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ANTONIO BRAND: UMA PERDA IRREPARÁVEL

No limiar do século XXI, Mato Grosso do Sul perde um dos melhores e mais atuantes indigenistas do Estado, seus trabalhos científicos, atrelado a povos indígenas, no tocante a demarcação de terras, hoje são referências desde a pesquisas historiográficas a laudos antropológicos, difundiu o termo confinamento compulsório, construiu durante toda sua carreira na academia uma ampla bagagem de escritos relevantes, é deploravél que sua Dissertação de Mestrado e Tese de Doutorado estejam engavetados nas universidades, é preciso publica-los, não pela circunstância de seu falecimento, mas pela qualidade de seu conteúdo, a sociedade civil precisa ter acesso a tais conhecimentos.

Discípulo de Darcy Ribeiro, o conspícuo Doutor lutou incansávelmente pelos povos autóctones, alinhavou dentre os acadêmicos indígenas a permanência nas universidades, propiciando suporte durante o curso, trouxe á baila, a necessidade de políticas públicas no ensino superior aos povos indígenas, alavancou e apoiou indígenas na pós-graduação, fez-se presente nos acampamentos junto a indios desaldeiados.

Figura ímpar, o lídimo etno-historiador deixa uma lacuma dificil de ser preenchida pois, modéstia parte, não há ninguém a sua altura, gaucho nato, trazia em nossas reunioes seu bom e velho chimarrão e no rito de exprimir a agua quente mesclado com erva mate, compartilhava. Mas a labuta continua, e como forma de homenagea-lo devemos trilhar seus caminhos, nos difíceis caminhos das palavras para extirpar nossa angústia, aproprio-me das palavras do apóstolo Paulo e faço uma analogia para dizer que o intelectual e guerreiro Antonio Brand, combateu um bom combate, acabou a carreira, guardou a fé.

 RONILDO JORGE
Acadêmico Indígena de História/UFGD

Encontro de Integração Dias de História discutirá caminhos da pesquisa ao ensino


O curso de História da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) estará promovendo o I Encontro de Integração Dias de História, cuja abordagem destaca o tema: “As Faces da História: caminhos da pesquisa ao ensino”, entre os dias 21 e 23 de setembro de 2011, na Unidade II, no auditório da Agronomia.

O evento tem como objetivo promover a discussão e integração entre professores e graduandos de História, possibilitando, deste modo, a compreensão do percurso da pesquisa e do ensino.

As inscrições do evento serão realizadas entre os dias 12 e 19 de setembro, juntamente com os alunos do 6º semestre no bloco B unidade II, com uma taxa de R$5,00.



Fonte:ufgd.edu.br

Rede de Saberes ganha destaque nos jornais de MS


..Por Caroline Maldonado - 2011-09-08

Com a divulgação do IV Seminário Povos Indígenas e Sustentabilidade e outros eventos realizados no primeiro semestre deste ano, os acadêmicos indígenas do projeto Rede de Saberes ganharam destaque em telejornais e jornais on-line de Mato Grosso do Sul. A presença indígena nas universidades também chamou a atenção de produtores de programas de rádio, blogueiros e sites que tratam de temas diversos, como educação, diversidade, cultura, entre outros.

Nas entrevistas concedidas os acadêmicos aproveitaram para falar de suas experiências nas universidades e destacar que necessitam de uma política pública que lhes dê suporte para permanência no ensino superior. No período de Junho, Julho e Agosto, as ações do Rede de Saberes pautaram 156 textos na Internet. Nos jornais on-line, entre eles os de maior acesso na capital, foram veiculadas 66 matérias que citam o projeto.

Veja a entrevista do coordenador do Rede de Saberes, Antonio Brand, ao programa Estúdio Livre da TV UCDB em http://www.estudiolivre.tv.br/#0. Em breve as matérias produzidas pela TV Campo Grande e TV Pantanal estarão no You Tube, no canal NeppiUCDB.



Rede de Saberes nas redes sociais

Por meio do Facebook, 116 membros, parentes de todo Brasil, acompanham todos os dias as novidades dos acadêmicos indígenas de MS no grupo Rede de Saberes. Outro jeito de ficar por dentro é seguir no Twitter o @rededesaberes.


