes da comunidade para viver na cidade em busca do novo. O motivo da fuga está no colo do casal: os trigêmeos que nasceram este ano e que não foram aceitos pela comunidade por uma tradição cultural que acredita que filhos vindos da mesma gestação podem trazer azar. Para evitar o sacrifício deles, prática comum nesses casos, a família teve de ser forte para quebrar a regra e seguir outro caminho. "Tenho certeza de que eles vão se orgulhar da gente quando crescerem. Tenho orgulho de ter conseguido seguir com essa ideia e não deixá-los morrer", diz o pai.

O líder indígena Tabata Kuikuro, também da comunidade xinguana, foi tão firme quanto o casal Marité e Tixumagu ao saber que sua esposa deu à luz gêmeos, hoje com dois anos. E não pensou duas vezes: "São meus filhos, como vou deixar alguém fazer mal a eles, deixar matar igual se mata bicho?"

Já o tio de Pautú Kamayurá não teve a mesma sorte ao nascer gêmeo do pai dele. Morreu logo depois do parto por acreditarem ser ele um "amaldiçoado". Os dramas como o de Marité, Tixumagu, Tabata e Pautú se misturaram a tantos outros e viraram um documentário intitulado Quebrando o silêncio. O material, colhido ao longo de três anos, com depoimentos de comunidades de diversas etnias, é de responsabilidade de uma índia Terena que resolveu pesquisar sobre o infanticídio pelas aldeias por onde andou. Mãe de um bebê de 1 ano e sete meses de nome Tenó, Sandra Terena disse que sempre ouviu falar sobre o assunto quando pequena, mas não acreditava que ainda fosse tão comum em comunidades que já têm contato com os "brancos".

A jovem diz não querer mudar a concepção cultural e colocar a prática do infanticídio como um crime, mas apenas alertar para a necessidade de uma assistência especial às famílias que não aceitam mais essa crença dentro de suas comunidades. "Constatei que muitas famílias - a maioria jovem -, que estudam e trabalham fora da aldeia, não enxergam mais suas tradições como eram antes, e a pressão da comunidade as obriga a se encaixar numa situação que não tem mais fundamento para elas", diz Sandra.

Busca de apoio
A riqueza de detalhes contados em 80 horas de fita, três anos de captação e mais dois meses de finalização, rendeu um documentário de 29 minutos e virou um meio para sensibilização e busca de apoio. Na última quarta-feira, Sandra Terena enfrentou 22 horas de viagem até Brasília para mobilizar autoridades do governo e parlamentares. "Quero batalhar por ajuda em todos os lugares".

Narradora do documentário e fundadora da Ong indígena Sirai-i, Divanet da Silva, casada com um índio há 14 anos, adotou três crianças indígenas, filhas de pais diferentes, que seriam enterradas vivas pelas famílias. "No início, foi complicado levar esse assunto para as famílias, mas aos poucos fui conquistando abertura".

Survival denuncia devastação em terra indígena no Paraguai

A Ong Survival International está denunciando a invasão por tratores do território de um grupo indígena isolado em uma das regiões mais remotas do Paraguai.

Imagens de satélite capturaram o estrago causado pelos tratores, alugadas pela empresa brasileira Yaguarete Pora S.A. para desmatar a área, planejada para tornar-se pasto. Alega-se que Jacobo Kauenhowen, proprietário de uma grande empresa de tratores na colônia menonita Loma Plata, situada nas proximidades, tenha alugado o maquinário.

A entrada dos tratores na terra indígena é absolutamente ilegal, tendo em vista a suspensão da licença de operação da Yaguarete S.A. na área, decretada pelo governo anteriormente.

Os Ayoreo-Totobiegosode representam a única tribo não contactada na América do Sul fora da Amazônia. No ano passado milhares de hectares de sua terra da região chamada Chaco, no norte do Paraguai, foram destruídos pela Yaguarete e outra empresa, River Plate S.A.


Alguns Totobiegosode já foram contactados e tem familiares dentre aqueles que continuam isolados na floresta.

Segundo uma organização local que apóia os Totobiegosode, a Yaguarete deixou claro que ‘não respeita os direitos indígenas, tampouco as leis do Paraguai’.

Tribos isoladas são extremamente vulneráveis a qualquer tipo de contato devido a sua falta de imunidade às doenças externas. Em seu relatório emergencial às Nações Unidas em 2008, a Survival International descreveu a ameaça aos Totobiegosode como ‘a mais grave ameaça a um povo indígena em qualquer lugar do mundo’.

Stephen Corry, diretor da Survival, declarou hoje: ‘Os tratores precisam parar, devem ser retirados do território Totobiegosode. Que tipo de governo ficaria de braços cruzados enquanto isso continua?’


Leia sobre esta historia na página Survival na internet (em inglês): http://www.survivalinternational.org/news/4979

UFSC - Instituto Brasil Plural traz 1ª Mostra de Arte Indígena

Será inaugurada nesta sexta, 9/10, às 18h30, nas dependências do Museu da Escola Catarinense, a 1ª Mostra de Arte Indígena. O evento, que acontece até o dia 31/10, traz a Florianópolis cerâmicas, cestarias, máscaras, filmes e mesas redondas, além da exposição `Naakai: a trama ritual na vida Wauja`, integrante do acervo do Museu de Antropologia e Etnologia da UFPR.
O objetivo da mostra é expor as produções artísticas de grupos indígenas brasileiros, mostrar a heterogeneidade destas culturas que em geral parecem homogêneas e, ainda, colocar em diálogo duas tradições de conhecimento referentes a estes povos: a questão da terra e dos direitos humanos das populações indígenas brasileiras e a riqueza cosmológica e artística destes grupos, que se expressam na sua produção artística e na forma como lidam com a natureza.

Além das máscaras, feitas pelo grupo indígena Wauja, a Mostra exibirá cerâmicas do grupo Kadiweu, do Mato Grosso do Sul, e artes e cestarias Guarani, feitas pelo grupo Mbya-guarani de Morro dos Cavalos, município de Palhoça. A mostra inclui ainda exibição de filmes realizados por indígenas e por antropólogos com realização de debates logo após as exibições.

O encerramento terá o filme ´Cheiro de Pequi`, com a presença de um de seus realizadores, Mutua Mehinako (do grupo KUIKURU).

Fonte: www.planetauniversitario.com

Feira do Livro Indígena traz cultura indígena para população cuiabana


Por:Lucas Bólico
www.olhardireto.com.br


A Feira do Livro Indígena de Mato Grosso, que estreou nesta terça-feira (6) na praça da República, traz à população cuiabana a cultura indígena de forma gratuita. E a feira do livro não se limita à literatura. Estão incluídas diversas atividades culturais, como pintura corporal, artesanato, música, filmes e muito mais.

O escritor Ailton Krenk, da nação indígena Krenk, diz que a iniciativa é ótima. Ele conta que foi muito bem recebido em Cuiabá, sem passar por discriminação ou constrangimento algum. Para ele, um dos pontos altos da feira são os debates literários de alto nível. Apesar das aparentes diferenças, Krenk diz não ver barreiras culturais entre brancos e índios, mas sim uma boa aceitação do multiculturalismo.
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A feira expõe livros feitos sobre índios e livros feitos por índios. No estande da Secretaria de Educação do Estado, ambos podem ser encontrados, porém apenas para exposição. Jorge Xavier, um dos responsáveis pelo estande, acredita que cada vez mais, índios estão se inserindo no ‘mundo dos brancos’, e uma feira que expõe a cultura indígena de forma gratuita à população ajuda a romper preconceitos e quebrar paradigmas.

Além das obras literárias, ainda há espaço para artesanato indígena. O rústico e o moderno, o indígena e o urbano se encontram, por exemplo, no porta pen drive feito de forma artesanal em formato de tatu.