Fonte:neppi.org

Índios são proibidos de falar guarani em escola de Campo Grande



Três índios denunciaram que foram proibidos de falar o guarani nas dependências da escola municipal Nerone Maiolino, onde cursam o EJA (Educação de Jovens e Adultos).

Os guarani-caiuá também foram obrigados a assinar um documento acatando a determinação. Um dos alunos é Laucídio Nelso. “Ele não sabia ler nem escrever e decidiu estudar”, conta Leda Rodrigues, esposa de Laucídio. O casal mora na aldeia Água Bonita, em Campo Grande.

A situação foi denunciada ao deputado estadual Pedro Kemp (PT). O parlamentar vai pedir explicações à secretaria municipal de Educação. “Os índios têm direito de falar a língua deles”, afirmou Kemp durante sessão na Assembleia Legislativa.

Conforme a Constituição Federal, “são reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens”.

A reportagem entrou em contato com a escola Nerone Maiolino, mas a diretora estava em reunião.


FONTE: fatimanews.com.br

Povos Indígenas no Brasil



Trabalhos interessantes de Rosa Galdino que procuram mostrar em belas fotos os diferentes povos indígenas brasileiros.

Pena que também nos revelem a realidade de nosso índios.

Já aculturados e sem a inocência de suas origens, mostram que a vergonha da nudez é o resultado direto da erotização transmitida pelos modernos meios de comunicação.

É estranho ver fotos das meninas portando adornos ancestrais, conjugados com bijuterias baratas.

Vendo estas fotos, me lembrei da indignação que sinto cada vez que ouço falar na construção de usinas hidrelétricas em suas terras, que não são só suas e sim de toda a humanidade, que devem ser preservadas, tendo-os como guardiões.

É impossível ver esta exposição sem lembrar de Caetano cantando "Um Índio".

Um Índio - Caetano Veloso

Abaixo das fotos o "press-release", fornecidos pela assessoria de imprensa da Caixa Cultural.





SÃO PAULO APRESENTA

“POVOS INDÍGENAS NO BRASIL”

Com fotos de Rosa Gauditano, documentários xavantes e palestra, a mostra retrata 34 das mais de 225 culturas indígenas no país

“As pessoas não respeitam o que não conhecem”. A frase é do ancião Sereburã Xavante e motiva o projeto Povos Indígenas no Brasil. A exposição é fruto do trabalho da fotógrafa Rosa Gauditano que, nos últimos 20 anos, dedica-se a registrar a multiplicidade de etnias indígenas no país. Após passar pela CAIXA Cultural Brasília, a exposição abre no sábado (19/03), às 11hs e recebe visitantes até o dia 15 de maio de 2011, na CAIXA Cultural São Paulo (Sé).

A mostra é composta por 60 fotos coloridas, material documentado pela fotógrafa Rosa Gauditano, no período de 1989 a 2010, e dividida em quatro grandes grupos, separados por região geográfica: Norte, com 14 povos; Nordeste, com 5; Sudeste, com 5 e Centro-Oeste, com 10 povos.

Entre os povos apresentados nesta exposição, estão desde aqueles com os quais se tem pouquíssimo contato, como os Mati ou Zoró, que vivem quase isolados na Amazônia, até indígenas que ocupam suas terras localizadas perto de pequenas cidades, como os Xavante, no Mato Grosso; os que vivem na beira de rodovias, como os Guarani Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, ou nas grandes cidades, como é o caso dos Pankararu, em São Paulo.




No Brasil existem, hoje, cerca de 230 povos indígenas, distribuídos em todos os estados, totalizando quase 734 mil pessoas, que falam 180 línguas diferentes.

Além da projeção de dois documentários produzidos pelos índios xavantes, com produção executiva de Rosa gauditano, diretora da Associação Nossa Tribo (www.nossatribo.org.br) o visitante poderá ver também o mapa dos povos indígenas no Brasil.

Palestra

O projeto integra ainda a palestra da professora Jaciara Martim. Indígena Guarani M’Byá, Jaciara é formada em serviço social pela PUC – São Paulo. Seu trabalho de conclusão de curso versou sobre o tema: “Considerações sobre o trabalho para o povo guarani e as decorrências do seu contato com a sociedade capitalista.” Sua trajetória inclui experiência como professora estadual e agente de saneamento pelo Projeto Rondon. O encontro, com entrada franca, acontece no dia 12 de abril de 2011 (terça-feira), às 19hs, na CAIXA Cultural São Paulo (Sé).