O Programa ‘Artíndia’ também está marcando presença na feira. O projeto, que é uma oficina de arte brasileira, ralizado em mais de 200 aldeias indígenas está com suas obras expostas e à venda.

As lembranças da feira podem ser levadas não só na mente ou por meio de mercadorias, mas também na pele. Tatuagens de rena, ao estilo indígena também podem ser feitas na feira.

O agronegócio incendiário e racista!

"Sequer à beira das estradas os índios são tolerados. Querem vê-los distante ou embaixo da terra para tranqüilizarem suas consciências", escreve Egon Heck , do Conselho Indigenista Missionário - Mato Grosso do Sul, denunciando nova chacina contra a comunidade Kaiowá Guarani , no Mato Grosso do Sul
Eis o artigo.
“Você quer ver, vem olhar aqui, tem quatro bugres mortos, vem ver!”, o tom de deboche e ameaça era revelador de um quadro tétrico de racismo e ódio que se julgava restrito às páginas da história de extermínio das populações indígenas no continente e no mundo. Mas naquela hora do meio dia de 18 de setembro, à beira da BR 486 , a cena era muito real. Enquanto uma integrante do Cimi fotografava o que restou das casas queimadas, onde ainda a fumaça e pequenas chamas eram visíveis, os agentes de segurança e peões da fazenda faziam uma cerca para isolar o córrego e impedir o acesso dos índios, eles davam um show de racismo. “Esses vagabundos tem mais é que morrer!”, exclamavam enquanto repetiam sons de tiros para amedrontar a pessoa que estava fazendo o registro de mais uma violência absurda contra a comunidade Kaiowá Guarani do Apika’y , acampada há uns dez quilômetros da cidade de Dourados .
Damiana , a líder religiosa, esteio do grupo que há mais de uma década luta pelo pedaço de terra tradicional, já tendo sido expulsa diversas vezes, mas que não desiste de ter um pedaço de terra tradicional para viver, fazia o relato dramático da agressão sofrida pelo seu grupo por volta de uma hora da madrugada. Em torno de dez pessoas chegaram atirando sobre os barracos onde se encontravam dormindo os indígenas. Um deles foi ferido na perna atingido por uma bala. No desespero, várias mulheres foram atingidas pelos agressores com socos e pontapés. Logo foram colocando fogo nos barracos, queimando com todos os pertences dos indígenas. Documentos, roupas, bicicleta, lona, madeira, tudo em pouco tempo estava reduzido a cinzas. Os Kaiowá Guarani ,indefesos e transtornados, viam mais essa cena de vandalismo.
Quando começou a clarear o dia, foram denunciar o fato e pedir providências.Alguns foram para a Funasa pois estavam feridos. Outros foram à FUNAI relatar os fatos e pedir socorro. Burocraticamente tudo foi muito lento. A administração regional da FUNAI disse que sequer conseguira que um dos procuradores do órgão registrasse a denúncia. Foram então encaminhados ao Ministério Público Federal. Até o meio dia, ninguém dos poderes públicos responsáveis havia chegado até o local, que dista a uns dez quilômetros da cidade de Dourados .
Não fazia ainda uma semana quando há menos de cinqüenta quilômetros daí, no município de Rio Brilhante , tivesse acontecido o despejo da comunidade de Laranjeira Nhanderu e dois dias depois suas casas queimadas pelos fazendeiros e sua milícia armada.
Tudo isso acontece enquanto os Kaiowá Guarani esperam ansiosamente a volta dos grupos de trabalho para concluírem os trabalhos de identificação dos tekoha , terras tradicionais deste povo.Quantas violências, mortes, feridos, presos terão que suportar até terem suas terras demarcadas conforme exige a Constituição e leis internacionais? Sequer à beira das estradas os índios são tolerados. Querem vê-los distante ou embaixo da terra para tranqüilizarem suas consciências.
Fonte: 
Instituto Humanitas Unisinos, Internet, 26-9-09

Índios Paraguaios Vendem Artesanato na Internet


Por: Guilherme Dreyer Wojciechowski - SopaBrasiguaia.com

Indígenas de comunidades carentes residentes na periferia da capital paraguaia, Asunción, ganharam, nesta semana, uma nova maneira de expor seus produtos artesanais. Com o apoio da Secretaria Nacional da Infância e da Adolescência (SNNA), uma página web foi habilitada para atendê-los.
 Assim, ao aceder aos endereços http://www.snna.gov.py/cerropoty ou http://artesaniavambya.webnode.com, o visitante pode conferir o catálogo do artesanato produzido nas comunidades Avá e Mbyá guaranis de Cerro Poty e adquirir o produto diretamente da fonte, aumentando a renda e os ganhos dos produtores.
Instalados há 10 anos aos pés do Cerro Lambaré, ponto turístico da região sul da capital paraguaia, os grupos indígenas consistem em 28 núcleos familiares oriundos dos departamentos (estados) de Caazapá, Caaguazú, Guairá e San Pedro.
Além do projeto com os referidos índios, a SNNA pretende, ainda, expandir o trabalho, que inclui atividades de organização comunitária e valorização das tradições, a outras comunidades situadas em áreas urbanas e envoltas em ambientes de degradação social e cultural.