Rosa Gauditano

Premiada por seus trabalhos com fotojornalismo na década de 1980 (Folha de SP e Veja), Rosa Gauditano especializou-se em fotografia etnográfica. Seus trabalhos ligados às culturas indígenas no Brasil lhe renderam a publicação de 5 livros: "Aldeias Guarani M'Bya na Cidade de São Paulo", 2006; “Raízes do Povo Xavante”, Ed. Studio R, São Paulo, 2003; “Festas de Fé", Ed. Metalivros, São Paulo, 2003; “Saltillo”, Instituto Municipal de Saltillo, México, 2001; “Índios, os Primeiros Habitantes”, Ed. Fotograma, 1998.

Diretora da Studio R, agência que se dedica a reportagens, arquivo e projetos culturais ligados a fotografia e trabalhos etnográficos, Rosa Gauditano tem no currículo diversas exposições individuais. No Brasil, em parceria com a CAIXA Cultural, Rosa expôs em 1999/2000 nas cidades de São Paulo, Curitiba e Brasília a mostra “Raízes do Povo Xavante”. Além de outros projetos pelo país, principalmente na capital paulista, a fotógrafa já expôs em Londres/Inglaterra (2010), Houston/EUA (2005), Cidade do México/México e Santiago/Chile.

Ficha Técnica

Fotografia e curadoria: Rosa Gauditano

Antropóloga: Camila Gauditano

Design gráfico: Isabel Carballo

Textos críticos: Angela Magalhães e Nadja Peregrino

Palestrante: Jaciara Martim (indígena Guarani M’Byá)

Patrocínio: Caixa Econômica Federal

Informações e entrevistas:

· Monica - exposicaopovosindigenas@gmail.com

SERVIÇO:

Exposição “Povos Indígenas no Brasil” – Fotos de Rosa Gauditano

Abertura para convidados e imprensa: 19 de março de 2011, às 11h

Visitação: de 19 de março a 15 de maio de 2011

Horário de visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 21h.

Local: CAIXA Cultural São Paulo (Sé) - Galeria Humberto Betetto- Praça da Sé, 111 – Centro – São Paulo/SP

Informações, agendamento de visitas mediadas e translado (ônibus) para escolas públicas: (11) 3321-4400

Classificação etária: livre

Entrada franca

Acesso para portadores de necessidades especiais

Patrocínio: Caixa Econômica Federal

Palestra com Jaciara Martim

Data: 12/04/2011

Horário: 19h

Local: CAIXA Cultural de São Paulo, Praça da Sé, 111 – São Paulo – SP

Informações: (11) 3321-4400

FONTE:macariocampos.blogspot.com

Acadêmicos indígenas, a próxima vítima!

Lembro como se fosse hoje, o dia em que conheci Ludesvoni Pires, cabelos lisos, longos, olhar firme e um belo sorriso no rosto, uma mulher trabalhadora. Tive a aportunidade de aprender com ela a arte da cerâmica Terena, desde a escolha do barro, preparação, moldagem e queima, isto não é fácil, exige trabalho com as mãos e força nos braços, ela me ensinou cada segredo, cada detalhe in loco, se não fosse ela, eu como Terena autóctone não saberia parte essencial que é do meu próprio ethos, da minha própria natureza, se hoje sei produzir cerâmica agradeço a ela e reconheço todos aqueles que fazem desta arte um modo de sobreVIVER e divulgar a arte Terena.
Esqueço-me , as vezes, de como a sociedade sul-matogrossense tem repugnância contra os povos indígenas, o racismo pregado pela elite é tão violênto que armam ciladas, matam lideranças (Marçal de Sousa) assasinam professores indígenas (Rolindo Verá e Genivaldo Verá) e como se não bastasse, atiram bomba caseira em onibus de estudantes e acadêmicos indígenas, buscam apoderar-se através da carnificina do último pó de terra, da última alma do último índio, sua sua avidez e sede é tanta que não cessam enquanto não vêem sangue de índio respingando no chão, desde o início da colonização promovem a matança indígena em massa, portanto, carregam no corpo e na alma um ESPÍRITO ASSASSINO!MALDITO!NEFASTO! o status quo que se encontra a nossa sociedade é um caos, deprimente, o Estado assiste calado e de braços cruzados, se quem cala consente deixo explicito aqui: EU NÃO CALO, NÃO CONSINTO, EU FALO, EU ESCREVO, EU REPUDIO toda e qualquer forma de violência contra o ser humano, independentemente das circunstâncias.
Estudantes e acadêmicos indígenas foram e serão a próxima vítima, isto é fato, o próximo alvo de sujeitos truculentos, estúpidos! desprovidos de ética e moral, munidos de racismo e armas, encravam o ódio contra indígenas em Mato Grosso do Sul (Terra de nínguém), usam da barbárie beirando a loucura para alcançar seus intereses(Modus operandi), aos acadêmicos indígenas como nova camada emergentes na sociedade deixo o alerta, tomem cuidado! abra o olho! melhor, abram os olhos e ouvidos, caso contrário, pessoas inocentes como Ludesvoni Pires, que perdeu a vida num onibus escolar, faleceram, ela deixa para trás quatro filhos e uma vida inteira, compartilho aqui minha dor e revolta, que se instalou na aldeia Cachoeirinha(Miranda-MS), no meio do Pantanal, no âmago do meu pranto profundo pela sua morte.