FLIMT terá participação de Mato Grosso do Sul



Está confirmada a participação do Mato Grosso do Sul na Feira do Livro Indígena de Mato Grosso (FLIMT), que será realizada de 06 a 10 de outubro no Centro Histórico de Cuiabá. A confirmação da participação foi feita neste domingo (20.09) pela Assessoria da Secretaria de Estado de Cultura de Mato Grosso (SEC/MT).
Mato Grosso do Sul será representado na FLIMT pela Fundação Cultural de Mato Grosso do Sul e a Universidade Federal (UFMS) e ainda há a possibilidade da Universidade Católica Dom Bosco e o Pontão de Cultura Guaicuru também participarem do evento.
A FLIMT
A Feira do Livro Indígena de Mato Grosso (FLIMT) é um evento voltado para a divulgação da cultura indígena, onde serão realizados lançamentos e leituras de livros, encontro de escritores, contação de mitos e histórias, oficinas, palestras, pinturas corporais e sarau.
A realização da feira foi instituída pelo Governo de Mato Grosso no dia 12 de agosto de 2009, no qual sua organização e divulgação ficou a cargo da Secretaria de Estado de Cultura (SEC/MT).
Ao todo estão previstas a exposição de aproximadamente 200 títulos de autores indígenas regionais e nacionais de 700 etnias durante os cinco dias de evento no Histórico de Cuiabá, no Palácio da Instrução e Praça da República.
Confira a programação da FLIMT:
06 de Outubro – Terça
MANHÃ
9h - Cerimônia de Abertura
Apresentação indígena do grupo Nação Nativa
Lançamento do Concurso de Literatura Indígena
Lançamento da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas
Lançamento da Academia dos Saberes Indígenas
Com as presenças de Ailton Krenak, Alvaro Tukano, Marcos Terena, Estevão Taukane, Joaquim Crixi Munduruku, Daniel Munduruku.
Abertura do Seminário de Bibliotecas Públicas de Mato Grosso
TARDE
14h00
PINTURA CORPORAL
Elias Maraguá e Xohã Karajá
14h
SEMINÁRIO DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS
Mesa: Salime D. Marques, José Geraldo Riva, Dênio Peixoto Ribeiro, Nádia Ferreira Montenegro
14h30 / 17h
CAXIRI LITERÁRIO
Público: aberto
Tema: Literatura Indígena: o tênue fio entre escrita e oralidade
Mediador:
Daniel Munduruku
Expositores:
Graça Graúna
Manoel Moura Tucano
Eliane Potiguara
Yaguarê Yamã
17h
LANÇAMENTOS
Cartões postais Nambikwara
O Banquete dos Deuses - Daniel Munduruku
Antologia de textos indígenas (a confirmar)
19h
ENCERRAMENTO
Sarau teatral
Grupo Nação Nativa
07 de Outubro – Quarta
MANHÃ
09h
CAFÉ LITERÁRIO
Público: educadores
Tema: A literatura e a Ilustração infanto-juvenil na sala de aula: caminhos possíveis.
Mediadora: Yasmin Nadaf
Expositores:
Jô Oliveira – Ilustrador
Maurício Negro – Escritor e Ilustrador
Heloisa Prieto – Escritora
Severiá Idioriê – Professora Indígena
Anna Claudia Ramos - Escritora e Presidente da AEI-LIJ.
09h
RODA DE HISTÓRIAS INDÍGENAS
Ely Macuxi e Eliane Potiguara
11h
PINTURA CORPORAL
Cleomar Umutina e Rony Wasiry
TARDE
14h
PINTURA CORPORAL
Jones Munduruku e Luciano Umutina
14h30
PERFORMANCE ARTÍSTICA
Mauricio Negro e Luciana Kaingang
15h00
RODA DE CONVERSA
Heloisa Prieto e Anna Claudia Ramos
15h30
RODA DE HISTÓRIAS INDÍGENAS
Yaguarê Yamã e Cleomar Umutina
17h
LANÇAMENTO
Estranhas Desventuras - Heloisa Prieto – Companhia das Letrinhas
Criaturas de Ñanderu – Graça Graúna - Editora Amarylis - um selo editorial da editora Manole
19h
ENCERRAMENTO
Sarau Poético com Carlos Tiago Saterê e Graça Graúna e Grupo Nação Nativa
08 de Outubro – Quinta
MANHÃ
9h
CAXIRI LITERÁRIO
Tema: Movimento Indígena e Educação
O movimento indígena como um importante instrumento na formação da consciência brasileira
Mediadora: a definir
Expositores: Ailton Krenak
Estevão Taukane
Álvaro Tukano
09h
RODAS DE HISTÓRIAS INDÍGENAS
Olivio Jekupé Guarani
09h
OFICINA
A arte Gráfica dos Povos originários
Cleomar Umutina , Luciana Kaingang e Xohã Karajá
10h
LANÇAMENTO SEDUC
UNEMAT
10h30
PERFORMANCE ARTISTICA
Jô Oliveira e Yaguarê Yamã
11h30min
RODA DE CONVERSA
Olivio Jekupé e Álvaro Tukano
TARDE
14h
PINTURA CORPORAL
Elias Maraguá e Rennê Nambikwara
14h30
TOQUE DA FLAUTA NAMBIKWARA
15h
CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS
Luciano Umutina e Luciel Boroponepá
17h
LANÇAMENTO
A Onça e o Fogo - Cristino Wapichana
19h
ENCERRAMENTO: Sarau musical com Marcelo Munduruku e Cristino Wapichana
09 de Outubro – Sexta
MANHÃ
09h
CAFÉ LITERÁRIO
Palestra com Áurea Cavalcante.
Tema: As Línguas Indígenas em Mato Grosso: situações de contato e diversidade
Público: aberto
09h
PINTURA CORPORAL
Marcelo Munduruku e Umutinas
10h
Lançamento UNEMAT
TARDE
14h
PINTURA CORPORAL
Umutinas
14h30
OFICINA
A arte Gráfica dos Povos originários
Xohã Karajá, Elias Maraguá e Luciana Kaingang
14h30
CAXIRI LITERÁRIO
Tema: A temática indígena na Sala de Aula
Mediador: Jucélio Paresi
Expositores:
Edson Kayapó (doutorando em educação)
Darlene Taukane (mestre em educação)
Chiquinha Paresi
Marcos Terena
17h
LANÇAMENTO
A Palavra do Grande Chefe - Daniel Munduruku e Mauricio Negro - Global Editora
19h
ENCERRAMENTO
Sarau musical – Márcio Bororo
10 de Outubro – Sábado
MANHÃ
9h
PINTURA CORPORAL
Umutinas
9h30
CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS
Olívio Jekupé e Luciana Kaingang
10h
LANÇAMENTO
Os Índios Xarayés - Paulo Pitaluga -
Os Índios Cuyabás – Paulo Pitaluga
O Fervo da Terra - Deborah Goldemberg
TARDE
14h
PINTURA CORPORAL
Umutinas
14h30
CAFÉ LITERÁRIO
Público: autores regionais
Tema: Caminhos para a literatura em Mato Grosso
Mediador: Yasmin Nadaf
17h
LANÇAMENTO
As pegadas do Curupyra - Yaguarê Yamã
19h
FESTIVAL DE ENCERRAMENTO
Danças indígenas
Umutina
Xavante
Bororo
Nambikwara
Encerrando com a música do Cristino e do Márcio Bororo.