Ronilo Jorge
Acadêmico indígena de História/UFGD

19 de Agosto - Dia do Historiador


A proposta de homenagear os historiadores é de autoria do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), um dos políticos mais capacitados para falar de educação neste país. Inicialmente, a data escolhida foi o dia 12 de setembro. Mas ai, foi proposta uma emenda, aprovada pela comissão, que alterava a data para 19 de agosto. Isso tudo foi registrado na LEI Nº 12.130, DE 17 DE DEZEMBRO DE 2009.

O objetivo era aproveitar a data para homenagear Joaquim Nabuco, que nasceu no dia 19 de agosto de 1849. Nabuco, para quem gosta de História do Brasil, foi um dos maiores abolicionistas deste país. Também foi político, diplomata, jurista, jornalista, um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras e também Historiador.

Para homenagear a data de hoje, coloco aqui um trecho da justificativa do senador para criar o Dia do Historiador:

"Um povo sem história é um povo sem memória. Essa afirmação, mais que um dito já popular, é também uma verdade histórica, pois todos os agrupamentos humanos que não preservaram sua memória - em histórias, documentos, objetos de arte e arquitetura - acabaram sucumbindo a ditaduras e até acabaram por desaparecer da face da Terra.

Por essa razão, não apenas a disciplina que trata das histórias dos povos deve merecer nossa atenção, mas também os cientistas que se dedicam a essa tarefa tão nobre. Obviamente, a história se faz por seus protagonistas: lideranças políticas, religiosas e econômicas, por um lado; grupos populares, lutas contra a opressão e pela libertação, por outro. E para registrar tudo, o historiador.

E de tal modo é importante o papel dos historiadores que, por vezes, eles ajudam, também, a reconfigurar a história de um País. Ao lado da Filosofia e da Literatura, a História está presente desde os primeiros momentos da nossa tradição ocidental, constituindo um dos saberes mais antigos de nossa civilização."

Meus parabéns a todos os colegas Historiadores!
.
Postado por Prof. Adinalzir às Sexta-feira, Agosto 19, 2011

Fonte: saibahistoria.blogspot.com

V ENCONTRO DOS ACADÊMICOS INDÍGENAS DE MATO GROSSO DO SUL

“O INDÍGENA NO ENSINO SUPERIOR: FORMAÇÃO, APOIO E PROFISSIONALIZAÇÃO”

Comissão Organizadora:

Algemiro de Souza (Guarani/UEMS)
Ana Lúcia da Silva (Terena/UFMS)
Aparecido Lipú Mariano (Terena/UFMS)
Bruno Paiva Faustino (Terena/UFMS)
Carlos Ronaldo Miguel (Terena/UFMS)
Ellen Cristina de Almeida (Terena/UFGD)
Evanil Francisco Amorim (Terena/UEMS)
Evellin Tatiane da Silva Pereira (Terena/UFMS)
Guilherme dos Santos (Terena/UCDB)
Hélida Lipú Mariano (Terena/UFMS)
Marina Cândido(Terena/UFGD)
Jéssica Vargas Weller (Terena/UCDB)
Katiara de Ameida Militão Sampaio (Terena/UFMS)
Leocimar Farias (Kadiwéu/ UCDB)
Luiz Henrique Eloy Amado (Terena/UCDB)
Marcelo Ribeiro Coelho (Terena/UCDB)
Ronildo Jorge (Terena/UFGD)
Roselaine Miguel da Silva (Terena/UFGD)
Samuel Chamorro (Kaiwá/UEMS)
Sidnei Moraes Albuquerque (Terena/UCDB)
Tatiane Martins (Kaiwá/UEMS)