Indígenas libertam servidores da Funasa em Sidrolândia

Os indígenas da aldeia Córrego do Meio libertaram na madrugada de hoje os servidores da FUNASA (Fundação Nacional de Saúde) seqüestrados na manhã de ontem, no município de Sidrolândia. O motorista Oséas Bezerra Lins, o médico Zelik Trabjer, as dentistas Luana Bertagnolli e Fabiana Freitas, e o presidente do Condisi (Conselho Distrital Indígena) Fernando Silva estiveram sob o domínio dos indígenas, que exigiam a saída de Fernando Silva da presidência do Condisi.
De acordo com a Funasa, os servidores iriam fazer o atendimento de rotina na aldeia, quando acabaram presos no local. A Polícia Federal de Campo Grande foi até o local onde foram feitas as negociações. Por volta das 18 horas de ontem, as duas dentistas foram libertadas. O restante do grupo permaneceu com os indígenas até a madrugada, onde por volta das 4 horas da manhã foram libertados.
Oito indígenas e o servidor da FUNASA, Josias Reginaldo da Silva são suspeitos de comandarem o seqüestro.

Jefferson Gonçalves - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Usando cocar indígena, André nomeia membros de conselho

O governador André Puccinelli, por intermédio do decreto número 3.510/2009, nomeia os representantes dos órgãos governamentais e das entidades não governamentais para comporem o Conselho Estadual dos Direitos do Índio de Mato Grosso do Sul (Cedin), para exercerem mandato do biênio 2009 a 2011. O decreto foi publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (11). De acordo com dados da Funasa, em Mato Grosso do Sul o número de indígenas é de 68.792 habitantes.

O Conselho Estadual dos Direitos do Índio é um órgão colegiado de deliberação coletiva, vinculado à Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas), tem por finalidade promover, em âmbito estadual, as políticas que visem a garantir o respeito aos direitos dos povos indígenas, bem como a sua inserção social e a defesa de seus interesses.

Cabe ao Conselho estabelecer as diretrizes das políticas para os povos indígenas, bem como as ações prioritárias para o pronto desenvolvimento das políticas referentes às comunidades indígenas. Estabelecer ainda, em parceria com instituições públicas e privadas afins, as diretrizes para a ação conjunta, visando a garantir o processo de qualificação das ações de governo voltadas aos povos indígenas do Estado, dentre outras ações.

Representantes governamentais

Foram nomeados para comporem o Cedin representantes dos seguintes órgãos governamentais: da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp); Secretaria de Estado de Governo (Segov); Fundação Nacional de Saúde (Funasa); Fundação Nacional do Índio (Funai); Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer); Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul); Secretaria de Estado de Meio Ambiente, do Planejamento, da Ciência Tecnologia (Semac); Secretaria de Estado de Educação (SED); Secretaria de Estado de Habitação e das Cidades (Sehac); Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas).