PROGRAMAÇÃO
MANHÃ
obs: sujeito a alteração

Data: 15 de agosto de 2011
Local: Anfiteatro da Biblioteca da UCDB
8:00 da manhã – Abertura

Apresentação Cultural: dança Terena organizadores: (Ronildo Jorge e Carlos Ronaldo) e Guarani( a definir)

9:00 – A presença Indígena na Universidade: apresentação do levantamento 2011.
Acadêmico Luiz Henrique Eloy Amado (Terena/UCDB)

9:15 – Acadêmicos Indígenas na UCDB: perspectivas para a comunidade
Acadêmico Sidnei Moraes Albuquerque (Terena/UCDB)

9:30 – Acadêmicos Indígenas na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
Acadêmica Tatiane Martins (Kaiwá/UEMS)

9:50 – Acadêmicos Indígenas na UFMS – campus Aquidauana
Acadêmicos Hélida Lipú Mariano e Carlos Ronaldo Miguel (Terena/UFMS)

10:10 – Os indígenas na Universidade Federal da Grande Dourados
Acadêmicos Ronildo Jorge (Terena/UFGD) e Roselaine Miguel da Silva (Terena/UFGD)

10:30 – Situação dos Acadêmicos Indígenas em outras Instituições
Espaço reservado à acadêmicos indígenas de outros Estados e instituições.

10:50 - Debates

11:15 - Intervalo para almoço

TARDE

13:30 – Grupos de Trabalhos

GT 1 – O acesso a Universidade
Relator: Ronildo Jorge (Terena/UFGD)

GT 2 – Os órgãos de apoio ao acadêmico indígena
Relatora: Tatiane Martins (Kaiwá/UEMS)

GT 3 – Profissionalização: acadêmico indígena após a conclusão do curso
Relator: Luiz Henrique Eloy Amado (Terena/UCDB)

16:30 – Encerramento: Elaboração do relatório final


COMPOSIÇÃO DOS GRUPOS DE TRABALHO

GT 1 – O acesso a Universidade

Relator: Ronildo Jorge (Terena/UFGD)
Ellen Cristina de Almeida (Terena/UFGD)
Samuel Chamorro (Kaiwá/UEMS)
Ana Lúcia da Silva (Terena/UFMS)
Guilherme dos Santos (Terena/UCDB)
Algemiro de Souza (Guarani/UEMS)
Jéssica Vargas Weller (Terena/UCDB)
Leocimar Farias (Kadiwéu/ UCDB)

GT 2 – Os órgãos de apoio ao acadêmico indígena
Relatora: Tatiane Martins (Kaiowá/UEMS)
Roselaine Miguel da Silva (Terena/UFGD)
Marcelo Ribeiro Coelho (Terena/UCDB)
Aparecido Lipú Mariano (Terena/UFMS)
Bruno Paiva Faustino (Terena/UFMS)
Evellin Tatiane da Silva Pereira (Terena/UFMS)
Katiara de Ameida Militão Sampaio (Terena/UFMS)

GT 3 – Profissionalização: acadêmico indígena após a conclusão do curso

Relator: Luiz Henrique Eloy Amado (Terena/UCDB)
Carlos Ronaldo Miguel (Terena/UFMS)
Hélida Lipú Mariano (Terena/UFMS)
Evanil Francisco Amorim (Terena/UEMS)
Marina Cândido (Terena/UFGD)
Sidnei Moraes Albuquerque (Terena/UCDB)

GRUPOS DE TRABALHO

GT 1 – O acesso a Universidade

Com o acesso as escolas de ensino médio emergentes nas aldeias de nosso Estado, que em sua maioria ainda estão em processo de construção, os jovens indígenas estão gradativamente entrando no espaço das universidades públicas e particulares. Com muito suor estes jovens concluem o ensino médio em aproximadamente três (03) anos, ou através do EJA (Educação de jovens e Adultos) onde o ensino acaba sendo muito rápido e se torna ineficaz, o indígena tenta posteriormente o acesso as universidades. Alguns com muito esforço conseguem o acesso através de cotas e/ou outro sistema oferecido pelas universidades, outros não tem o mesmo sucesso e acabam desistindo e/ou fazem um curso pré-vestibular se preparando para as provas oferecidas pelo Enem e vestibulares na ância de cursarem uma graduação na universidade, posteriormente a sua permanência na instituição é outra luta travada durante os anos que seguem dentro das instituições de ensino superior e que deve ser amplamente discutida e refletida.
Objetivos do GT’s: • Explanar porque o acesso é importante;
• Refletir com o que já conquistamos;
• O que fazer para avançar no acesso e permanência, quais os caminhos para
melhorar, e como fazer.


GT 2 – Os órgãos de apoio ao acadêmico indígena

O Grupo de Trabalho/GT02 tem por objetivo proporcionar espaço de diálogo entre instituições Governamentais e acadêmicos indígenas de nível superior objetivando
esclarecer e delimitar atribuições e responsabilidade dos órgãos diante dos altos índices de desistência que vem ocorrendo nas universidades.Um dos grandes desafios relacionados à evasão de acadêmicos indígenas no ensino superior esta diretamente ligada ao não apoio de instituições governamentais que direcionam ações aos povos indígenas. Diante desta realidade se faz necessário estabelecer diálogo entre acadêmicos e instituições visando delimitar e esclarecer atribuições, reforçando e valorizando a construção de uma política pública educacional para o ensino superior, fazendo o cumprimento da lei em toda a extensão em que a legislação prescreve as obrigações e deveres do Estado, conhecimento de seus órgãos e agentes públicos além de uma boa gestão das políticas e dos programas educacionais voltados aos indígenas.


GT 3 – Profissionalização: acadêmico indígena após a conclusão do curso

A presença indígena na universidade já é um fato constatado, e que a questão da
permanência já vem sendo pensada e trabalhada pelo programa Rede de Saberes. Diante
disso, mas uma vez estamos diante de uma situação nova, qual seja, que tipo de profissional indígena as universidades estão formando, ou ainda, será que esse profissional irá atender a demanda da comunidade. Assim, neste grupo de trabalho vamos provocar estas inquietações trazendo reflexões que demanda uma abordagem a respeito do conhecimento tradicional e o conhecimento científico. Da mesma forma, vamos procurar ouvir as lideranças indígenas presentes para maior dialogar com a nossa comunidade de origem.
Objetivos do GT: • Pensar que tipo de profissional indígena as Universidades estão
formando?
• Que tipo de profissional indígena as comunidades esperam da Universidade?
• Discutir como está se dando o pós conclusão de curso dos acadêmicos
indígenas.



Sendo a quinta edição, o encontro dos acadêmicos indígenas de Mato Grosso do Sul constitui o momento de reflexões e debates, onde os acadêmicos índios de diversas etnias e de diferentes instituições de ensino superior se reúnem para trazer a baila suas experiências, dificuldades e superações quando do ingresso na universidade. Tendo como tema atual “O indígena no ensino superior: formação, apoio e profissionalização”, o encontro desse ano tem como inovação tratar da temática da
profissionalização, ou seja, o acadêmico indígena pós-conclusão do curso, além de abordar também o acesso e permanência do indígena no ensino superior. O Estado de Mato Grosso do Sul é o segundo com maior número de população indígena do país, e provavelmente o que possui o maior número de indígenas cursando a faculdade. No âmbito da Universidade Estadual desde de 2004 já existe sistema de cotas para índios; e na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e Universidade Federal da
Grande Dourados já existem licenciaturas destinadas a professores indígenas e em relação a instituições privadas, como no caso da Universidade Católica Dom Bosco tem a concessão de bolsas parciais de estudo, com desconto na mensalidade. Veja-se, com todo esse aparato para o ingresso do índio na universidade, temos que nos preocupar com a permanência desses na universidade, levando-se em conta os aspectos econômico, cultural, social e educacional. Por outro, são muitos que já concluíram o curso e essa é a temática que inovará o encontro desse ano, qual seja, a profissionalização do indígena que acaba de sair da universidade com o seu diploma. Assim, queremos aproveitar esta oportunidade e debates estas questões, promovido pelos acadêmicos indígenas, apoiado pelo Programa Rede de Saberes: Permanência de indígenas no ensino superior