Entidades não governamentais

Fazem parte do Conselho representantes das entidades não governamentais: Instituto Técnico Jurídico Educativo (ITJE); Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Mato Grosso do Sul – (OAB); Instituto Brasileiro de Inovações Pró-Sociedade Saudável - Centro Oeste (Ibiss-CO); Centro de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos Marçal de Souza Tupã I (CDDH); Povos Indígenas, das seguintes etnias: Guarani, Terena, Ofayé, Kadiwéu e representantes dos índios residentes na área urbana.

População indígena de Mato Grosso do Sul

As entidades não governamentais são representadas por seis entidades que atuam direta ou indiretamente com os povos indígenas no Estado. Juntos eles realizam trabalhos, pesquisas e estudos necessários para atender a população indígena que, segundo dados da Funasa (de 2008), em Mato Grosso do Sul o número de indígenas é de 68.792 habitantes, que residem em 74 aldeias, em 28 municípios sul-mato-grossenses, sendo eles das seguintes etnias: Guarani, Terena, Kaiowá, Kadawéu Kinikinawa, Cinta Larga, Xavante, Atikum Bororó.

Ainda segundo a Funasa, no Estado do Amazonas concentra-se a primeira concentração de indígenas do País. A segunda concentração deles (população indígena) encontra-se em Mato Grosso do Sul. O Estado de Roraima fica em terceiro lugar.

A relação nominal dos representantes das entidades governamentais e não governamentais para comporem o Cedin/MS está no Diário Oficial do Estado, número 7.540, de 11 de setembro de 2009 (página 15) – site www.imprensaoficial.ms.gov.br .


Fonte: msnoticias.com.br

Diretório do PMDB cria núcleo Indígena em Aquidauana

O diretório municipal do PMDB de Aquidauana realizou na manhã do último sábado (05), ato de filiação nas aldeias Bananal e Colônia Nova que ficam na Região de Taunay.

Ao todo 31 novos companheiros das aldeias Bananal, Ipegue, Imbirussú, Morrinho e Colônia Nova assinaram ficha no partido e vão formar o Núcleo Indígena, algo inédito na história de uma legenda em Mato Grosso do Sul.

Participaram do ato, o vice-presidente do diretório municipal Paulo Reis, o secretário do PMDB Fernando dos Anjos, Jaqueline Messias - representando o PMDB Mulher, o presidente da JPMDB Paulo Reis Filho, o secretário geral da JPMDB Helder Lima, Marcus Chebel (Gerente de Governo) representando o prefeito Fauzi Suleiman (PMDB) e o Coordenador da Juventude de Aquidauana – Eliakim Oliveira.

Ao se pronunciar, o vice-presidente do diretório municipal do PMDB Paulo Reis destacou que a criação do PMDB Indígena é algo inédito não só em Mato Grosso do Sul, mas no Brasil. Segundo ele, o núcleo indígena vai proporcionar uma inserção maior dos terena aquidauanenses dentro da política partidária. “É através da política que nós podemos fazer a transformação de uma sociedade”, ressaltou o peemedebista.

O presidente da JPMDB, Paulo Reis Filho, afirmou no ato de filiação que o movimento de criação do PMDB Indígena partiu do jovem Célio Fialho que o procurou para a implantação do curso de Formação Política da Fundação Ulisses Guimarães nas aldeias. “Tenho certeza que o curso despertou em vocês a vontade de participar e este momento é muito importante para o crescimento não só do PMDB, mas para a atividade política nas aldeias”, destacou o jovem.

Nomeado presidente da comissão provisória do PMDB Indígena, o militante Célio Fialho agradeceu aos membros do partido por abrirem as portas e um espaço para as lideranças indígenas.

Ele destacou que a comunidade tem sede de informações e vai buscar apoio das lideranças do diretório municipal para a estruturação do partido nas aldeias. “Uma comunidade só vai adiante com organização e é isto que vamos fazer, nos organizar e com a criação do núcleo vamos discutir ações e propostas para nossa comunidade”.

A convenção dos núcleos do PMDB – Juventude, Mulher e Indígena será no próximo domingo (13) na Câmara Municipal de Aquidauana a partir das 08 horas.

Fonte:www.aquidauananews.com